quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004



Daqui: «Working with co-workers who are all of the opposite sex increases the divorce rate by a staggering 70%, reveals the seven-year study, compared to working in an office filled with employees who are all of the same sex.»

Internet responsável por um em dez divórcios no Reino Unido:
[...]De acordo com o estudo, em causa está, sobretudo, a procura constante de pornografia on-line, num altura em que 30% de todo o tráfego na Internet tem a ver, precisamente, com pornografia.
As conclusões obtidas pela Relate vêm confirmar igualmente que a Internet destronou a televisão como pomo de discórdia entre os casais, com a culpa para o fim dos casamento a poder ser atribuída também às salas de conversação, onde muitas das amizades que se fazem acabam por redundar em relações amorosas.


Diz-se também que 50% dos homens até aos 40 anos já tiveram relações extra-conjugais, com a percentagem feminina a subir.



Há alguma coisa que se afunda, mas n sei bem o quê. Tenho a ideia, agora, que esta coisa de amar e se estar apaixonado se calhar """vale""", objectivamente, menos do que se pensa. Imagina-se que se conhecem pessoas (do sexo """oposto"""), em série. Quantas é preciso conhecer para encontrar alguém por quem se dá alguma coisa em termos de possibilidade de relacionamento?



terça-feira, 3 de fevereiro de 2004



Segundo o DD de hoje

Bárbara Lopes já é mãe
O bebé de Bárbara Lopes e de Manuel Maria Silva nasceu na sexta-feira, em Lisboa, anunciou a telefonista em comunicado divulgado pelo gabinete de comunicação da TMN



terça-feira, 27 de janeiro de 2004



Acabo de descobrir que a definição do que é um continente não é tão bem definida quando pensava:

«5 continents
We have been taught in school (in the 60's) that there are five continents, Africa, America, Asia, Australia/Oceania and Europe, for instance symbolised in the five rings of the Olympic Games.

6 continents
However, there is no standard definition for the number of continents. In Europe, many students are taught about six continents, where North and South America is combined to form a single America.
These six continents are Africa, America, Antarctica, Asia, Australia/Oceania, and Europe.

7 continents
By most standards, there are a maximum of seven continents - Africa, Antarctica, Asia, Australia/Oceania, Europe, North America, and South America. Many geographers and scientists now refer to six continents, where Europe and Asia are combined (since they're one solid landmass).
These six continents are Africa, Antarctica, Australia/Oceania, Eurasia, North America, and South America.»


e outra curiosidade do mesmo site:

«Greenland is not official a continent, it is the world's largest island, geographically it belongs to the North American continent, politically it belongs to Europe (Denmark).»

(argh. transformei-me num weblog de curiosidades?)



segunda-feira, 26 de janeiro de 2004



E se houvesse doping?



terça-feira, 20 de janeiro de 2004



E digo mais: se ninguém aparecer no MSN imediatamente, ainda faço uma loucura. Estão avisados.

Agora, apareçam.



domingo, 18 de janeiro de 2004



Não quer dizer que o faça... mas porque é que n se devem usar meias brancas, alguém me explica? foi a Bobone que disse?



sábado, 17 de janeiro de 2004



... who cares?





Parece haver uma certa tendência nos weblogs do nosso recanto em arrancar para 2004 em 1ª.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2003



Se dependesse de mim, os artigos decorativos em porcelana eram abolidos do planeta. Especialmente se contornados a dourado. E representando pequenos animais. Ou pessoazinhas.

Bom Ano.



terça-feira, 30 de dezembro de 2003



Não vale a pena despedir-me, a este não vou na generalidade recordar com saudade. A preocupação aqui é SAIR (depressa).

