Pergunta matinal de amiga: "Bom dia! Preparado para mais um tenebroso Natal?"
Uma pessoa deprime-se no Natal.
Deprime-se no aniversário.
Deprime-se na passagem de ano (ok, não, a tosga evita a depressão, vá)
Deprime-se quando lê o Luis Delgado.
Deprime-se quando vê ou lê o Durão ou a Leite.
Deprime-se quando o trabalho não corre bem,
quando nos desiludem,
quando chove e os dias são cinzentos,
quando falta o euro,
quando os amores desamoram,
quando as coisas correm mal, a resumir.
Aliás, acho que é quase impossível estar-se de bom humor.
Mas eu estou. :-D
insensatamente
terça-feira, 23 de dezembro de 2003
Ontem à noite estive em casa de um amigo. A conversar, a ver um DVD, e a beber um whisky c gelo. A fingir que somos adultos, "os nossos pais".
Junte-se isto ao ir almoçar ou jantar fora e pedir bacalhau c grão (c gosto!), são sinais.
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11:19
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2003
quarta-feira, 17 de dezembro de 2003
Há poucos gajos que me irritem tanto como O Palerma do Luis Delgado. Neste caso o Digníssimo Sr. fala sobre o Saddam (q todos admitem ser um carniceiro assassino), em termos apropriados, parece-me, à sua própria falta de classe.
Este gajo, francamente, desde os tempos do diário digital que me irrita. Que tenha chegado a Administrador da Lusa, com o seu discurso primário, e já ("duh!") com este governo, é para mim um mistério.
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10:30
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domingo, 14 de dezembro de 2003
Estou honestamente surpreendido com a captura do Saddam. Mesmo n concordando c esta guerra palerma e com a forma como foi/está a ser feita, já n esperava que apanhassem o rapaz, condenado a desaparecer em terra de moirama numa noite de nevoeiro (de pó de bombardeamentos aéreos). Até quenfim!
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23:59
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Have you ever had the feeling
that the world's gone and left you behind?
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16:18
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
Goodbye Zero (or até breve)
2 ciclos que vieram do frio e trouxeram calor, muitas curtas, em tempos recentes filmes como O Ódio, Fallen Angels, O Estrangeiro Louco, Em Carne Viva, Otesánek, Lilya 4-Ever, Bunker Palace Hotel e Tykho Moon do Bilal, Pi e Requiem for a Dream (inacreditável como este não estreou "comercialmente"), Cidade de Deus, Fucking Ämal, Waking Life... e não saía daqui se enumerasse todos os de que me lembro.
Foram muitos filmes desde a Geniuzastare até à Zero até ontem, no Cine-Pulga da praia da vitória. É triste e absolutamente lamentável que um projecto cultural destes termine assim, com falta de apoios. Deixa saudades, e deixo parabéns aos Zeros pelo trabalho q fizeram.
Hukkle.
ps- antes Zero em Comportamento, que Zero à Esquerda.
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21:11
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terça-feira, 9 de dezembro de 2003
Sem pensar
Na semana passada uma velhinha na rua pediu-me um braço para descer um degrau. Emprestei-lho, escoteiro. Depois de descer, agradeceu-me profusamente, e terminou com "... e Deus o abençoe", ao q respondi na negação dos agradecimentos: "ah, não, deixe estar".
às
15:00
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raispartam manhãs cinzentachuvosas como a de hoje. bolas, n há pachorra, francamente.
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13:24
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2003
Mais um evento de LU-XO! Sons em Trânsito II. Vi 4 concertos:
- Kimmo Pohjonen. Finlandês com saia grossa de metalúrgico ou ferrador, um acordeão e samplers - a cargo de um coleguinha em palco. Música para encher os ouvidos, e ouvir com a banda sonora das entranhas da terra a explodir, um céu cheio de negro, chuva trovões e relampagos. E um sistema surround surpreendente também (ouvíamos os dinossauros a atacar por detrás).
Muito, muito bom.
-Susheela Raman. Se tivesse de resumir numa palavra, essa seria: zzzzzzzzzz. Nao gostei, achei poprock na música e na pose. Gostei do percussionista. :-) De resto, a anglo-indiana deu-me sono.
- Klezmatics. Segunda vez que vejo os klezmer nova iorquinos ao vivo. Um bom concerto, cativante e com com muita energia. Foi o único em que o público se levantou para dançar. Cumpriram, e valeu a pena.
e finalmente:
- Mari Boine. Tenho vários CDs da moça, e aguardava o concerto com alguma espectaviva. Não me desiludiu. O Pohjonen foi bom, mas a Mari Boine cilindrou. O corpo parecia q tomava conta de mim, pena a sala n se prestar a levantamentos súbitos :-(. Memorável, na voz dela e no acompanhamento sonoro.
