Há umas semanas atrás fui ao Festival de Músicas do Mundo Cigano, em Águeda, e tirei umas fotografias a preto e branco.
O tempo passado, e depois de um delicadíssimo e morosíssimo processo de relevação e ampliação, eis o resultado.
Isto é o que se chama escrever para encher. Só queria mesmo deixar aqui a foto.
insensatamente
terça-feira, 19 de agosto de 2003
quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Acho que grande parte de nós, da "minha geração", se recorda desta série de televisão espanhola.
"VERANO AZUL
la mítica producción de TVE, “Verano azul”, dirigida por Antonio Mercero. Estrenada en 1981, narra las aventuras de unos jóvenes de edades y condiciones varias, que forman una pandilla al iniciar su amistad durante las vacaciones de verano, en el pueblo de Nerja (Málaga) con los problemas típicos de la adolescencia. Chanquete, Tito, Bea, Javi, Pancho, Piraña, Quique, Desi y Julia son los inolvidables nombres de los personajes de esta serie, que fue rodada en escenarios naturales."
Esta página tem mais informação.
Curiosamente, ainda vamos por aqui a meio do verão, e sinto-me como se o mesmo já estivesse a acabar.
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16:57
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terça-feira, 5 de agosto de 2003
Notícia no Diário Digital:
Divórcios por SMS vão ser proibidos na Malásia
O primeiro-ministro malaio, Mahathir Mohamad, discorda da decisão de um tribunal da Malásia permitindo que os casais se divorciassem por mensagens de telemóvel (SMS), e pretende, também, impedir a separação por outros meios, como o e-mail e o fax.
Após a decisão polémica de um tribunal islâmico, considerando que os muçulmanos se podiam divorciar por SMS a confusão ficou instalada. Tudo isto porque os homens muçulmanos caso queiram separar-se têm apenas de repetir três vezes seguidas a sua intenção e o casal fica legalmente divorciado.
Contudo, Mahathir Mohamad decidiu que os muçulmanos não poderão divorciar-se das suas esposas por este meio, tendo de recorrer a uma maneira mais personalizada.
O governo pretende, ainda, aprovar uma nova lei que impeça a separação através de outros meios electrónicos, tais como o fax e o e-mail."
O meu comentário só pode ser um cliché: sinais dos tempos....
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13:44
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
terça-feira, 29 de julho de 2003
Mas aquilo de que andava à procura era isto:
If you can’t be good, be careful. -early 20th; the Latin form Si non caste tamen caute is found from the mid 11th century.
A forma em latim é (curiosamente) ligeiramente diferente, se se fizer a tradução inversa:
Si non caste, tamen caute - If not chastely, at least cautiously.
às
13:00
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Não conheço a música, e para falar a verdade nem quero conhecer. Gostei da letra.
Veio daqui.
If You Can't Be Good
you slap expectation in the face
make a date with questionable taste
write eternity a dear john note
stick your tongue into jealousy's throat
you handcuff matrimony's wrists
add indiscretion to your list
slip a hand between temptation's thighs
as you unzip flirtation's flies
and if you can't be good
be beautiful, be brash
if you can't be good
be radical, be rash
be insolent, inspired
be decadent, desired
be everything I knew you would
if you can't be good
you say you need a little space
so you take innocence back to your place
inhibition has to hide its head
fidelity lies bleeding on the bed
indecision's blowing hot and cold
disobedience does as it is told
you look shyness in the eye as you undress
and hold a thousand white lies to your breast
and if you can't be good
be magical, be mean
if you can't be good
be shameless, be obscene
be passionate, possessed
be obstinate, obsessed
be everything I knew you would
if you can't be good
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10:57
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Não sei se andei anos enganado, se os anos andaram enganados por mim. A palavra "estória", que eu julgava apenas existir no português do Brasil, afinal existe no português de Portugal. Tive durante anos a impressão inversa, convencido também por posts severos no ciberdúvidas, como o seguinte:
No português medieval, escrevia-se historia, estoria, istoria, assim como homem, omé, omee (com til no 1.º e), ome. Compreende-se, porque a ortografia ainda não estava fixada.
No Brasil, talvez por influência do inglês «story» (conto, novela, lenda, fábula, anedota, etc.) e «history» (narração metódica dos factos notáveis ocorridos na vida dos povos), começaram a empregar o português antigo estória para significar o mesmo que o inglês «story». É uma palermice, porque, até agora, nunca confundimos os vários significados de história. O contexto e a situação têm sido mais que suficientes para distinguirmos os vários significados. A estória só vem confundir as pessoas.