Nem de propósito, numa rádio online que estou a ouvir começou a tocar uma música cubana sobre o "año nuevo/nuevo año". "la vida és uma roleta, ai que seguir jugando"



quinta-feira, 25 de dezembro de 2003



Tem sido acesa a polémica bloguística acerca da minha posição sobre o aborto, e a sua ou não descriminalização/despenalização (cheguei a receber respostas do Avis e do Arbrupto!). Admito que a minha opinião possa ser invulgar, mas não ouvi até agora qualquer crítica que indique que:

a) a questão não fique resolvida;
b) não agrade a gregos e troianos e da direita portas à esquerda BE (apesar dos sobrolhos levantados, de todos eles, por não terem posse da ideia);
c) elimine totalmente os problemas e questões morais;
d) não implique quaisquer custos (e podendo até permitir alguma redução dos mesmos, havendo boa gestão do pessoa hospitalar e de apoio à família).

O tema para mim encontra-se (definitivamente) encerrado.





Caros amigos,

a vosso pedido expresso, há alguns meses atrás contactei a Defenestrerius Editora, de Lisboa, no sentido de publicar o que me foi pedido (leia-se tanto me chagaram para fazer). Procurem nas boas livrarias (e na FNAC em breve):

Curta Antologia Biográfica
os meus melhores sms: 1999-2003
Editora Defenestrerius, Lisboa
6,75€, 140 páginas (extractos de telemóvel não incluídos)
(3000 exemplares, claro)



terça-feira, 23 de dezembro de 2003



Como é que se sabe que se é feliz? levantamo-nos de manhã, com um solinho quente no rosto, e pensamos "sou feliz, VIVA a minha vida!"? Pensamos nisso, sequer? Sou feliz? Tu? (quem?)

O dicionário não ajuda muito (talvez seja uma palavra do tipo "amor").

felicidade
substantivo feminino
1. estado de quem é feliz; contentamento; bem-estar;
2. acontecimento feliz; bom êxito;
3. boa fortuna; sorte; ventura;

Se calhar a dúvida coloca-se-me por felicidade ser um substantivo feminino. Resta-me portanto a incompreensão eterna. (oh!)

ps (escrito dias depois): comecei a ler o "Disgrace" do Coatzee, e logo nas primeiras páginas li uma referência ao texto que cito de seguida, como termina "O Rei Épico" do Sófocles (lamentavelmente, apenas encontrei o texto na tradução inglesa):

Chorus

Residents of our native Thebes, behold, this is Oedipus, who knew the renowned riddle, and was a most mighty man. What citizen did not gaze on his fortune with envy? See into what a stormy sea of troubles he has come! Therefore, while our eyes wait to see the final destined day, we must call no mortal happy until he has crossed life's border free from pain.


(este gajo, o "Chorus" ;-) devia ser português, p ter esta onda depressiva)





Pergunta matinal de amiga: "Bom dia! Preparado para mais um tenebroso Natal?"

Uma pessoa deprime-se no Natal.
Deprime-se no aniversário.
Deprime-se na passagem de ano (ok, não, a tosga evita a depressão, vá)
Deprime-se quando lê o Luis Delgado.
Deprime-se quando vê ou lê o Durão ou a Leite.
Deprime-se quando o trabalho não corre bem,
quando nos desiludem,
quando chove e os dias são cinzentos,
quando falta o euro,
quando os amores desamoram,
quando as coisas correm mal, a resumir.

Aliás, acho que é quase impossível estar-se de bom humor.


Mas eu estou. :-D





O teu silêncio é de aço.





Ontem à noite estive em casa de um amigo. A conversar, a ver um DVD, e a beber um whisky c gelo. A fingir que somos adultos, "os nossos pais".

Junte-se isto ao ir almoçar ou jantar fora e pedir bacalhau c grão (c gosto!), são sinais.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

quarta-feira, 17 de dezembro de 2003



Há poucos gajos que me irritem tanto como O Palerma do Luis Delgado. Neste caso o Digníssimo Sr. fala sobre o Saddam (q todos admitem ser um carniceiro assassino), em termos apropriados, parece-me, à sua própria falta de classe.