Um conhecido que esteve comigo nos concertos tirou algumas fotos excelentes aos concertos.
... agora só me falta a Lhasa, e morria praticamente feliz. :-)
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13:31
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domingo, 23 de novembro de 2003
Back! 6 dias com 14 mergulhos, 2 deles nocturnos. Coral a perder de vista, visibilidades enormes, muita cor. A lista de bichos que vi é extensa demais para reproduzir, e algumas das paisagens eram de cortar a respiraçao - o que, debaixo de água, nem sempre será positivo :-). Muito mergulho, um grupo mt porreiro, muito cansaço, calorzinho de dia e um céu imenso durante a noite.
O mundo abaixo da superfície tem uma calma e beleza fantásticos.
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18:28
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
Egipto, Mar Vermelho. 7 dias, 14 mergulhos. Imensamente mais interessante que ficar por cá a ver o Inverno resolver-se. Já volto, não se mexam (nem respirem, que me gastam o ar!).
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20:50
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segunda-feira, 10 de novembro de 2003
A propósito do filme "Hombres Felices", que vai passar num ciclo de cinema espanhol da Zero em Comportamento, diz assim a descrição:
«Uma história sobre casais que se despedaçam e sobre aqueles que se contentam em recolher os pedaços. Pois, como se sabe, há dois tipos de casais: os que se separam e os que acabam mal.»
às
18:47
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domingo, 2 de novembro de 2003
in Público, 2 de Novembro 2003, Entrevista com António Damásio:
P.: E o que é a emoção?
R.: É uma reacção automática que é colocada como dispositivo nos seres vivos, humanos ou não humanos, e que permite responder a certos objectos e a certas situações de uma forma não deliberada, de uma forma que vai levar ou à defesa perante uma ameaça ou à utilização de uma oportunidade. Esta é a definição mais estreita que posso dar de emoção.
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13:42
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sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Latim traiçoeiro
charme: do latim carmèn, «fórmula mágica»
paixão: do latim passióne-, «sofrimento»
in Infopedia.
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12:44
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terça-feira, 28 de outubro de 2003

Eu sei que é piada fácil. Mas não consegui resistir a fazer a montagem. :-)
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16:26
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segunda-feira, 27 de outubro de 2003
Às vezes a vida parece-se uma fisga, daquelas antigas. Com 2 ramos. Outras, uma forquilha (se isto tiver origem no inglês, tb se podia chamar de garfilha, suponho). Se tiver só 1 ramo, é uma faca. Lixamo-nos seja como for.
h.d. - não. isto não era um post muito pessoal sobre algo que esteja a suceder na minha vida pessoal
p.s. ao h.d. - h.d. = "horas depois".
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01:44
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domingo, 26 de outubro de 2003
Não sei explicar porquê, mas dizer "tenho saudades tuas" não parece ser o mesmo que dizer "tenho saudade."
às
21:26
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Vasta Semana
Sexta: "Dogville" (10 em 10!, um filme estupendo do LVT), palheta no Procópio ("bar de kotas")
Sábado: "Cinanima 1" (animações no King) + "Pedro e Inês" (CNB, Olga Roriz, Teatro Camões, a cena do sonho de Pedro e Inês dançada na água é BELÍSSIMA) + FIBDA 2003@Amadora ("Endless Nights" do N.Gaiman, "Wolves in the Walls" N.Gaiman + Dave McKean, "A vida numa colher - Beterraba" Miguel Rocha, JCF's, etc.) + Jantar em casa de amigos
Domingo: "Animações Portuguesas" (o tuga "As Coisas lá de casa" é francamente genial) + "Cinanima 3" (animações no King)
Segunda: "Cinanima 2", "Aardman 3" e "Aardman 4" (anim... bla bla)
Terça: palheta no HotClub (cadê o guitarrista de solos infindáveis e que entalava o cigarrinho nas cortas?! ohhh -- o que o tempo muda)
Quarta: Jantar em casa de (outros) amigos
Quinta: "George Washington" (de David Gordon Green, Cine Pulga... ups, Cine 222 - algo seca)
Sexta: "Wade in the Water" (dança, companhia instável, CCB, coreografia Javier de Frutos)
Sábado: revisita a FIBDA 2003 ("32 Dezembro" Bilal, "A vida é um delírio" M. Prado, etc.), "Dogville Confessions"
Domingo: World Press Photo no CCB (fraco), "Kill Bill" (o Tarantino é bom, mas eu sou impressionável... e prefiro filmes em que consiga ter os olhos abertos :-()
"E então, o que tens feito?" "Eu? Tudo."