Seria ridículo começarmos, por exemplo, a empregar homem para indicar o ser humano em geral, isto é, a espécie humana, a humanidade; e omem, para designar qualquer ser humano do sexo masculino, como por exemplo em «aquele omem que está ali», «o omem (= marido) da Joana», «sanitários para omens», etc.
Alguém teria cara para abraçar esta ridicularia? Mas têm-na para escrever história e estória.
Sigamos o nosso Camões, que escreveu histórias na estância 39 do Canto VI de Os Lusíadas:
«Remédios contra o sono buscar querem / Histórias contam casos mil referem».
Este texto está aqui.
Outros posts e sao mais suaves, como este:
Quanto à questão colocada, estória é uma palavra vinda do Brasil. Note-se, era assim que se grafava no século XV. Só depois veio história. Um brasileiro lembrou-se de grafar história, quando se tratava de "ciência histórica" e de grafar estória para significar "narrativa de ficção", "conto popular", etc. Mas os dicionários brasileiros aconselham a que se escreva sempre história, embora se aceite a liberdade jornalística da distinção de um e outro conceitos.
Pois bem: mas seja o que for que os dicionários brasileiros digam, a infopedia diz isto:
estória,
substantivo feminino
história de carácter ficcional ou popular; conto; narração curta;
(De história, ou do ing. story, «id»)
E isto para mim resolve a disputa. É estúpido ficar-se contente com uma questão destas, mas frustrava-me não poder usar a palavra.
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00:49
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domingo, 27 de julho de 2003
Música é fixe. Quem não gosta, para parafrasear um amigo, é tótó. Viva o Festival de Musica do Mundo de Sines, e o Festival das Musicas do Mundo Cigano. Vivam muito os Besh O Drom, vivam a Cesária Évora, Camané, Kad Achouri, Skatalites, e vivam pouco os Kronos "música de compositor mexicano" Quartet.
Bom, não lhes estou a querer mal. O vivam é no sentido de comemorar ou não.
Há uns anos atrás uma pessoa que conheço, num conflito de trânsito, atirou à pessoa com quem estava a discutir (sobre algo importante, tipo o lugar de estacionamento): "já deve anos à cova!!!".
É bonita, a vida civilizada em sociedade (e é um insulto original, também).
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23:00
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sexta-feira, 25 de julho de 2003
Segundo uma notícia da Cyberatlas, existem em Junho de 2003 cerca de 3,5 milhões de weblogs, dos quais 1,6 milhões activos.
Por outro lado, e isto é realmente interessante, segundo uma outra estatística, a língua mais representada é o inglês (350k blogs), seguindo-se... o português (54k), o polaco (42k). O francês aparece em 5º com 10k blogs, a seguir o espanhol, alemão, italiano, holandês e islandês (cada uma destas com menos de 10k weblogs).
Fiquei surpreso pelo segundo lugar. Seremos verbosos?
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17:38
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quinta-feira, 24 de julho de 2003
Uma ilusão de óptica absolutamente inacreditável (clicar para ver versão ampliada).
Tive de abrir o photoshop e ver os RGB's para ter a certeza. E o RGB não mente, tal como o teste do algodão (é: #6B6B6B, por curiosidade).
Está aqui a explicação e aqui outras ilusões da mesma fonte.
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11:17
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quarta-feira, 23 de julho de 2003
terça-feira, 22 de julho de 2003
A ideia é simples. Pegar em frases recebidas por email, e fazer um desenho que as ilustre.
O estilo é sempre o mesmo, e os bonecos são singelos e por vezes muito, muito bonitos.
Isto de se ser sensível é uma porra. :-)
É o Exploding Dog
Alguns exemplos fixes:
how do i always wake up here?
it's been so long since i last saw you
you're cute
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00:30
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segunda-feira, 21 de julho de 2003
Segundo uma notícia do Clix, os espectáculos do Circo da Lua foram cancelados por falta de público... É triste, para um espectáculo realmente bonito:
Infelizmente, o que foi o teatro circense de excepção no panorama nacional das novas artes performativas, o novo circo LUA!, foi forçado a terminar mais cedo a sessão de espectáculos. A “aposta foi ganha”, mas porque a maior parte dos portugueses se encontram de férias, torna-se difícil manter um espectáculo desta dimensão quando não existe público suficiente. O Circo da Lua pensa “voltar” com uma nova sessão de espectáculos, talvez uma digressão...Quando?...Talvez para breve...