Este gajo, francamente, desde os tempos do diário digital que me irrita. Que tenha chegado a Administrador da Lusa, com o seu discurso primário, e já ("duh!") com este governo, é para mim um mistério.



domingo, 14 de dezembro de 2003



Estou honestamente surpreendido com a captura do Saddam. Mesmo n concordando c esta guerra palerma e com a forma como foi/está a ser feita, já n esperava que apanhassem o rapaz, condenado a desaparecer em terra de moirama numa noite de nevoeiro (de pó de bombardeamentos aéreos). Até quenfim!





Have you ever had the feeling
that the world's gone and left you behind?



quarta-feira, 10 de dezembro de 2003



Cartão Zero em Comportamento 2003Goodbye Zero (or até breve)
2 ciclos que vieram do frio e trouxeram calor, muitas curtas, em tempos recentes filmes como O Ódio, Fallen Angels, O Estrangeiro Louco, Em Carne Viva, Otesánek, Lilya 4-Ever, Bunker Palace Hotel e Tykho Moon do Bilal, Pi e Requiem for a Dream (inacreditável como este não estreou "comercialmente"), Cidade de Deus, Fucking Ämal, Waking Life... e não saía daqui se enumerasse todos os de que me lembro.

Foram muitos filmes desde a Geniuzastare até à Zero até ontem, no Cine-Pulga da praia da vitória. É triste e absolutamente lamentável que um projecto cultural destes termine assim, com falta de apoios. Deixa saudades, e deixo parabéns aos Zeros pelo trabalho q fizeram.

Hukkle.

ps- antes Zero em Comportamento, que Zero à Esquerda.



terça-feira, 9 de dezembro de 2003



Sem pensar
Na semana passada uma velhinha na rua pediu-me um braço para descer um degrau. Emprestei-lho, escoteiro. Depois de descer, agradeceu-me profusamente, e terminou com "... e Deus o abençoe", ao q respondi na negação dos agradecimentos: "ah, não, deixe estar".





raispartam manhãs cinzentachuvosas como a de hoje. bolas, n há pachorra, francamente.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2003



Mais um evento de LU-XO! Sons em Trânsito II. Vi 4 concertos:

Kimmo Pohjonen- Kimmo Pohjonen. Finlandês com saia grossa de metalúrgico ou ferrador, um acordeão e samplers - a cargo de um coleguinha em palco. Música para encher os ouvidos, e ouvir com a banda sonora das entranhas da terra a explodir, um céu cheio de negro, chuva trovões e relampagos. E um sistema surround surpreendente também (ouvíamos os dinossauros a atacar por detrás).
Muito, muito bom.

-Susheela Raman. Se tivesse de resumir numa palavra, essa seria: zzzzzzzzzz. Nao gostei, achei poprock na música e na pose. Gostei do percussionista. :-) De resto, a anglo-indiana deu-me sono.

- Klezmatics. Segunda vez que vejo os klezmer nova iorquinos ao vivo. Um bom concerto, cativante e com com muita energia. Foi o único em que o público se levantou para dançar. Cumpriram, e valeu a pena.

e finalmente:

- Mari Boine. Tenho vários CDs da moça, e aguardava o concerto com alguma espectaviva. Não me desiludiu. O Pohjonen foi bom, mas a Mari Boine cilindrou. O corpo parecia q tomava conta de mim, pena a sala n se prestar a levantamentos súbitos :-(. Memorável, na voz dela e no acompanhamento sonoro.

Um conhecido que esteve comigo nos concertos tirou algumas fotos excelentes aos concertos.