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14:31
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terça-feira, 21 de outubro de 2003
Os números também têm minúsculas. A imagem ao lado ilustra. Se bem me lembro, devemos 'a automação e computadores (oh malvados!) a perda destes caracteres, que pessoalmente acho muito elegantes.
às
13:52
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segunda-feira, 20 de outubro de 2003
Desafios
Desde há muito que sou de propôr pequenos desafios e brincadeiras a amig@s. A primeira "estória a meias" (e também a mais longa, e inacabada) escrevi-a devia ter uns 16 anos. Depois disso, e a começar na faculdade, foram mais 4 ou 5 ou 6, com temas e envolvimentos muito diferentes. Apenas uma, de 2 capítulos, teve um fim. É difícil, manter a coerência, quando não se pode mexer no que se escreveu para trás.
Há quase 10 anos, a uma pessoa por quem estive interessado, enviei um pequeno excerto do meu diário que falava dela. Ia em ficheiro, protegido com password. Respondia-lhe a uma pergunta-pista por cada carta que trocássemos. Não conseguiu descobrir, e entretanto a diskette corrompeu-se. Indestinos (clandestinos?).
Mais recentemente, outra ideia era escrever textos desventrados. Uma pessoa escreve uma página de texto. A segunda edita-o por dentro, acrescenta palavras e pontuação onde quiser. As palavras e pontuação originais tem de estar todas presentes no texto modificado, no entanto. Escrever por dentro de outro texto.
Ainda não consegui levar esta avante.
Outro "desafio" muito em voga é escrever um weblog a várias maos. Este weblog também começou assim, com mais 4 mãos que entretanto mudaram de teclados.
Hoje, e isto anda a circular em weblogs tugas nos últimos tempos, existe a ideia de se pegar em 10 palavras escolhidas por um dos "desafiantes" e escrever um pequeno texto (1/2 página no máximo).
Quem o escreve deixa 10 palavras para o desafiante original continuar, e assim em diante.
Curto estas cenas. Mais ideias?
às
16:33
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é a minha vez de escrever uma máxima. todos as escrevem, de vez em quando, afinal.
"a paixão não segue checklists." (profundo)
às
12:11
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quinta-feira, 16 de outubro de 2003
Fui a uma reprografia hoje de manhã, tirar fotocópias.
As duas meninas que estavam a atender eram gémeas.
Fiquei confundido.
(Talvez seja um negócio familiar)
às
16:48
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quarta-feira, 15 de outubro de 2003
“Queria 4 bolas mal cozidas, por favor.”
Hoje fui à padaria da esquina, e em brincadeira pedi não uma bola “mal cozida”, mas uma bola específica. Apontei, sorrindo: “quero esta, pode ser?” Fizeram-me a vontade. Depois perguntei: “e quando vos pedem mal cozidas, escolhem mesmo ou é conforme calha?...” “mmmmm.... depende do cliente... mas geralmente é o que está à vista...
”
Já desconfiava.
às
16:06
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Não sei se não devia andar armado, para evitar ser assaltado pelos meus próprios pensamentos.
Isto faz-me lembrar o Jeremias do Jorge Palma.
Para Jeremias nada se assemelha à magia da dinamite
A não ser talvez o rugir apaixonado das mais profundas entranhas da terra
E só quando as fachadas dos edifícios públicos explodirem numa gargalhada
Será realmente pública a lei que as leis encerram
[...]
Jeremias gosta do guarda roupa negro e dos mitos do fora-da-lei
Gosta do calor da aguardente e de seguir remando contra a maré
Gosta da forma como os homens respeitáveis se engasgam quando falam dele
E da forma como as mulheres murmuram: fora-da-lei
às
12:47
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terça-feira, 14 de outubro de 2003
(jurei comigo mesmo que nunca postaria algo como isto, mas não resisti)
Compilação para Alguns Megabaits
Bobo in White Wooden Horses - How Insensitive
Da Weasel - Agora e Para Sempre (A Paixão)
Archive - Nothing Else
Aimee Mann - One
Adriana Calcanhoto - Devolva-me
Clint Mansel - Requiem for a Dream (tema principal da banda sonora)
Yann Tiersen - La Valse D'Amelie
Radio Macau - O Anzol
The Cure - Charlotte Sometimes
Alphaville - Forever Young
PJ Harvey & Pascal Comelade - Love Too Soon
Radiohead - Exit Music for a Filme (versão de Brad Mehldau)
Trovante - Balada das Sete Saias
Duran Duran - Save a Prayer
Tori Amos - Cornflake Girl
Lhasa - El Desierto
U2 - Party Girl
Afel Bocoum & Damon Albarn - Spoons
Sérgio Godinho + Da Weasel + Gabriel o Pensador - Isto anda tudo Ligado
Zoe - Don Pizzica
Angelique Kidjo - Summertime
Lo'Jo - Si Jamais Si
Depeche Mode - In your room (Portishead Remix)
Dave Brubeck - Take Five
Rammstein - Mein Herz Brennt
INXS - Mistify
Jorge Palma - A Gente Vai Continuar
Quinteto Maria João - Cem Caminhos
Koop - In a Heartbeat
Portished Roseland NYC - Glory box + Sour Times + Roads
Anatomia de uma compilação para alguns megabites
No "High Fidelity", um personagem do Nick Hornby diz que um dos tiques frequentes dos homens (que tenham inclinações musicais) quando conhecem ou querem impressionar conhecimentos [femininos] recentes, é gravarem k7s de compilação. Acho que os CDs compilação nunca pegaram (dá muito trabalho), mas os MP3 trouxeram-nos de novo ao tempo das fitas.