Tentei falar a vários amigos para irem ver este espectáculo. Em todos os casos tive de vencer a resistência do sentimento que geralmente está associado à palavra "Circo". Se para as crianças parece ter ainda um significado mágico, para os adultos parece estar associado a animais esquálidos e maltratados, a números de glamour com meias esburacadas, a palhaços ricos e pobres sem piada, etc. Imagens deprimentes que possivelmente terão tb ajudado a manter as pessoas longe do Circo da Lua.
Quando contei que os espectáculos tinham sido cancelados, o comentário foi rápido: "é chato quando isso acontece... os animais, etc."...
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12:45
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sábado, 19 de julho de 2003
Fui a Águeda ver e ouvir um concerto de uns ciganos russos chamados Loyko. 2 violinos, uma viola(?), e uma moça de olhos negros a cantar. Conheci-os por ter em tempos encontrado por acaso um CD deles na fnac, e fiquei de imediato fascinado. O concerto não ficou atrás, tendo sido à altura das minhas [elevadas] expectativas. Tirei 2 rolos de fotografias, a p&b, bem perto do palco. não espero nada do outro mundo, mas logo se verá. Valeu a pena a viagem e o concerto, que só pecou por não ter durado mais... sei lá, 2h? :-)
Tb vi um concerto da Cesária Évora no Monsanto. À borla. ;-) Já a tinha ouvido 2 ou 3x, no Coliseu e na Expo. Já liguei mais a música cabo-verdeana que agora. Na altura em que vi esses primeiros concertos fiquei com alguma antipatia pela "diva", pela "altivez" (?) com que dava os espectáculos. Reconhecer a existência do público parecia já ser demais p ela! Enfim. Certamente uma percepção errada, mas foi o que senti. Ontem, no Monsanto, foi totalmente diferente. Fosse por o concerto ser ao ar livre, com muito mais público negro, o clima criado foi totalmente diferente, e valeu a pena. Em termos músicais fiquei com a percepção que se tinha perdido alguma coisa, mas o clima foi... fixe.
Próximos dois concertos (da minha digressão pessoal por concertos de verão! :-): Besh O Drom em Águeda, na 3ª, e Danças Ocultas em Sines, na 5ª.
O nosso país é mesmo pequenino.
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17:37
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sábado, 12 de julho de 2003
"Não posso perdoar. Posso esquecer. E não quero esquecer" (em Amateur, de Hal Hartley, uma frase feita)
Circo da Lua: muito fixe. www.circodalua.com. Na Praça Sony até 3 de Agosto, o espectáculo chama-se... "Lua". Recomendo vivamente. De corpialma. Tem muita piada, e apesar de começar "lento", bom, a mim roubou-me uma ou outra lágrimas de riso e alegria.
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19:15
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quarta-feira, 9 de julho de 2003
quarta-feira, 2 de julho de 2003
Hoje no Porto fui almoçar a um restaurante de "comida rápida caseira", no Norte Shopping. Do sítio onde me sentei, com vista para a cozinha, pude observar um trabalho que, nada tendo de desmeritório, tem um nome bonito: estreladeira d'ovos. Uma pessoa cujo trabalho era única e exclusivamente estrelar ovos para os vários pratos que iam saindo. Curioso.
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19:01
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terça-feira, 24 de junho de 2003
Não faço puto de ideia se isto estará certo ou não, mas eis a Hora Legal de Portugal.
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10:43
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terça-feira, 17 de junho de 2003
Era bom de mais (demais?) para ser verdade. Toda a gente a falar das inovações da feira do Livro de Lisboa deste ano, quando chegam os diagósticos (in Público):
"[...] a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) admite que a perda possa chegar aos 20 por cento, a União Portuguesa de Editores calcula que se situe em 30 por cento."
e sobre as inovações:
"[Alguém da D. Quixote] Destaca ainda o problema dos editores que ficaram voltados para o relvado do Parque Eduardo VII, uma novidade este ano, concebida pela dupla de arquitectos contratada pela Câmara de Lisboa. Aconteceu com dois dos pavilhões da Dom Quixote. «Essa ideia foi um desastre. É uma zona de menor passagem. Tivémos que compensar com autógrafos, colocando lá os autores». [...] «As editoras voltadas para o relvado tiveram muito menos visitantes», admite Baptista Lopes da APEL - organizadora da feira, em colaboração com a UEP. «É um erro que não se pode repetir.»
