segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004



Encontrei num blog com textos de historiadores medievais portugueses, o seguinte texto retirado de uma carta da épica. Surpreendentemente actual (a grafia foi actualizada).

«Foi uma longa aventura. consegui entrar em casa porque a porta estava aberta. fui para a porta de casa bater, mas sem sucesso. tentei chamar o meu companheiro, mas já nao estava lá ninguém. Montei o cavalo, e pensei: posso dormir ao relento, na relva, ou ir procurar um quarto para ficar. decidi ser racional. vim para Lisboa, para a zona da Estefânia onde há umas pensões reles. Tentei 2 delas, as mais próximas da Estefânia, e nada, acabei por tentar uma "Novo Mundo", perto do Liceu que um dia talvez venha a ter o nome de Camões.

Tinham uma cama livre, a 25 centavos. Disse que sim. Cheguei, nem lhe descrevo o quarto, deitei rapidamente, pensando que com o cansaço que estava (nas estrelas liam-se 04:30) me iria ser fácil adormecer. Qual quê? a Pensão Novo Mundo é um antro de putas e má vida, e muito barulhento. Desisti. Voltei a vestir-me, pedi os meus reis de volta (que me deram depois de ir mostrar que o quarto estava em condiçoes), e saí.

À porta acabei por ser assaltado por 3 vultos negros que me atacaram com paus, e quando caí na sarjeta, começou a chover.

Acordei de manhã na hospedaria de onde tentara sair, num corredor escuro em tons de verde, com dentes colados com sticky glue.»


Autor anónimo, 1622, Lisboa.





Em 1999 fiz um curso em que um dos professores falou da "União Europeia". Inteligente, levou-nos lá ilustrando de que forma a Europa tem evoluído através dos tempos. Ponto de paragem obrigatório nas duas grandes guerras, e noutros conflitos mais recentes ainda.

A "teoria" dele é que o conceito de Europa Unida, partilhando uma Cultura comum, é uma ilusão. Não existe e nunca existiu. A História só o comprova. Continuando, afirmou que o primeiro grande factor de união cultural europeia, pelo menos a nível da CE, seria a moeda única, e muito concretamente as moedas da moeda única, com as suas diferentes faces.

Isto tudo porque hoje de manhã, ao pagar o café, escolhi de entre um sortido que incluía Portugal (curiosamente, representado por uma moeda de 1c), Espanha, Alemanha, França e Irlanda.



sábado, 14 de fevereiro de 2004



Adenda ao post abaixo (o anterior, mas que está depois):

passei a ser a favor da pena de Morte Lenta e Dolorosa por Colocação em Fosso com Sanguessugas (MLDCFS, para abreviar).





Num mesmo dia, véspera de sexta-feira treze, um polícia raspou-me a tinta da viatura, para depois esta (já raspada por fora) ser raspada no interior por alguém com poucos escrúpulos. Espero que te esgasges (e morras) com os cd do Thierry Robin ou do Boris Kovac, seu f.d.p. duma figa.

:-(



domingo, 8 de fevereiro de 2004



A rua vista do meu escritórioAderi à Lomografia.

O que raio é isto? em primeiro lugar, é um golpe de marketing muito engenhoso. Tipo Yorn. :) Apesar disto, no entanto, a coisa até tem alguma piada.

As Lomos são pequenas máquinas fotográficas de qualidade tudo menos invejável, feitas de plástico, sem visor, e que em alguns modelos dividem o vulgar negativo de 35mm em 4 ou 9 fotos tiradas com algum desfazamento temporal. De fabrico russo, a promoção e divulgação nasceu em Viena.

Toda a promoção e venda das Lomos é efectuada na linha de ser uma máquina divertida e espontânea, barata, de culto, a usar em todo o lado sem grandes preocupações de enquadramento. O importante é fotografar.

O meu primeiro rolo foi uma experiência interessante, e acabou por revelar que por trás de toda a estilosa promoção da marca existe alguma verdade: estava a tirar fotografias, e não fazia PUTO DE IDEIA do que raio ia sair. Acredite-se. Não há visor, tirei fotos a apontar vagamente na direcção do cena que queria fotografar, com a máquina à algura da cintura (o "shoot from the hip"), e... eh pah, a coisa até é divertida, devo confessar. Como se diminuem as barreiras/exigências de qualidade ("isto tem de ficar bem, ai a exposição e o enquadramento"), tira-se mt mais e saem coisas engraçadas. O facto de ser suposto ter a câmera ou o objecto fotografado em movimento tb tem piada. Saem coisas bem engraçadas.