Há uns anos atrás fiz uma das minhas melhores compilações, que alternava temas "electrónicos" com temas "world music". Resultou muito bem. Depois de alguns insucessos pelo caminho, incluíndo dois CDs "My Favourite Things" que se revelaram flops totais em termos auto-comerciais, a compilação acima revela-se o Maior Auto-Sucesso Deste Outono (MASDO).
Esta não consigo explicar. As músicas ficam bem umas atrás das outras.
às
12:04
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Fiquei tao impressionado que não pude deixar de postar aqui.
Rotating Snake (tb funciona impresso a cores, o que é mais desconcertante ainda). Neste é preciso olhar para o centro e aproximar e afastar a cabeça. Este parece ter um corte no centro.
Estão aqui outras ilusões, apesar de menos impressionantes. É uma pena não saber japonês (apesar de o Babelfish poder dar uma ajuda).
às
13:37
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Há dias assim. Começa-se por aqui ou por aqui, e vai-se clicando conforme apetece.
O primeiro teste é o do Futebol. Uma rápida leitura na vertical (a única possível na web, apesar de se escrever na horizontal). Se vejo um nome de um dos 3 clubes ou nomes de jogadores, back back back.
O segundo é o teste do Comentário da Actualidade. Política, Pedofilia, Ministros de Medicina, Papas, Bushes e Iraques, etc. Back Back. Sem paciência para comentários e críticas profundas e mordazes por muito inteligentes que sejam. A minha felicidade primeiro, e estes textos não me alimentam o espírito (quanto muito, a revolta).
Os outros testes sao menos estruturados. Há o da Idade (dramas da adolescência, templates em cor de rosa, etc.), o da Intimidade (os meus dramas interiores, e outros posts que só fazem sentido para quem os escreve -- como aliás também faço aqui), os das Letras de Músicas ou Poemas (geralmente tão pessoais como os anteriores).
Com isto já foram grande parte deles pró galheiro. Nos que restam, incluídos darwinisticamente por particularidades que não sei/consigo generalizar, encontro pérolas, frases inteligentes, fotografias ou ilustrações grande beleza, humor. Alguns ficam por metablogarem com critérios semelhantes aos meus.
A verdade é que o dia não chegaria, mesmo que estivesse disposto a passá-lo aqui - que não estou (mesmo que assim pareça) - para visitar e ler tanta coisa. E o resto da vida, hem? Todos somos pessoalogs, afinal.
às
00:01
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domingo, 12 de outubro de 2003
«Se escreve habitualmente um diário deve saber e tornar a saber que normalmente só se escreve em dias maus. Nos dias bons está-se muito ocupado. Por isso pode encontrar coisas escritas com muita raiva e indignação, mas que sao escritas no pressuposto de que nao faz mal escrevê-las, pq ninguém as vai ler, servem de desabafo sem consequências e o seu autor, muitas vezes, nem sequer acredita completamente nelas. Mas a verdade é que se sao lidas pelo outro de quem se fala, aí magoam mesmo, e é uma dor estúpida e desnecessária. Sabe, o que os olhos não vêem o coração não sente. Por isso talvez seja melhor não ver!»
in Notícias Magazine #594.
às
22:07
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Deixo um pouco do texto, tirado do The Atlantic:
«What causes productivity to "turn off" after marriage? The study hypothesizes that chemicals are ultimately to blame - in particular testosterone, which falls after marriage (and rises again in the case of divorce). [...] the few women studied to not exhibit a similar hormonally-driven achievement curve; they tend to achieve steadily throughout their lives.»
Fonte original: Why productivity fades with age: The crime–genius connection.
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15:16
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sexta-feira, 10 de outubro de 2003
Tirei deste site uma explicaçao sobre a Caixa de Pandora, pq queria deixar uma pergunta.