... agora só me falta a Lhasa, e morria praticamente feliz. :-)



domingo, 23 de novembro de 2003



Back! 6 dias com 14 mergulhos, 2 deles nocturnos. Coral a perder de vista, visibilidades enormes, muita cor. A lista de bichos que vi é extensa demais para reproduzir, e algumas das paisagens eram de cortar a respiraçao - o que, debaixo de água, nem sempre será positivo :-). Muito mergulho, um grupo mt porreiro, muito cansaço, calorzinho de dia e um céu imenso durante a noite.
O mundo abaixo da superfície tem uma calma e beleza fantásticos.



quinta-feira, 13 de novembro de 2003



Egipto, Mar Vermelho. 7 dias, 14 mergulhos. Imensamente mais interessante que ficar por cá a ver o Inverno resolver-se. Já volto, não se mexam (nem respirem, que me gastam o ar!).



segunda-feira, 10 de novembro de 2003



A propósito do filme "Hombres Felices", que vai passar num ciclo de cinema espanhol da Zero em Comportamento, diz assim a descrição:

«Uma história sobre casais que se despedaçam e sobre aqueles que se contentam em recolher os pedaços. Pois, como se sabe, há dois tipos de casais: os que se separam e os que acabam mal.»



domingo, 2 de novembro de 2003



in Público, 2 de Novembro 2003, Entrevista com António Damásio:

P.: E o que é a emoção?

R.: É uma reacção automática que é colocada como dispositivo nos seres vivos, humanos ou não humanos, e que permite responder a certos objectos e a certas situações de uma forma não deliberada, de uma forma que vai levar ou à defesa perante uma ameaça ou à utilização de uma oportunidade. Esta é a definição mais estreita que posso dar de emoção.



sexta-feira, 31 de outubro de 2003



Latim traiçoeiro

charme: do latim carmèn, «fórmula mágica»

paixão: do latim passióne-, «sofrimento»

in Infopedia.



terça-feira, 28 de outubro de 2003



Pois. Papas na língua.
Eu sei que é piada fácil. Mas não consegui resistir a fazer a montagem. :-)



segunda-feira, 27 de outubro de 2003



Às vezes a vida parece-se uma fisga, daquelas antigas. Com 2 ramos. Outras, uma forquilha (se isto tiver origem no inglês, tb se podia chamar de garfilha, suponho). Se tiver só 1 ramo, é uma faca. Lixamo-nos seja como for.

h.d. - não. isto não era um post muito pessoal sobre algo que esteja a suceder na minha vida pessoal

p.s. ao h.d. - h.d. = "horas depois".



domingo, 26 de outubro de 2003



Não sei explicar porquê, mas dizer "tenho saudades tuas" não parece ser o mesmo que dizer "tenho saudade."





Pedro e Inês  Fibda 2003  DogvilleVasta Semana

Sexta: "Dogville" (10 em 10!, um filme estupendo do LVT), palheta no Procópio ("bar de kotas")

Sábado: "Cinanima 1" (animações no King) + "Pedro e Inês" (CNB, Olga Roriz, Teatro Camões, a cena do sonho de Pedro e Inês dançada na água é BELÍSSIMA) + FIBDA 2003@Amadora ("Endless Nights" do N.Gaiman, "Wolves in the Walls" N.Gaiman + Dave McKean, "A vida numa colher - Beterraba" Miguel Rocha, JCF's, etc.) + Jantar em casa de amigos

Domingo: "Animações Portuguesas" (o tuga "As Coisas lá de casa" é francamente genial) + "Cinanima 3" (animações no King)

Segunda: "Cinanima 2", "Aardman 3" e "Aardman 4" (anim... bla bla)

Terça: palheta no HotClub (cadê o guitarrista de solos infindáveis e que entalava o cigarrinho nas cortas?! ohhh -- o que o tempo muda)

Quarta: Jantar em casa de (outros) amigos

Quinta: "George Washington" (de David Gordon Green, Cine Pulga... ups, Cine 222 - algo seca)

Sexta: "Wade in the Water" (dança, companhia instável, CCB, coreografia Javier de Frutos)

Sábado: revisita a FIBDA 2003 ("32 Dezembro" Bilal, "A vida é um delírio" M. Prado, etc.), "Dogville Confessions"