Comprei uma SuperSampler. Compram-se em Lisboa na Embaixada Lomográfica por 55€ (não vale a pena encomendar na Net). O site oficial é o nexus global dos lomógrafos.

Ps- quer isto dizer que apesar de a lomografia ser muito IN, estou a "curtir bué" [1]. :-)


[1] "Bué", by CiberDúvidas: «A origem é angolana e já pertence à coloquialidade de estratos alargados da população mais jovem portuguesa de zonas suburbanas. É nestas áreas que se cruzam as maiores influências étnico-culturais das comunidades africanas residentes na área de Lisboa, em particular. Bué é um calão luandense, que tem o significado do "beaucoup" francês, "muito de": bué de charros, bué de confusão, bué de preconceitos. Tudo o resto (incluindo a variante "boé") são corruptelas derivadas de uma apropriação crescente da linguagem popular portuguesa.» O raio da palavra até vem no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências, bem como na edição mais recente do Dicionário da Língua Portuguesa 2003 da Porto Editora (segundo a mesma fonte). Fosgass.





Taxa de Circulação Pedestre (e ninguém protesta?!?!!?)

Um dos nossos partidos de esquerda (confesso que não sei se o Bloco de Esquerda se a CDU) tem cartazes na rua aludindo à possiblidade de, em breve, o governo começar a taxar o AR. O que toda a gente parece não reparar é na introdução, no passado mês de Janeiro, da Taxa de Circulação Pedestre, destinada a cobrir os custos associados a esta actividade. Depois de efectuado um estudo por uma das nossas mais reputadas universidades (!!), optou-se por cobrar uma Taxa Fixa (em alternativa a cobrar portagens à entrada de locais de grande circulação - como o Rossio, Rua Augusta, Sta Catarina, etc.) a todos os cidadãos pedestres, com valores diferenciados apenas conforme a utilização frequente de veículos automóveis. Desta forma, "um agregado familiar possuindo uma viatura será taxada no valor de 1,4x o valor individual por contribuinte", levando em conta o facto de o andar-se de automóvel diminui a circulação pedestre. Estes montantes serão acrescentados aos da actual retenção na fonte de IRS, para trabalhadores por conta de outrém, p.ex.


Chateia-me, chateia-me bastante, que decretos-lei como estes, produzidos na inventiva mente da nossa Ferreirinha, passem completamente despercebidos à sombra de eventos como as tricas futebolísticas verde-azuladas, e que nenhum partido da oposição comente estes disparates obtusos do nosso estimado governo!!!
Pior! Um destes dias ainda nos obrigam a andar com o "selo do seguro" preso ao peito, ou a pagar "Imposto do Calçado" consoante a área de sola do mesmo!!!!

Fosgass, vou emigrar.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004



Daqui: «Working with co-workers who are all of the opposite sex increases the divorce rate by a staggering 70%, reveals the seven-year study, compared to working in an office filled with employees who are all of the same sex.»

Internet responsável por um em dez divórcios no Reino Unido:
[...]De acordo com o estudo, em causa está, sobretudo, a procura constante de pornografia on-line, num altura em que 30% de todo o tráfego na Internet tem a ver, precisamente, com pornografia.
As conclusões obtidas pela Relate vêm confirmar igualmente que a Internet destronou a televisão como pomo de discórdia entre os casais, com a culpa para o fim dos casamento a poder ser atribuída também às salas de conversação, onde muitas das amizades que se fazem acabam por redundar em relações amorosas.


Diz-se também que 50% dos homens até aos 40 anos já tiveram relações extra-conjugais, com a percentagem feminina a subir.