«According to Edith Hamilton in Mythology the source of all misfortune was Pandora's curiosity. "The gods presented her with a box into which each had put something harmful, and forbade her ever to open it. Then they sent her to Epimetheus, who took her gladly although Prometheus had warned him never to accept anything from Zeus. He took her, and afterward when that dangerous thing, a woman, was his, he understood how good his brother's advice had been. For Pandora, like all women, was possessed of a lively curiosity. She had to know what was in the box. One day she lifted the lidand out flew plagues innumerable, sorrow and mischief for mankind. In terror Pandora clapped the lid down, but too late. One good thing, however, was there Hope. It was the only good the casket had held among the many evils, and it remains to this day mankind's sole comfort in misfortune.»
A questão que se põe é uma apenas.
A esperança é um bem? ou a pior de todas as maldições?
às
20:15
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O último ano, valeu a pena? Recapitulando, olhando para trás, valeu? Pensando em tudo, nas coisas boas e nas coisas más, foi aquilo que queria? Foi aquilo que tu querias?
Senta-te e pensa. Sento-me e penso.
às
09:41
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quinta-feira, 9 de outubro de 2003
Fui ver o Quaresma. Há muito tempo que nao via um filme português, e espero não voltar a deixar passar tanto tempo. As críticas que li elogiavam bastante a actriz principal, Beatriz Batarda, e deu para perceber porquê.
No papel de um (ou uma
) personagem claramente invulgar, Ana, que parece viver - intensamente - numa fronteira do mundo "Normal", esta pessoa algo instável consegue ser imensamente atraente. Se calhar por sentir que vive a vida como que à beira de um abismo.
Numa das cenas da apresentação há uma janela que é aberta para deixar entrar o vento em corrente de ar, com Ana a deixar-se envolver por esse frio, boca aberta e olhos bem abertos. Pareceu-me forçada, aí, mas quando vi junto com o resto do filme, fez todo o sentido. Uma cena belíssima.
Lembrou-me a personagem Remédios (?) do "100 Anos de Solidão", e as mulheres do Saramago, em situações como a da noite de Ana e David sozinhos na casa, permitida pelo marido dela.
Deixo a que para mim foi a frase do filme, dita da Ana para o David: "Quem me ama tem de me adivinhar. Não pode ficar à espera de ordens."
PS: este artigo descreve o que eu gostaria de dizer sobre o filme, melhor do que o posso fazer, até porque é em parte nas palavras da actriz. Deixo uns bocados:
as suas gargalhadas, um riso infantil, meio louco
passa o almoço sem comer: vai tirando as pétalas a um malmequer
mostra-lhe lugares secretos, como as crianças que revelam esconderijos em casas assombradas
Tudo na Ana é sensorial. A única coisa que ela não sente são as temperaturas. Não sente o frio
A Ana tem uma fome pela vida... é insaciável
o lado de "enfant sauvage"
Gostaria de ser capaz de explicar de forma racional o que aconteceu. Mas foi um processo instintivo.
foi bom viver aquela alienação e dizer não a responsabilidades, ao quotidiano, dizer não às mediocridades, dizer não a que as relações têm que correr bem. A Ana ignora as regras do estar em sociedade, não é sequer uma rebelde.
Procurei uma coisa mais despojada que é pura e simplesmente o ela não ter consciência dessas regras - pelo menos ela não absorve essa informação. Mesmo que alguém lhe diga "Quando uma pessoa morre veste-se de preto", ela está-se nas tintas. O encarnado é a cor dela, é o que lhe apetece. Não é uma reacção, é uma alienação. E é disso que tenho inveja na Ana: ela dá-se a autorização para viver de forma alienada. Adoraria ter essa liberdade. Não sou capaz.
é a única que está em contacto com aquilo que realmente interessa
Apaixonei-me muito pela Ana.
Podia ter corrido mal, aquelas experiências de levar aquilo muito a sério.
Muitas pessoas que me são próximas gostaram, mas disseram: "Menina, atenção!" Porque é perigoso. É óbvio que é uma personagem, mas saiu-me mesmo cá de dentro. As emoções são minhas, as lágrimas são minhas, o riso é meu. O Zé Álvaro dirigiu-me, mas eu é que senti.
No fundo ela está a dizer-lhe: "Ama-me, por amor de Deus. O que é que interessa a mulherzinha e a criancinha?" Ela tem esse lado fechado nela própria, egocêntrico, como se nada mais existisse no mundo.
e
Mas o amor é para ser levado até ao extremo, não é? Se não, não vale a pena: é uma companhia para ir ao cinema. Para isso prefiro ir sozinha. Eu adoro amar.
Fosgassssss...