Domingo: World Press Photo no CCB (fraco), "Kill Bill" (o Tarantino é bom, mas eu sou impressionável... e prefiro filmes em que consiga ter os olhos abertos :-()


"E então, o que tens feito?" "Eu? Tudo."



terça-feira, 21 de outubro de 2003



Dígitos Minúsculos Os números também têm minúsculas. A imagem ao lado ilustra. Se bem me lembro, devemos 'a automação e computadores (oh malvados!) a perda destes caracteres, que pessoalmente acho muito elegantes.



segunda-feira, 20 de outubro de 2003



Uma opinião sobre um CD, encontrada na Amazon:
Review@Amazon

Aceito apostas.





Desafios

Desde há muito que sou de propôr pequenos desafios e brincadeiras a amig@s. A primeira "estória a meias" (e também a mais longa, e inacabada) escrevi-a devia ter uns 16 anos. Depois disso, e a começar na faculdade, foram mais 4 ou 5 ou 6, com temas e envolvimentos muito diferentes. Apenas uma, de 2 capítulos, teve um fim. É difícil, manter a coerência, quando não se pode mexer no que se escreveu para trás.

Há quase 10 anos, a uma pessoa por quem estive interessado, enviei um pequeno excerto do meu diário que falava dela. Ia em ficheiro, protegido com password. Respondia-lhe a uma pergunta-pista por cada carta que trocássemos. Não conseguiu descobrir, e entretanto a diskette corrompeu-se. Indestinos (clandestinos?).

Mais recentemente, outra ideia era escrever textos desventrados. Uma pessoa escreve uma página de texto. A segunda edita-o por dentro, acrescenta palavras e pontuação onde quiser. As palavras e pontuação originais tem de estar todas presentes no texto modificado, no entanto. Escrever por dentro de outro texto.
Ainda não consegui levar esta avante.

Outro "desafio" muito em voga é escrever um weblog a várias maos. Este weblog também começou assim, com mais 4 mãos que entretanto mudaram de teclados.

Hoje, e isto anda a circular em weblogs tugas nos últimos tempos, existe a ideia de se pegar em 10 palavras escolhidas por um dos "desafiantes" e escrever um pequeno texto (1/2 página no máximo).
Quem o escreve deixa 10 palavras para o desafiante original continuar, e assim em diante.

Curto estas cenas. Mais ideias?





é a minha vez de escrever uma máxima. todos as escrevem, de vez em quando, afinal.

"a paixão não segue checklists." (profundo)



quinta-feira, 16 de outubro de 2003



Fui a uma reprografia hoje de manhã, tirar fotocópias.
As duas meninas que estavam a atender eram gémeas.
Fotocopiado
Fiquei confundido.

(Talvez seja um negócio familiar)



quarta-feira, 15 de outubro de 2003



“Queria 4 bolas mal cozidas, por favor.”

Hoje fui à padaria da esquina, e em brincadeira pedi não uma bola “mal cozida”, mas uma bola específica. Apontei, sorrindo: “quero esta, pode ser?” Fizeram-me a vontade. Depois perguntei: “e quando vos pedem mal cozidas, escolhem mesmo ou é conforme calha?...” “mmmmm.... depende do cliente... mas geralmente é o que está à vista...:-)

Já desconfiava.





Não sei se não devia andar armado, para evitar ser assaltado pelos meus próprios pensamentos.

Isto faz-me lembrar o Jeremias do Jorge Palma.