Há alguma coisa que se afunda, mas n sei bem o quê. Tenho a ideia, agora, que esta coisa de amar e se estar apaixonado se calhar """vale""", objectivamente, menos do que se pensa. Imagina-se que se conhecem pessoas (do sexo """oposto"""), em série. Quantas é preciso conhecer para encontrar alguém por quem se dá alguma coisa em termos de possibilidade de relacionamento?



terça-feira, 3 de fevereiro de 2004



Segundo o DD de hoje

Bárbara Lopes já é mãe
O bebé de Bárbara Lopes e de Manuel Maria Silva nasceu na sexta-feira, em Lisboa, anunciou a telefonista em comunicado divulgado pelo gabinete de comunicação da TMN



terça-feira, 27 de janeiro de 2004



Acabo de descobrir que a definição do que é um continente não é tão bem definida quando pensava:

«5 continents
We have been taught in school (in the 60's) that there are five continents, Africa, America, Asia, Australia/Oceania and Europe, for instance symbolised in the five rings of the Olympic Games.

6 continents
However, there is no standard definition for the number of continents. In Europe, many students are taught about six continents, where North and South America is combined to form a single America.
These six continents are Africa, America, Antarctica, Asia, Australia/Oceania, and Europe.

7 continents
By most standards, there are a maximum of seven continents - Africa, Antarctica, Asia, Australia/Oceania, Europe, North America, and South America. Many geographers and scientists now refer to six continents, where Europe and Asia are combined (since they're one solid landmass).
These six continents are Africa, Antarctica, Australia/Oceania, Eurasia, North America, and South America.»


e outra curiosidade do mesmo site:

«Greenland is not official a continent, it is the world's largest island, geographically it belongs to the North American continent, politically it belongs to Europe (Denmark).»

(argh. transformei-me num weblog de curiosidades?)



segunda-feira, 26 de janeiro de 2004



E se houvesse doping?



terça-feira, 20 de janeiro de 2004



E digo mais: se ninguém aparecer no MSN imediatamente, ainda faço uma loucura. Estão avisados.

Agora, apareçam.



domingo, 18 de janeiro de 2004



Não quer dizer que o faça... mas porque é que n se devem usar meias brancas, alguém me explica? foi a Bobone que disse?



sábado, 17 de janeiro de 2004



... who cares?





Parece haver uma certa tendência nos weblogs do nosso recanto em arrancar para 2004 em 1ª.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2003



Se dependesse de mim, os artigos decorativos em porcelana eram abolidos do planeta. Especialmente se contornados a dourado. E representando pequenos animais. Ou pessoazinhas.

Bom Ano.



terça-feira, 30 de dezembro de 2003



Não vale a pena despedir-me, a este não vou na generalidade recordar com saudade. A preocupação aqui é SAIR (depressa).

Nem de propósito, numa rádio online que estou a ouvir começou a tocar uma música cubana sobre o "año nuevo/nuevo año". "la vida és uma roleta, ai que seguir jugando"



quinta-feira, 25 de dezembro de 2003



Tem sido acesa a polémica bloguística acerca da minha posição sobre o aborto, e a sua ou não descriminalização/despenalização (cheguei a receber respostas do Avis e do Arbrupto!). Admito que a minha opinião possa ser invulgar, mas não ouvi até agora qualquer crítica que indique que:

a) a questão não fique resolvida;
b) não agrade a gregos e troianos e da direita portas à esquerda BE (apesar dos sobrolhos levantados, de todos eles, por não terem posse da ideia);
c) elimine totalmente os problemas e questões morais;
d) não implique quaisquer custos (e podendo até permitir alguma redução dos mesmos, havendo boa gestão do pessoa hospitalar e de apoio à família).

O tema para mim encontra-se (definitivamente) encerrado.





Caros amigos,

a vosso pedido expresso, há alguns meses atrás contactei a Defenestrerius Editora, de Lisboa, no sentido de publicar o que me foi pedido (leia-se tanto me chagaram para fazer). Procurem nas boas livrarias (e na FNAC em breve):

Curta Antologia Biográfica
os meus melhores sms: 1999-2003
Editora Defenestrerius, Lisboa
6,75€, 140 páginas (extractos de telemóvel não incluídos)
(3000 exemplares, claro)



terça-feira, 23 de dezembro de 2003



Como é que se sabe que se é feliz? levantamo-nos de manhã, com um solinho quente no rosto, e pensamos "sou feliz, VIVA a minha vida!"? Pensamos nisso, sequer? Sou feliz? Tu? (quem?)