Pronto(s). Lá se foram as inovações!
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14:30
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domingo, 15 de junho de 2003
A história é trágica, mas não deixou de me fazer sorrir (humor negro tipo monty python). Notícia de hoje no Público:
"O homem que hoje de manhã se atirou da Ponte Vasco da Gama para o Rio Tejo foi encontrado quase quatro horas depois, vivo, num mouchão, por uma lancha da Polícia Marítima, disse fonte desta força.
Trata-se de um estudante de teatro, de 23 anos, acrescentou a fonte.
O estudante atravessava a ponte num táxi, quando, por volta das 08h00, mandou o motorista parar, abriu a porta e atirou-se para a água.
O motorista alertou imediatamente os bombeiros que, por sua vez, pediram a intervenção da Polícia Marítima. Esta enviou para o local uma lancha que só quatro horas depois conseguiu localizar o jovem, de pé num mouchão, gesticulando com os braços a pedir ajuda.
Mas, pouco depois de ter sido recolhido pela lancha, o jovem voltou a atirar-se a água. Novamente recolhido foi manietado. O jovem já tinha feridas nos pulsos que tentara cortar com cascas de mariscos, contou à Lusa um agente da PM.[...]"

Claramente não consultou o Practical Guide do Suicide (o Potassium Cyanide (KCN) Consumption parece ser interessante). Ainda hoje me surpreendo, tal como anos atrás quando pela primeira vez encontrei este documento na net, com o facto de haver quem produza e publique informação desta natureza. Seja como for, a Ponte Vasco da Gama é claramente baixa demais.
ps- link acabado de encontrar, por total coincidência, e acrescentado à posteriori: http://www.tu-importas.org/home/default.asp
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17:16
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"Quando um casamento começa a ir por água abaixo, percebo por que motivo é tão tentador ter uma ligação com outra pessoa. Isso simplifica as coisas e torna-as palpáveis. Não é preciso andar a tactear no escuro, a tentar descobrir o que correu mal e como se poderão melhorar as coisas. Basta dizer: «Há outra pessoa», para acabar com tudo; toda a gente entende uma motivação tão simples. Alguém que se apaixona pode disfrutar de grande compreensão, mas o mesmo já não acontece com quem se desapaixona.
Eu percebia isso, mas não ia fazê-lo."
- Frank Ronan, Piquenique no Paraíso (estou a ficar lamechas)
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17:05
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sexta-feira, 6 de junho de 2003
Um net-acaso (lê-se netacaso, uma palavra apenas). Estava eu a procurar informação sobre o filme que referi na post abaixo, quando encontrei esta página brasileira. Vou resumir parte do que diz:
O novo álbum, intitulado 32 de dezembro, será a segunda parte da trilogia iniciada por O sono do monstro (publicado em português pela editora Meribérica). Não foram divulgados detalhes sobre a história, mas ela deve, como o anterior, se concentrar em uma das personagens do trio de protagonistas introduzido na primeira.
A Humanoides Associes francesa prometeu o lançamento para 3 de junho. Edições em outras línguas devem se seguir. Não foi confirmada uma versão em português, mas é provável que a Meribérica, que lançou quase todos os trabalhos do autor em português, deva publicar mais este.
O mini-site do livro, que na Amazon Uk fica disponível já em Agosto, tem muito mais informações e cenas fixes. No Fnac.com tb há mais informação:
Drôle de date pour des retrouvailles ! Le nouvel album de Bilal s’appelle 32 Décembre. Ne cherchez pas dans vos calendriers : le 32 décembre n’existe nulle part. Sauf dans l’imagination foisonnante d’Enki Bilal... Dire que son nouveau livre était attendu est un doux euphémisme: voilà cinq ans que les amateurs de bande dessinée avaient pris rendez-vous avec lui. Depuis 1998, l’année de parution du Sommeil du monstre, premier volume d’une trilogie très ambitieuse. Le Sommeil du monstre était né de la guerre en ex-Yougoslavie, le pays d’origine de Bilal. De ses horreurs et de ses déchirements était venu le besoin d’écrire une histoire traitant de la mémoire et de l’identité. Le lecteur faisait ainsi connaissance avec Nike, Leyla et Amir, les trois orphelins de Sarajevo. Bilal inventait au passage une nouvelle manière de faire de la bande dessinée: désormais, il s’échapperait du cadre trop contraignant de la bonne vieille planche de bd pour travailler ses cases une à une, en grand format, avant de les assembler à l’ordinateur.