Para Jeremias nada se assemelha à magia da dinamite
A não ser talvez o rugir apaixonado das mais profundas entranhas da terra
E só quando as fachadas dos edifícios públicos explodirem numa gargalhada
Será realmente pública a lei que as leis encerram
[...]
Jeremias gosta do guarda roupa negro e dos mitos do fora-da-lei
Gosta do calor da aguardente e de seguir remando contra a maré
Gosta da forma como os homens respeitáveis se engasgam quando falam dele
E da forma como as mulheres murmuram: fora-da-lei



terça-feira, 14 de outubro de 2003



(jurei comigo mesmo que nunca postaria algo como isto, mas não resisti)

Compilação para Alguns Megabaits

Bobo in White Wooden Horses - How Insensitive
Da Weasel - Agora e Para Sempre (A Paixão)
Archive - Nothing Else
Aimee Mann - One
Adriana Calcanhoto - Devolva-me
Clint Mansel - Requiem for a Dream (tema principal da banda sonora)
Yann Tiersen - La Valse D'Amelie
Radio Macau - O Anzol
The Cure - Charlotte Sometimes
Alphaville - Forever Young
PJ Harvey & Pascal Comelade - Love Too Soon
Radiohead - Exit Music for a Filme (versão de Brad Mehldau)
Trovante - Balada das Sete Saias
Duran Duran - Save a Prayer
Tori Amos - Cornflake Girl
Lhasa - El Desierto
U2 - Party Girl
Afel Bocoum & Damon Albarn - Spoons
Sérgio Godinho + Da Weasel + Gabriel o Pensador - Isto anda tudo Ligado
Zoe - Don Pizzica
Angelique Kidjo - Summertime
Lo'Jo - Si Jamais Si
Depeche Mode - In your room (Portishead Remix)
Dave Brubeck - Take Five
Rammstein - Mein Herz Brennt
INXS - Mistify
Jorge Palma - A Gente Vai Continuar
Quinteto Maria João - Cem Caminhos
Koop - In a Heartbeat
Portished Roseland NYC - Glory box + Sour Times + Roads

Anatomia de uma compilação para alguns megabites

No "High Fidelity", um personagem do Nick Hornby diz que um dos tiques frequentes dos homens (que tenham inclinações musicais) quando conhecem ou querem impressionar conhecimentos [femininos] recentes, é gravarem k7s de compilação. Acho que os CDs compilação nunca pegaram (dá muito trabalho), mas os MP3 trouxeram-nos de novo ao tempo das fitas.

Há uns anos atrás fiz uma das minhas melhores compilações, que alternava temas "electrónicos" com temas "world music". Resultou muito bem. Depois de alguns insucessos pelo caminho, incluíndo dois CDs "My Favourite Things" que se revelaram flops totais em termos auto-comerciais, a compilação acima revela-se o Maior Auto-Sucesso Deste Outono (MASDO).

Esta não consigo explicar. As músicas ficam bem umas atrás das outras.



segunda-feira, 13 de outubro de 2003



Fiquei tao impressionado que não pude deixar de postar aqui.

Rotating Snake (tb funciona impresso a cores, o que é mais desconcertante ainda). Neste é preciso olhar para o centro e aproximar e afastar a cabeça. Este parece ter um corte no centro.

Estão aqui outras ilusões, apesar de menos impressionantes. É uma pena não saber japonês (apesar de o Babelfish poder dar uma ajuda).





Há dias assim. Começa-se por aqui ou por aqui, e vai-se clicando conforme apetece.

O primeiro teste é o do Futebol. Uma rápida leitura na vertical (a única possível na web, apesar de se escrever na horizontal). Se vejo um nome de um dos 3 clubes ou nomes de jogadores, back back back.

O segundo é o teste do Comentário da Actualidade. Política, Pedofilia, Ministros de Medicina, Papas, Bushes e Iraques, etc. Back Back. Sem paciência para comentários e críticas profundas e mordazes por muito inteligentes que sejam. A minha felicidade primeiro, e estes textos não me alimentam o espírito (quanto muito, a revolta).

Os outros testes sao menos estruturados. Há o da Idade (dramas da adolescência, templates em cor de rosa, etc.), o da Intimidade (os meus dramas interiores, e outros posts que só fazem sentido para quem os escreve -- como aliás também faço aqui), os das Letras de Músicas ou Poemas (geralmente tão pessoais como os anteriores).