(isto é a actriz ou a personagem?)
às
12:01
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terça-feira, 7 de outubro de 2003
Tem estado a decorrer na Teatroesfera, em Queluz, o Finca-te (1º Festival Internacional de Café-Teatro). Fui a 4 espectáculos (Lolamento, Arrepientimentos de Padrón, Bernárd Massuir e Yllana), todos eles bastante divertidos, mas um deles devo destacar: o espectáculo "ITIZZZ... SOME SING" de Bernárd Massuir.
A caracterizaçao rápida é "Humor Musical", mas o espectáculo/concerto/performance deste belga é qualquer coisa de absoluta e indubitavelmete genial. Mágico, bonito - de levar às lágrimas, absolutamente hilariante - também de levar às lágrimas, este homem dá um espectáculo que sei nunca ir esquecer.
Desde a morna cabo-verdiana tocada no "acordeão de pé" (que me deixou totalmentetotalmentetotalmente arrepiado), à música que tocou para um gravador vulgar com uma espécie de clarinete de brincar e depois reproduziu tocando a segunda "voz", todo este espectáculo foi uma absoluta delícia para os sentidos.
Deleite e prazer puros (para tão, tão poucos felizardos).
às
02:12
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segunda-feira, 6 de outubro de 2003
Dedicado.
«Se ainda aqui estivesses
Pegava em ti
Abanava-te pelos joelhos
Soprava-te ar quente nos ouvidos
Tu, que escrevias como uma pantera
Que mal entrou nas tuas veias
Que sangue verde
Te afogou nessa inapelável condenação
Se ainda aqui estivesses
Arrancava-te o teu medo
Deixava-to dependurado
Em longas serpentinas
Retalhos de pavor
Virava o teu rosto
Para o vento
Encostava as tuas costas contra os meus joelhos
Beijava e trincava a tua nuca
Até que abrisses a tua boca para esta vida»
Sam Shepard, "Crónicas Americanas"
às
02:07
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Relvar
verbo
O acto de se ir deitar na relva, num dia de Verão ou fim de Verão, debaixo de um sol já não muito quente, a ler, a escrever, a ver passar as núvens ou as pessoas.
Ver também: Praiar.
às
02:06
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sexta-feira, 3 de outubro de 2003
Desde há uns anos para trás que comecei a utilizar a palavra sincronicidade.
Encontrares perto do teu local de trabalho uma pessoa que conheces e que mora perto, é uma coincidência.
Encontrares na rua uma pessoa em quem ias a pensar...
ou telefonarem-te a perguntar "lembras-te de um site que uma vez me deste..." / ".oO(vai perguntar-me pelo Exploding Dog)" / "... que tem uns desenhos feitos com base em frases...", "O Exploding Dog? AHAHAHAH",
ou criares um weblog para uma pessoa e para nome do mesmo - inventado na hora - escolheres uma frase que traduzida faz parte de uma música favorita da pessoa a quem se destina o weblog... (e que nunca ouviste na vida)...
são claramente sincronicidades.
Não, não sao meros acasos, é o universo a rir-se de nós.
às
17:37
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
é mais forte do que eu.
a trilogia está pronta.
Actualização:
Os direitos de exibição para Portugal já foram adquiridos! Parece que o filme estreará em França lá para Março de 2004. Estou consciente de que será uma grande desilusão, não vejo como possivel o Bilal conseguir ter a mesma genialidade no desenho e na película (especialmente tratando-se dos livros de que se tratam), mas enfim, estou curioso.
às
02:18
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sexta-feira, 26 de setembro de 2003
há aí um gajo que já morreu que antes do dito evento se chamava charles bukowsky ou mais ou menos isto. escreveu vários livros, o mais conhecido dos quais se chama talvez "mulheres". anda aí por todo o lado. há pouco tempo li um outro em que basicamente o sr, ex-boémio, com os seus 700 e tal anos, descreve os seus aborrecidos dias. que basicamente consistiam em estar casado, ter 7 gatos, ir 'as corridas de cavalos todos os dias, evitar entrevistas, e viver dos rendimentos. e, claro, ao fim do dia, escrever a sua crónica no seu tao elogiado mac. um gajo estranho. lembra o feios porcos e maus e sujos e imundos e sexuais que o felini nao realizou.
e pior, sabem o que é? é que nesse livro 'a partida aborrecido... o raio do homem consegue ser bom escritor. raios o partam. é mt lixado.