Cinq ans après, Bilal revient avec un album au graphisme toujours aussi maîtrisé, toujours aussi fascinant. On retrouve les trois personnages, qui racontent chacun à son tour et offrent ainsi au lecteur une multiplicité de points de vue. De quoi parle 32 Décembre ? De sujets graves et passionnants, qui constituent aujourd’hui l’ordinaire des pages des quotidiens et des journaux télévisés. De clonage, de manipulation mentale, d’art contemporain, d’écologie. et d’amour, aussi... En fait, il traite tout simplement du seul sujet qui vaille: l’être humain et sa place dans la société. Cette société en proie à des bouleversements parfois déboussolants pour ces pauvres créatures humaines qui ne savent pas trop à quoi se raccrocher… La structure du livre a été largement modifiée par Bilal après les attentats du 11 Septembre. Ce qui n’étonnera personne: depuis sa collaboration avec Pierre Christin sur les «Légendes d’aujourd’hui» (Les Phalanges de l’Ordre noir, Partie de chasse, etc.), Bilal s’est toujours imprégné de l’actualité du moment pour nourrir ses récits. 32 Décembre ne déroge pas à la règle.
Simplement, l'album est peut-être un peu moins sombre que ce que l'on pouvait attendre. Il suffit de regarder les couleurs utilisées par l'auteur: à ses teintes habituelles – le gris, le bleu, le rouge – viennent s'ajouter ici ou là des touches de vert, comme s'il voulait donner une pointe d'espérance à son propos. Le signe d'un nouveau Bilal? Peut-être… Pour le savoir, il faudra attendre le troisième volet de sa trilogie. En espérant que, cette fois, il saura ne pas nous faire patienter cinq nouvelles années. En attendant, il restera de toute façon dans l'actualité: son prochain film, adapté de sa «Trilogie Nikopol», devrait sortir début 2004. Un album et un film en l'espace de quelques mois: décidément, les fans d'Enki Bilal – et les autres – ont bien de la chance…
às
13:26
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Ontem fui ver o "Bunker Palace Hôtel", primeiro filme do Bilal. Há uns meses atrás vi o "Tykho Moon", o segundo. A explorar no IMDB, encontrei info sobre um 3º filme dele, actualmente em rodagem. Chama-se "Trilogy". Quando, com curiosidade vaga, fui ver info sobre o filme, enfim... lagriminha ao canto do olho. Dizia assim:
Plot Outline: In 2025, reporter Jill Bioskop nicknamed "La Femme Piège", writes her articles on a strange typewriter that makes them go back in time. Meanwhile her lover is assassinated...
Para quem, como eu, acha a Trilogia do Bilal uma obra maior de Banda Desenhada mundial, e mesmo antecipando-se uma provável desilusão, o início de 2004, quando supostamente o filme sairá, é um mês a esperar com antecipação (nem que seja preciso ir a França ver a porra do filme).
No papel de Jill Bioskop vai uma tal de Linda Hardy, aparentemente Miss França em 1992 (o que é um péssimo sinal à partida, mas enfim - imagina-se esta moça de cabelo azul e pele miuto branca? - outra foto). Como Nikopol vai estar um tal de Thomas Kretschmann (O Pianista, ... Blade II....).
mais info: 1, 2, 3, 4 e uma com melhor aspecto.
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12:51
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terça-feira, 3 de junho de 2003
"Já alguma vez se sentiram assaltados pela certeza inesperada e inelutável de serem uns palermas? Já alguma vez foram apanhados a fazer qualquer coisa que ninguém em seu perfeito juízo faria? Ou já se deram conta de serem a única pessoa no mundo a acreditar em todas as fantasias ou a apaixonar-se e de que, para os outros, o amor é uma coisa para manipular e vilipendiar? Por apaixonar-se entendo apenas dar mais valor a outrem do que a nós mesmos, pondo-nos, deste modo, a nós próprios numa posição vulnerável. É um facto que nunca podemos estar certos de que alguma vez outra pessoa tenha sentido o mesmo por nós. É um facto que nunca estamos certos de que uma pessoa que conhecemos tenha escrúpulos ou se preocupe com alguma coisa para além de si. Ou, se o leitor for desses indivíduos que se obstinam em ter uma confiança ridícula nos entes que amam e tudo isto o deixar indiferente ou lhe parecer absurdo, tente recordar-se desse momento da sua vida em que abusaram da sua boa fé [...]"
in Frank Ronan, Piquenique no Paraíso.