O dicionário não ajuda muito (talvez seja uma palavra do tipo "amor").

felicidade
substantivo feminino
1. estado de quem é feliz; contentamento; bem-estar;
2. acontecimento feliz; bom êxito;
3. boa fortuna; sorte; ventura;

Se calhar a dúvida coloca-se-me por felicidade ser um substantivo feminino. Resta-me portanto a incompreensão eterna. (oh!)

ps (escrito dias depois): comecei a ler o "Disgrace" do Coatzee, e logo nas primeiras páginas li uma referência ao texto que cito de seguida, como termina "O Rei Épico" do Sófocles (lamentavelmente, apenas encontrei o texto na tradução inglesa):

Chorus

Residents of our native Thebes, behold, this is Oedipus, who knew the renowned riddle, and was a most mighty man. What citizen did not gaze on his fortune with envy? See into what a stormy sea of troubles he has come! Therefore, while our eyes wait to see the final destined day, we must call no mortal happy until he has crossed life's border free from pain.


(este gajo, o "Chorus" ;-) devia ser português, p ter esta onda depressiva)





Pergunta matinal de amiga: "Bom dia! Preparado para mais um tenebroso Natal?"

Uma pessoa deprime-se no Natal.
Deprime-se no aniversário.
Deprime-se na passagem de ano (ok, não, a tosga evita a depressão, vá)
Deprime-se quando lê o Luis Delgado.
Deprime-se quando vê ou lê o Durão ou a Leite.
Deprime-se quando o trabalho não corre bem,
quando nos desiludem,
quando chove e os dias são cinzentos,
quando falta o euro,
quando os amores desamoram,
quando as coisas correm mal, a resumir.

Aliás, acho que é quase impossível estar-se de bom humor.


Mas eu estou. :-D





O teu silêncio é de aço.





Ontem à noite estive em casa de um amigo. A conversar, a ver um DVD, e a beber um whisky c gelo. A fingir que somos adultos, "os nossos pais".

Junte-se isto ao ir almoçar ou jantar fora e pedir bacalhau c grão (c gosto!), são sinais.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

quarta-feira, 17 de dezembro de 2003



Há poucos gajos que me irritem tanto como O Palerma do Luis Delgado. Neste caso o Digníssimo Sr. fala sobre o Saddam (q todos admitem ser um carniceiro assassino), em termos apropriados, parece-me, à sua própria falta de classe.

Este gajo, francamente, desde os tempos do diário digital que me irrita. Que tenha chegado a Administrador da Lusa, com o seu discurso primário, e já ("duh!") com este governo, é para mim um mistério.



domingo, 14 de dezembro de 2003



Estou honestamente surpreendido com a captura do Saddam. Mesmo n concordando c esta guerra palerma e com a forma como foi/está a ser feita, já n esperava que apanhassem o rapaz, condenado a desaparecer em terra de moirama numa noite de nevoeiro (de pó de bombardeamentos aéreos). Até quenfim!





Have you ever had the feeling
that the world's gone and left you behind?



quarta-feira, 10 de dezembro de 2003



Cartão Zero em Comportamento 2003Goodbye Zero (or até breve)
2 ciclos que vieram do frio e trouxeram calor, muitas curtas, em tempos recentes filmes como O Ódio, Fallen Angels, O Estrangeiro Louco, Em Carne Viva, Otesánek, Lilya 4-Ever, Bunker Palace Hotel e Tykho Moon do Bilal, Pi e Requiem for a Dream (inacreditável como este não estreou "comercialmente"), Cidade de Deus, Fucking Ämal, Waking Life... e não saía daqui se enumerasse todos os de que me lembro.

Foram muitos filmes desde a Geniuzastare até à Zero até ontem, no Cine-Pulga da praia da vitória. É triste e absolutamente lamentável que um projecto cultural destes termine assim, com falta de apoios. Deixa saudades, e deixo parabéns aos Zeros pelo trabalho q fizeram.