Com isto já foram grande parte deles pró galheiro. Nos que restam, incluídos darwinisticamente por particularidades que não sei/consigo generalizar, encontro pérolas, frases inteligentes, fotografias ou ilustrações grande beleza, humor. Alguns ficam por metablogarem com critérios semelhantes aos meus.

A verdade é que o dia não chegaria, mesmo que estivesse disposto a passá-lo aqui - que não estou (mesmo que assim pareça) - para visitar e ler tanta coisa. E o resto da vida, hem? Todos somos pessoalogs, afinal.



domingo, 12 de outubro de 2003



«Se escreve habitualmente um diário deve saber e tornar a saber que normalmente só se escreve em dias maus. Nos dias bons está-se muito ocupado. Por isso pode encontrar coisas escritas com muita raiva e indignação, mas que sao escritas no pressuposto de que nao faz mal escrevê-las, pq ninguém as vai ler, servem de desabafo sem consequências e o seu autor, muitas vezes, nem sequer acredita completamente nelas. Mas a verdade é que se sao lidas pelo outro de quem se fala, aí magoam mesmo, e é uma dor estúpida e desnecessária. Sabe, o que os olhos não vêem o coração não sente. Por isso talvez seja melhor não ver!»

in Notícias Magazine #594.





I'm Listening to Sad Songs@Exploding Dog





Deixo um pouco do texto, tirado do The Atlantic:

«What causes productivity to "turn off" after marriage? The study hypothesizes that chemicals are ultimately to blame - in particular testosterone, which falls after marriage (and rises again in the case of divorce). [...] the few women studied to not exhibit a similar hormonally-driven achievement curve; they tend to achieve steadily throughout their lives.»

Fonte original: Why productivity fades with age: The crime–genius connection.



sexta-feira, 10 de outubro de 2003



Tirei deste site uma explicaçao sobre a Caixa de Pandora, pq queria deixar uma pergunta.

«According to Edith Hamilton in Mythology the source of all misfortune was Pandora's curiosity. "The gods presented her with a box into which each had put something harmful, and forbade her ever to open it. Then they sent her to Epimetheus, who took her gladly although Prometheus had warned him never to accept anything from Zeus. He took her, and afterward when that dangerous thing, a woman, was his, he understood how good his brother's advice had been. For Pandora, like all women, was possessed of a lively curiosity. She had to know what was in the box. One day she lifted the lid­and out flew plagues innumerable, sorrow and mischief for mankind. In terror Pandora clapped the lid down, but too late. One good thing, however, was there­ Hope. It was the only good the casket had held among the many evils, and it remains to this day mankind's sole comfort in misfortune.»

A questão que se põe é uma apenas.

A esperança é um bem? ou a pior de todas as maldições?





Rodin - PensadorO último ano, valeu a pena? Recapitulando, olhando para trás, valeu? Pensando em tudo, nas coisas boas e nas coisas más, foi aquilo que queria? Foi aquilo que tu querias?

Senta-te e pensa. Sento-me e penso.



quinta-feira, 9 de outubro de 2003



QuaresmaFui ver o Quaresma. Há muito tempo que nao via um filme português, e espero não voltar a deixar passar tanto tempo. As críticas que li elogiavam bastante a actriz principal, Beatriz Batarda, e deu para perceber porquê.

No papel de um (ou uma :-)) personagem claramente invulgar, Ana, que parece viver - intensamente - numa fronteira do mundo "Normal", esta pessoa algo instável consegue ser imensamente atraente. Se calhar por sentir que vive a vida como que à beira de um abismo.

Numa das cenas da apresentação há uma janela que é aberta para deixar entrar o vento em corrente de ar, com Ana a deixar-se envolver por esse frio, boca aberta e olhos bem abertos. Pareceu-me forçada, aí, mas quando vi junto com o resto do filme, fez todo o sentido. Uma cena belíssima.