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11:46
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segunda-feira, 2 de junho de 2003
Thievery Corporation. Na Aula Magna, uma sala completamente desadequada para o efeito, mas um bom concerto.
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14:48
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terça-feira, 27 de maio de 2003
sexta-feira, 23 de maio de 2003
Concerto Massive Attack ontem no Coliseu. Mega-fixe! Felizmente não veio a Sinnead O'Connor, infelizmente pareceu-me que as duas outras vozes femininas a que recorreram me pareceram deixar algo a desejar. :-( Mas fora isto, grande concerto!
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13:44
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quarta-feira, 21 de maio de 2003
Aqui há uns meses (poucos) li um artigo no The Atlantic sobre a Arábia Saudita (o único país no mundo cujo nome deriva da família que o governa), sobre a dependência dos EUA do petróleo deste país, sobre o facto de a Al Quaeda ter algum apoio popular (em parte por causa dos desmandos de uma família real com 30.000 príncipes e outros "reais") - note-se que a maioria dos "11/9"'s era saudita. Dizia ainda que os EUA têm vindo a reduzir esta dependência, e falava do contingente militar americano lá estacionado. Dias depois, cai o Saddam (para onde é uma questão que muitos se colocarão). Dias depois, o tal contingente militar sai do Iraque e vai para o Qatar. Dias depois, atentado em Ryad onde morrem 30 e tal pessoas e 8 americanos (30 e tal a contar com os norte-americanos... claro... sem piadas). Hoje, EUA (e outros) anunciam que vão fechar embaixada neste país (temporariamente). Parece tão simples, dada esta sequência, justificar a invasão do Iraque... torná-lo na nova Arábia Saudita.
Estarei ingenuamente enganado?
às
13:48
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terça-feira, 20 de maio de 2003
Hoje é só actividade. Uma notícia no site da Discovery diz o seguinte:
Chimpanzees share 99.4 percent of functionally important DNA with humans and belong in our genus, Homo, according to a recent genetic study.
Previous studies put the genetic similarity between humans and chimps at 95 to 99 percent, so the new figure suggests chimps and humans are even more closely related than previously thought.
[...]The researchers then took the DNA data and estimated genetic evolution over time. They determined that humans and chimps shared a common ancestor between 4 and 7 million years ago. That ancestor diverged from gorillas 6 to 7 million years ago.
"Chimps are more like a human than a gorilla," said Goodman. [...] Goodman added, "In terms of culture, social behavior, language and other factors, we share many things in common with chimpanzees."
A BBC acrescenta:
"Humans, or Homo sapiens to give the species its scientific name, are the only living organism in the genus at the moment - although some extinct creatures such as Neanderthals (Homo Neanderthalis) also occupy the same grouping.
[...]Dr Wildman said: "You could say that humans and chimps are as similar to one another as say horses and donkeys.
[...]The Detroit team says its work supports the idea that all living apes should occupy the higher taxonomic grouping Hominidae, and that three species be established under the Homo genus: one would be Homo (Homo) sapiens, or humans; the second would be Homo (Pan) troglodytes, or common chimpanzees, and the third would be Homo (Pan) paniscus, or bonobos. Not all scientists will accept the new classification."
Seja como for. Eu cá o que sei é que gosto de salientar a nossa parecença com estes bichos, especialmente em argumentos sobre a "superioridade Humana".
às
20:50
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Ontem fui ver um filme chamado XX/XY ao Cine222. O filme é um sobre relações do passado e reencontros, e tem como tagline a seguinte frase: There's no room for honesty in a healthy relationship.
Saí a pensar que era um bocado revoltante este tipo de moralidade, trocada por uma frase bonita para ilustrar um poster. Depois, pensando melhor no caso, mudei de ideias. A uma escala diferente, muito diferente, daquela em cujo contexto a frase é utilizada no filme, tem um pouco de verdade.
às
16:33
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Não me consigo conter. Já leio o Diário Digital há uns anos, e desde que me lembro que tenho a infelicidade um Sr Luis Delgado escrever para este diário. Deixo uma amostra recente:
"[texto sobre problemas internos de Schroeder, na Alemanha] É uma ironia da História quando comparado com Blair. O PM britânico esteve para se demitir com a revolta dos seus deputados e ministros por causa da guerra no Iraque, que teve uma feroz oposição da Alemanha, mas hoje Blair é um herói nacional, elogiado por todos. Schroeder também pode ter o fim que Blair receava, mas por razões internas e mais humilhantes. Um venceu porque mostrou coragem no momento mais difícil e dramático, e foi até ao fim, e o outro afunda-se numa economia caótica, recessiva, e sem soluções à vista. É a vida."