Hukkle.

ps- antes Zero em Comportamento, que Zero à Esquerda.



terça-feira, 9 de dezembro de 2003



Sem pensar
Na semana passada uma velhinha na rua pediu-me um braço para descer um degrau. Emprestei-lho, escoteiro. Depois de descer, agradeceu-me profusamente, e terminou com "... e Deus o abençoe", ao q respondi na negação dos agradecimentos: "ah, não, deixe estar".





raispartam manhãs cinzentachuvosas como a de hoje. bolas, n há pachorra, francamente.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2003



Mais um evento de LU-XO! Sons em Trânsito II. Vi 4 concertos:

Kimmo Pohjonen- Kimmo Pohjonen. Finlandês com saia grossa de metalúrgico ou ferrador, um acordeão e samplers - a cargo de um coleguinha em palco. Música para encher os ouvidos, e ouvir com a banda sonora das entranhas da terra a explodir, um céu cheio de negro, chuva trovões e relampagos. E um sistema surround surpreendente também (ouvíamos os dinossauros a atacar por detrás).
Muito, muito bom.

-Susheela Raman. Se tivesse de resumir numa palavra, essa seria: zzzzzzzzzz. Nao gostei, achei poprock na música e na pose. Gostei do percussionista. :-) De resto, a anglo-indiana deu-me sono.

- Klezmatics. Segunda vez que vejo os klezmer nova iorquinos ao vivo. Um bom concerto, cativante e com com muita energia. Foi o único em que o público se levantou para dançar. Cumpriram, e valeu a pena.

e finalmente:

- Mari Boine. Tenho vários CDs da moça, e aguardava o concerto com alguma espectaviva. Não me desiludiu. O Pohjonen foi bom, mas a Mari Boine cilindrou. O corpo parecia q tomava conta de mim, pena a sala n se prestar a levantamentos súbitos :-(. Memorável, na voz dela e no acompanhamento sonoro.

Um conhecido que esteve comigo nos concertos tirou algumas fotos excelentes aos concertos.

... agora só me falta a Lhasa, e morria praticamente feliz. :-)



domingo, 23 de novembro de 2003



Back! 6 dias com 14 mergulhos, 2 deles nocturnos. Coral a perder de vista, visibilidades enormes, muita cor. A lista de bichos que vi é extensa demais para reproduzir, e algumas das paisagens eram de cortar a respiraçao - o que, debaixo de água, nem sempre será positivo :-). Muito mergulho, um grupo mt porreiro, muito cansaço, calorzinho de dia e um céu imenso durante a noite.
O mundo abaixo da superfície tem uma calma e beleza fantásticos.



quinta-feira, 13 de novembro de 2003



Egipto, Mar Vermelho. 7 dias, 14 mergulhos. Imensamente mais interessante que ficar por cá a ver o Inverno resolver-se. Já volto, não se mexam (nem respirem, que me gastam o ar!).



segunda-feira, 10 de novembro de 2003



A propósito do filme "Hombres Felices", que vai passar num ciclo de cinema espanhol da Zero em Comportamento, diz assim a descrição:

«Uma história sobre casais que se despedaçam e sobre aqueles que se contentam em recolher os pedaços. Pois, como se sabe, há dois tipos de casais: os que se separam e os que acabam mal.»



domingo, 2 de novembro de 2003



in Público, 2 de Novembro 2003, Entrevista com António Damásio:

P.: E o que é a emoção?

R.: É uma reacção automática que é colocada como dispositivo nos seres vivos, humanos ou não humanos, e que permite responder a certos objectos e a certas situações de uma forma não deliberada, de uma forma que vai levar ou à defesa perante uma ameaça ou à utilização de uma oportunidade. Esta é a definição mais estreita que posso dar de emoção.



sexta-feira, 31 de outubro de 2003



Latim traiçoeiro

charme: do latim carmèn, «fórmula mágica»

paixão: do latim passióne-, «sofrimento»

in Infopedia.



terça-feira, 28 de outubro de 2003



Pois. Papas na língua.
Eu sei que é piada fácil. Mas não consegui resistir a fazer a montagem. :-)



segunda-feira, 27 de outubro de 2003



Às vezes a vida parece-se uma fisga, daquelas antigas. Com 2 ramos. Outras, uma forquilha (se isto tiver origem no inglês, tb se podia chamar de garfilha, suponho). Se tiver só 1 ramo, é uma faca. Lixamo-nos seja como for.

h.d. - não. isto não era um post muito pessoal sobre algo que esteja a suceder na minha vida pessoal

p.s. ao h.d. - h.d. = "horas depois".



domingo, 26 de outubro de 2003



Não sei explicar porquê, mas dizer "tenho saudades tuas" não parece ser o mesmo que dizer "tenho saudade."