às
23:23
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STOP. Se fores uma pessoa de um dos nossos estimados clientes, da minha empresa, STOP. Isto aqui nao sou eu! isto é o meu alter ego!!!!!!!
a modos que portanto isto nao deve ser lido. é (digamos) uma forma de manter a sanidade :) perante a enorme carga de trabalho e competencia que é preciso ter durante o resto-da-semana.
um vez houve um moço (um bom moço, mas que deixou a empresa em causa falir) que teve a triste ideia de me querer contratar, em parte porque tinha visto a minha página pessoal. palerma. vá-se lá perceber. se ele soubesse que contratei uma empresa de copy e outra de design para me fazerem um site pessoal, tipo como fazem os grandes estúdios de óliwud para gerar word-of-mouth (palavra da boca) e levar as pessoas a ver os seus filmes malditos que difundem os seus horrendos e maléficos ideias kapitalisticos. o maaaaaal, o maaaaaaaal!!!
mmmmmm. é a mais pura das realidades. ontem fui ver um filme chamado Goodbye Lenin (nao me recordo do títalo em tuguês ai o emilio salgari). a música (oh q redutor para o realizador, de quem nao sei nem vagamente o nome) é do yann tiersen conhecido pela bda sonora do Amelie, um filme que nos fez a todos sentir melhor, certo? verdade. de resto, o genérico de início é fixe, e o filme é bem vível, isto é, vê-se bem, com diversao e com uma enfermeira que tem uma face linda de bradar aos céus. vão ver, todos!!! vao!!! vale a pena!!! seus aculturados.
(isto de insultar os leitores é outra técnica excelente para weblogs, livros, programas de rádios, tv, e afins. muito fashionable).
Num sei se alguma vez vos falei de um livro do Rubem Fonseca. Falei? Bom, ele tem este livro, topam? QUe se chama "Vastas Emoçoes e Pensamentos Imperfeitos". Independentemente do livro em si, que é bom e recomendável e de que devotergostadobastanteporquegostodoRubem,
há vários meses que me sinto a viver este título.
Nao é curioso?
às
22:54
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agora que já esgotei os meus temas de cumbersa para o dia, já n sei bem o que escrever. podia falar de guarda-chuvas de chocolate. que tal? lembras-te, TU? eu cá alembro-me com a memória ca senilidade há-de comer (sem lavar as maos). ora pois bem. mais coisas.
devo ter-me esquecido de dizer, mas faço anos amanha, e fazer anos é uma cena bué de deprimente, topas, meu? ya, na im-pura. pois. daí esta treta de disposiçao palerma.
sabiam que a costa rica n tem exército?
a verdade é que eu sabia. é algo que abre portas ao pensamento.... na realidade. (se for preciso de apontar a indirecta, avisem).
mmmmmm.
um weblog com... com um bloco de escritores. espera. aquilo quando um weblog nao consegue escribir mais porque está comprimido? assim tipo ficar em branco:
às
22:51
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ontem fui ao CCB ver os gajos do gato fedorento (merda de nome, diga-se) fazer sténdup cómedi. o site tem muita piada, de modos que fui com alguma expectativa ver os rapazes a fazer. e eu, q nem sou gajo que descurta humor negro, n curti muito piadas de pedófilos ou de "gays" (merda de termo, diga-se). mas teve momentos mt fixes, de rir até quase 'as lágrimas. foi é muito irregular.
dizem-me, os que tem televisao, queles têm um programa na sic radical, mas como nao sei sequer o que possa ser a sic radical (ver uma crónica parva uns pixels abaixo), sou ignorante sobre o assunto. é um canal c um logotipo verde?
acho que se nota que falo um bocadinho de vez em quando na net c outras pessoas. ou q mando alguns sms. topa-se, né? pelas abreviaturas, pois. cum raio. c r. ou o r q pta.
bom.
mas o que eu queria mesmo dizer era que quando era puto costumava ter pesadelos com elevadores. é verdade. juro. e nao era apenas c quedas, naaaaaaaaaaao!!! isto seria simples demais. o elevador cair era muito básico. bastava... PULAR quando ele se arrebentasse no piso térreo. claro que o p=mv nao tinha qualquer existencia física nos meus pesadelos. agora... o pior, o que era mesmo mesmo mau, era quando o elevador ia a subir e nao paráva mais. e quando subia acima do prédio e o elevador deixava de ter armaçao no seu mergulho pelas alturas, era o pânico total.
hoje nao me lembro do que sonho. por um lado dá-me pena, porque devo ter sonhos muito fixes... por outro, bolas, só tenho de agradecer, porque podia viver uma
vida
de
medo!!!!
às
22:36
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Exmos Srs,
lamentamos informar que a partir deste dia, além de estarem banidos neste weblog os acentos circunflexos e tils, graças a insuficiencias tecladais, este mesmo weblog passa a ser única e exclusivamente pessoal.
Anunciamos ainda que os acentos graves nao poderao igualmente estar presentes, devido a problemas da mesma natureza dos anteriormente mencionados.