Caso para comentar: e o que tem o cú a ver com as calças? o que têm a ver os problemas do Sr. Schroeder do "heroísmo nacional" do Sr. Blair? Que o Sr. Luis Delgado tenha sido um fervoroso adepto da invasão do Iraque (mais papista que o papa, por exemplo, ao afirmar que se tinham descoberto armas de destruição massiça) é uma coisa. Que escreva tonterias destas, sem nexo, numa coluna pública e com a responsabilidade que tem, é insultuoso.
Este gajo revolta-me.
às
16:01
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quinta-feira, 15 de maio de 2003
Não podia vir mais a propósito. Ainda agora falei do Rubem Fonseca, e vem o rapaz e tumba, recebe o prémio Camões:
Roubado descaradamente do Globo:
O mais recluso dos escritores brasileiros, Rubem Fonseca foi premiado, ontem, com a mais disputada láurea concedida a um autor de língua portuguesa: o Prêmio Luís de Camões, concedido anualmente pelos governos de Brasil e Portugal. O anúncio foi feito ontem, em cerimônia na Biblioteca Nacional, no Rio, mas o cheque de US$ 100 mil, valor do prêmio, só será entregue em data ainda a ser anunciada, porém já cercada de expectativa: o celebrado autor dos contos de “Feliz Ano Novo”, “Os prisioneiros” e “Lúcia McCartney” e dos romances “A grande arte”, “Bufo & Sapallanzani” e “Agosto” não aparece em solenidades, odeia ser fotografado, não dá entrevistas e costuma dizer que tudo o que tem a dizer está em seus livros.
Segundo Heloísa Buarque de Hollanda, a escolha de Rubem Fonseca foi muito rápida, porque seu nome foi proposto pelos portugueses com a aprovação do angolano e do moçambicano. Os brasileiros só precisaram referendar. “Tínhamos alguns nomes na cabeça, mas foi lindo que a indicação tivesse partido dos portugueses”, disse ela.
E muito bem propuseram "os portugueses".
às
00:03
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domingo, 11 de maio de 2003
O Diário Digital, felizmente agora já sem ter o Luis-Delgado-Direita-Burra como editor, surpreendeu-me com a seguinte notícia:
Novo reality show vai pôr animais contra homens
A estação televisiva britânica ITV vai pôr no ar, no início da próxima temporada (Setembro), um novo reality show no qual se vão degladiar homens e animais. A produção de um episódio-piloto do programa «Man vs. Beast», algo como «Homem contra Fera», foi já encomendada à Granada TV.
E depois no final diz assim:
Outros exemplos são o desafio entre um urso pardo e o campeão mundial de ingestão de cachorros quentes, a fim de comprovar qual o mais rápido consumidor das referidas sanduíches.
"Campeão Mundial da Ingestão de Cachorros Quentes"?!?! Quem é o animal, afinal?
às
21:56
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domingo, 4 de maio de 2003
Este passado sábado estive no Fórum BD Lisboa, onde assisti a uma pequena conferência com a presença do Neil Gaiman, autor de bandas desenhadas como o Sandman, e de livros como o "Neverwhere". É de longa data o meu escritor favorito para banda desenhada, partilhando o pódio com o deus supremo, o Bilal. Deu uma conferência pequena, de 1h, em que me emocionei por 3x (isto de ser cromo), e a seguir mostraram uma curta-metragem realizada e escrita pelo dito Gaiman. Terminou com uma sessão de autógrafos, onde fui obter o carimbo do dito (isto de ser cromo). No Sandman #1 escreveu o que deve ter escrito em todos: "Bons sonhos", em tuguês de gema.
E quando na conferência falou do "Endless Nights", nova BD sobre os "Endless" em que a personagem Desire vai ser desenhada pelo Milo Manara, flipei. Confesso. Flipei.
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22:56
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sábado, 26 de abril de 2003
Vi istono Público de hoje: "Quando deixarmos de gostar de histórias, estamos mortos."
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16:51
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segunda-feira, 21 de abril de 2003
Ando seduzido com escritores brasileiros. Especialmente o Rubem Fonseca e o Bernardo Carvalho.
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11:28
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Acabou. E não deixa de ser surpreendente que um país como o Iraque seja conquistado com "apenas" 150 baixas do lado dos... conquistadores? invasores? os bons ou os maus, seja o que for.