Pedro e Inês  Fibda 2003  DogvilleVasta Semana

Sexta: "Dogville" (10 em 10!, um filme estupendo do LVT), palheta no Procópio ("bar de kotas")

Sábado: "Cinanima 1" (animações no King) + "Pedro e Inês" (CNB, Olga Roriz, Teatro Camões, a cena do sonho de Pedro e Inês dançada na água é BELÍSSIMA) + FIBDA 2003@Amadora ("Endless Nights" do N.Gaiman, "Wolves in the Walls" N.Gaiman + Dave McKean, "A vida numa colher - Beterraba" Miguel Rocha, JCF's, etc.) + Jantar em casa de amigos

Domingo: "Animações Portuguesas" (o tuga "As Coisas lá de casa" é francamente genial) + "Cinanima 3" (animações no King)

Segunda: "Cinanima 2", "Aardman 3" e "Aardman 4" (anim... bla bla)

Terça: palheta no HotClub (cadê o guitarrista de solos infindáveis e que entalava o cigarrinho nas cortas?! ohhh -- o que o tempo muda)

Quarta: Jantar em casa de (outros) amigos

Quinta: "George Washington" (de David Gordon Green, Cine Pulga... ups, Cine 222 - algo seca)

Sexta: "Wade in the Water" (dança, companhia instável, CCB, coreografia Javier de Frutos)

Sábado: revisita a FIBDA 2003 ("32 Dezembro" Bilal, "A vida é um delírio" M. Prado, etc.), "Dogville Confessions"

Domingo: World Press Photo no CCB (fraco), "Kill Bill" (o Tarantino é bom, mas eu sou impressionável... e prefiro filmes em que consiga ter os olhos abertos :-()


"E então, o que tens feito?" "Eu? Tudo."



terça-feira, 21 de outubro de 2003



Dígitos Minúsculos Os números também têm minúsculas. A imagem ao lado ilustra. Se bem me lembro, devemos 'a automação e computadores (oh malvados!) a perda destes caracteres, que pessoalmente acho muito elegantes.



segunda-feira, 20 de outubro de 2003



Uma opinião sobre um CD, encontrada na Amazon:
Review@Amazon

Aceito apostas.





Desafios

Desde há muito que sou de propôr pequenos desafios e brincadeiras a amig@s. A primeira "estória a meias" (e também a mais longa, e inacabada) escrevi-a devia ter uns 16 anos. Depois disso, e a começar na faculdade, foram mais 4 ou 5 ou 6, com temas e envolvimentos muito diferentes. Apenas uma, de 2 capítulos, teve um fim. É difícil, manter a coerência, quando não se pode mexer no que se escreveu para trás.

Há quase 10 anos, a uma pessoa por quem estive interessado, enviei um pequeno excerto do meu diário que falava dela. Ia em ficheiro, protegido com password. Respondia-lhe a uma pergunta-pista por cada carta que trocássemos. Não conseguiu descobrir, e entretanto a diskette corrompeu-se. Indestinos (clandestinos?).

Mais recentemente, outra ideia era escrever textos desventrados. Uma pessoa escreve uma página de texto. A segunda edita-o por dentro, acrescenta palavras e pontuação onde quiser. As palavras e pontuação originais tem de estar todas presentes no texto modificado, no entanto. Escrever por dentro de outro texto.
Ainda não consegui levar esta avante.

Outro "desafio" muito em voga é escrever um weblog a várias maos. Este weblog também começou assim, com mais 4 mãos que entretanto mudaram de teclados.

Hoje, e isto anda a circular em weblogs tugas nos últimos tempos, existe a ideia de se pegar em 10 palavras escolhidas por um dos "desafiantes" e escrever um pequeno texto (1/2 página no máximo).
Quem o escreve deixa 10 palavras para o desafiante original continuar, e assim em diante.