Já referi que o weblog passa a ser pessoal? poizé. Triste realidade, mas enfim, suponho que aconteça a todos (os weblogs) depois de algum tempo. deve fazer parte do seu processo de crescimento.
aquilo q eu n percebo n é porque é que as pessoas dizem SALCHICHA, mas porq é que as garrafas de bushmills n têm aqueles doseadores tontos no topo que nos impedem de o beber como se fosse sumo de laranja ou, sei lá, manga laranja. quem se lembrou da mistura deve ser uma pessoa feliz.
é como o gajo que inventou aqueles colares para levar chaves ao pescoço, que agora estao tao na moda. deve ser um gajo muito feliz, c belos fios a dizer mcdonalds ou c nomes de marcas de automóveis, ou c marcas que transmitem imediatamente a ideia de que EU, que uso esse colar pateta c a chave do meu fiat uno ao pescoço, sou um gajo cool. espero que, ao menos, nao esteja rico. seria imorálico.
às
22:22
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Não tenho televisao desde que tive possibilidade de optar.
Torna-se um pouco frustrante, por vezes, perceber que há referências culturais que deixo de partilhar com os meus pares. É verdade que a maioria dessas referências são a publicidade e anúncios :-), geralmente divertidos, que se lembram de comentar comigo antes de deixarem frases a meio "Ah, é verdade, tu nao tens televisão" (que já ouvi dezenas de vezes, bem contadas). Outras vezes sao referências a imagens de catástrofes ou acidentes ou documentários sobre situações chocantes que ocorrem em alguma parte do mundo.
Não é o suficiente para me fazer mudar de ideias.
Quando alguém fica a saber este facto, e depois da Fase da Surpresa, inicia-se a Fase da Persuasão. Os argumentos para isto tomam em 95% dos casos a forma de insistentes "Mas e os filmes? E as séries?! E as notícias?!", e são ineficazes.
A terceira fase é a realmente curiosa. É a Fase da Confissão. Muitas estas conversas, que decorrem mesmo na sequência que descrevi acima, terminam com confissões sofridas de "Pois, eu tb nem vejo muita televisão, para falar verdade mal a ligo. Uns filmes de vez em quando, as notícias...", e mesmo que eu pergunte "mas não há vezes em que te sentas a frente da TV a passar canais?", as respostas são assertivamente negativas.
Lembro-me de há uns anos atrás ter tido aulas com pessoas da Sic, sobre Audiovisual, e de nos terem demonstrado - num calendário, tipo Plano de Guerra - a estratégia deste canal para superar a RTP. O acompanhamento permanente das audiencias, as guerras do futebol, as telenovelas da Globo, os programas em portugues, o posicionamento para a mulher dona de casa a quem o marido a noite cede o comando da tv (e aqui estava a citar). A RTP nunca teve hipóteses.
Numa dessas aulas que terminava, um responsável da área do marketing saiu a dizer - do seu próprio canal: "Bolas, eu não vejo aquilo..."
Enfim... cenas!
às
12:22
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quinta-feira, 25 de setembro de 2003
Quem não gosta de andar de comboio? Quando era puto tinha de fazer grandes viagens, saindo de Lisboa em manhãs com as núvens no nariz. Apanhava o comboio para Braço de Prata, depois para o Entroncamento, depois para um destino final algures na Linha do Norte. Uma epopeia que repeti durante alguns anos com os meus avós, no início das férias de Verão. Comboios interregionais com bancos verdes ou castanhos, cheios de "tropas" ou senhoras com sacos, e muitas vezes totalmente apinhados.
Agora há os Intercidades e os Alfas. As condições não tem absolutamente nada a ver. O conforto é grande, há tomadas a que se podem ligar portáteis, hospedeir@s, a velocidade - mesmo que podendo ser superior - chega a uns impressionantes 200km/h ou mais, naquele balançar que não muda, com o mundo a passar lá fora.
Já perto de Lisboa, quando se regressa, nunca cessa de me impressionar aquele bocadinho em que a linha quase beija o Tejo, mesmomesmo ali ao lado. E as cheias, bolas?!
Também me lembro de há uns anos atrás ter ficado parado no Entroncamento, na viagem para Norte, devido a um incêncio algures mais acima. Vários comboios parados, sentei-me numa porta de pernas para fora, a acabar um livro do Mário de Carvalho (acho que "A Paixão do Conde de Fróis").
Ontem vim do Porto num desses, e ao chegar a Lisboa passámos por um outro comboio, que numa outra linha mostrava em cada carruagem um cartaz: "Nao fique a vê-lo passar. Viaje de Comboio" (parafraseando).
:-)
às
16:40
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