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11:21
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domingo, 30 de março de 2003
domingo, 23 de março de 2003
sexta-feira, 14 de março de 2003
Parece que o governo inglês, ou uma instituição qualquer do mesmo, recomendou aos jovens ingleses que fizessem mais sexo oral, como forma de reduzir o elevado número de gravizeses indesejadas (acho q por volta de 30k) entre estas crianças.
Não tem nada de fait-divers, mas acaba por sê-lo um bocadinho.
NP: Jacques Loussier.
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11:19
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sexta-feira, 7 de março de 2003
Isto não tem grande interesse, mas apetece-me dizer: estou com uma fixação nas Variações Goldberg e em blues do Mali.
Aqui, agora, imagine-se um comentário sobre o quão agradável é assistir à mudança meteorológica entre o inverno e o sol (note-se a oposição, aqui), marcada pelo Carnaval.
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11:39
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segunda-feira, 3 de março de 2003
O carnaval antigamente é que era fixe. Havia bombinhas estoira-dedos, bombas de muito mau cheiro, sacos de água, e ovos estrelados nas cabeças dos outros.
Agora é tudo asséptico, bolas.
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10:10
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003
Estava a ler no The Atlantic um artigo sobre o Clinton. A páginas tantas (expressão curiosa quando usada na web...) ele fala sobre o livro que está a escrever, e aconselha "todos os que têm mais de 50 anos" a fazer o mesmo. E diz:
"You need to think about what really meant something to you. Who did you really love? Who really made you what you are?"
Fiquei francamente impressionado com estas palavras.
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02:17
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
A frequência com que se escrevem coisas para um weblog é inversamente proporcional ao stress que se tem num determinado momento.
Quererá isto dizer que se passar a escrever com maior frequência vou passar a ter menos stress?
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21:54
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2003
Fui à manif contra a guerra (ou a favor da paz?) no Sábado. Diz-se que estiveram cerca de 80k pessoas, montes de people. Acho que a última manif a que fui foi contra as propinas no início da década de 90. Chateou-me um bocado o facto de a política se imiscuir tão fortemente no que eu vejo como um protesto da sociedade civil, mesmo se a minha "cor política" era uma dessas que se imiscuía.
Duvido que tenha valido de alguma coisa, os Chernes não são conhecidos pela qualidade da sua audição (aliás, marcar-se audiências com os partidos... para a hora da manif, parece-me esticar o que chamaria de boas práticas democráticas).
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10:38
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Isto é uma instrospecção matinal de qualidade: nada bate em comodidade um pêssego careca em que o caroço se solta.
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10:35
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Ontem estive 4h a discutir questões técnicas com um cliente. Foi provavelmente a discussão mais acalorada e simultaneamente frustrante e cansativa que me lembro de ter. Tive de capitular, por simples exaustão, em todas as sugestões e temas que foram discutidos. Ele é o cliente, manda, e sente a coisa muito mais apaixonadamente do que eu, para quem isto é um projecto muito interessante, mas um projecto ainda assim. Só me apetecia deitar em silêncio.
Fiquei totalmente estoirado. Há pessoas com quem é muito difícil discutir. Não ouvir/Interromper é uma técnica de discussão, também.
Foram apenas 4h do dia, mas deixaram-me totalmente de rastos. Imagine-se que era negociador profissional. Seria uma vida infernal!
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12:17
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
Muitas vezes os "artistas" têm manias e dizem coisas que ao seu público infiel parecem desrespeito, por serem dizer mal ou criticar quem deles gostam. O César Monteiro mandou as pessoas irem-se foder, o Lobo Antunes dizia que não ia voltar a publicar em Portugal. A mim parece-me que, mega-cliché, o que eles fazem deixou de ser deles, e passou a ser de quem consome o produto das suas imaginações.
Isto tudo para dizer que estou a ler o novo livro de crónicas do Lobo Antunes, e pah, sem qualquer idolatria, acho que ele é um génio, e um grande, mas muito muito grande escritor. E se ele me criticasse elogios, eu mandava-o à merda com a mesma moeda. Afinal, o que ele escreveu, já não é dele, é meu. :-)
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14:34
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2003
"The word processor is a wonderful invention. It speeds up the writing process and makes it so much easier to edit. The problem is that many can type faster than they can think. The fingers race ahead of the mind. Content becomes like burgers." - Gerry McGovern.
Contra mim falo.
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12:07
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