Lembrou-me a personagem Remédios (?) do "100 Anos de Solidão", e as mulheres do Saramago, em situações como a da noite de Ana e David sozinhos na casa, permitida pelo marido dela.

Deixo a que para mim foi a frase do filme, dita da Ana para o David: "Quem me ama tem de me adivinhar. Não pode ficar à espera de ordens."

PS: este artigo descreve o que eu gostaria de dizer sobre o filme, melhor do que o posso fazer, até porque é em parte nas palavras da actriz. Deixo uns bocados:

as suas gargalhadas, um riso infantil, meio louco

passa o almoço sem comer: vai tirando as pétalas a um malmequer

mostra-lhe lugares secretos, como as crianças que revelam esconderijos em casas assombradas

Tudo na Ana é sensorial. A única coisa que ela não sente são as temperaturas. Não sente o frio

A Ana tem uma fome pela vida... é insaciável

o lado de "enfant sauvage"

Gostaria de ser capaz de explicar de forma racional o que aconteceu. Mas foi um processo instintivo.

foi bom viver aquela alienação e dizer não a responsabilidades, ao quotidiano, dizer não às mediocridades, dizer não a que as relações têm que correr bem. A Ana ignora as regras do estar em sociedade, não é sequer uma rebelde.

QuaresmaProcurei uma coisa mais despojada que é pura e simplesmente o ela não ter consciência dessas regras - pelo menos ela não absorve essa informação. Mesmo que alguém lhe diga "Quando uma pessoa morre veste-se de preto", ela está-se nas tintas. O encarnado é a cor dela, é o que lhe apetece. Não é uma reacção, é uma alienação. E é disso que tenho inveja na Ana: ela dá-se a autorização para viver de forma alienada. Adoraria ter essa liberdade. Não sou capaz.

é a única que está em contacto com aquilo que realmente interessa

Apaixonei-me muito pela Ana.

Podia ter corrido mal, aquelas experiências de levar aquilo muito a sério.

Muitas pessoas que me são próximas gostaram, mas disseram: "Menina, atenção!" Porque é perigoso. É óbvio que é uma personagem, mas saiu-me mesmo cá de dentro. As emoções são minhas, as lágrimas são minhas, o riso é meu. O Zé Álvaro dirigiu-me, mas eu é que senti.

No fundo ela está a dizer-lhe: "Ama-me, por amor de Deus. O que é que interessa a mulherzinha e a criancinha?" Ela tem esse lado fechado nela própria, egocêntrico, como se nada mais existisse no mundo.


e

Mas o amor é para ser levado até ao extremo, não é? Se não, não vale a pena: é uma companhia para ir ao cinema. Para isso prefiro ir sozinha. Eu adoro amar.

Fosgassssss...
(isto é a actriz ou a personagem?)



terça-feira, 7 de outubro de 2003



Finca-te@TeatroesferaTem estado a decorrer na Teatroesfera, em Queluz, o Finca-te (1º Festival Internacional de Café-Teatro). Fui a 4 espectáculos (Lolamento, Arrepientimentos de Padrón, Bernárd Massuir e Yllana), todos eles bastante divertidos, mas um deles devo destacar: o espectáculo "ITIZZZ... SOME SING" de Bernárd Massuir.

Bernárd MassuirA caracterizaçao rápida é "Humor Musical", mas o espectáculo/concerto/performance deste belga é qualquer coisa de absoluta e indubitavelmete genial. Mágico, bonito - de levar às lágrimas, absolutamente hilariante - também de levar às lágrimas, este homem dá um espectáculo que sei nunca ir esquecer.

Desde a morna cabo-verdiana tocada no "acordeão de pé" (que me deixou totalmentetotalmentetotalmente arrepiado), à música que tocou para um gravador vulgar com uma espécie de clarinete de brincar e depois reproduziu tocando a segunda "voz", todo este espectáculo foi uma absoluta delícia para os sentidos.

Deleite e prazer puros (para tão, tão poucos felizardos).



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