Curto estas cenas. Mais ideias?





é a minha vez de escrever uma máxima. todos as escrevem, de vez em quando, afinal.

"a paixão não segue checklists." (profundo)



quinta-feira, 16 de outubro de 2003



Fui a uma reprografia hoje de manhã, tirar fotocópias.
As duas meninas que estavam a atender eram gémeas.
Fotocopiado
Fiquei confundido.

(Talvez seja um negócio familiar)



quarta-feira, 15 de outubro de 2003



“Queria 4 bolas mal cozidas, por favor.”

Hoje fui à padaria da esquina, e em brincadeira pedi não uma bola “mal cozida”, mas uma bola específica. Apontei, sorrindo: “quero esta, pode ser?” Fizeram-me a vontade. Depois perguntei: “e quando vos pedem mal cozidas, escolhem mesmo ou é conforme calha?...” “mmmmm.... depende do cliente... mas geralmente é o que está à vista...:-)

Já desconfiava.





Não sei se não devia andar armado, para evitar ser assaltado pelos meus próprios pensamentos.

Isto faz-me lembrar o Jeremias do Jorge Palma.

Para Jeremias nada se assemelha à magia da dinamite
A não ser talvez o rugir apaixonado das mais profundas entranhas da terra
E só quando as fachadas dos edifícios públicos explodirem numa gargalhada
Será realmente pública a lei que as leis encerram
[...]
Jeremias gosta do guarda roupa negro e dos mitos do fora-da-lei
Gosta do calor da aguardente e de seguir remando contra a maré
Gosta da forma como os homens respeitáveis se engasgam quando falam dele
E da forma como as mulheres murmuram: fora-da-lei



terça-feira, 14 de outubro de 2003



(jurei comigo mesmo que nunca postaria algo como isto, mas não resisti)

Compilação para Alguns Megabaits

Bobo in White Wooden Horses - How Insensitive
Da Weasel - Agora e Para Sempre (A Paixão)
Archive - Nothing Else
Aimee Mann - One
Adriana Calcanhoto - Devolva-me
Clint Mansel - Requiem for a Dream (tema principal da banda sonora)
Yann Tiersen - La Valse D'Amelie
Radio Macau - O Anzol
The Cure - Charlotte Sometimes
Alphaville - Forever Young
PJ Harvey & Pascal Comelade - Love Too Soon
Radiohead - Exit Music for a Filme (versão de Brad Mehldau)
Trovante - Balada das Sete Saias
Duran Duran - Save a Prayer
Tori Amos - Cornflake Girl
Lhasa - El Desierto
U2 - Party Girl
Afel Bocoum & Damon Albarn - Spoons
Sérgio Godinho + Da Weasel + Gabriel o Pensador - Isto anda tudo Ligado
Zoe - Don Pizzica
Angelique Kidjo - Summertime
Lo'Jo - Si Jamais Si
Depeche Mode - In your room (Portishead Remix)
Dave Brubeck - Take Five
Rammstein - Mein Herz Brennt
INXS - Mistify
Jorge Palma - A Gente Vai Continuar
Quinteto Maria João - Cem Caminhos
Koop - In a Heartbeat
Portished Roseland NYC - Glory box + Sour Times + Roads

Anatomia de uma compilação para alguns megabites

No "High Fidelity", um personagem do Nick Hornby diz que um dos tiques frequentes dos homens (que tenham inclinações musicais) quando conhecem ou querem impressionar conhecimentos [femininos] recentes, é gravarem k7s de compilação. Acho que os CDs compilação nunca pegaram (dá muito trabalho), mas os MP3 trouxeram-nos de novo ao tempo das fitas.

Há uns anos atrás fiz uma das minhas melhores compilações, que alternava temas "electrónicos" com temas "world music". Resultou muito bem. Depois de alguns insucessos pelo caminho, incluíndo dois CDs "My Favourite Things" que se revelaram flops totais em termos auto-comerciais, a compilação acima revela-se o Maior Auto-Sucesso Deste Outono (MASDO).

Esta não consigo explicar. As músicas ficam bem umas atrás das outras.



segunda-feira, 13 de outubro de 2003



Fiquei tao impressionado que não pude deixar de postar aqui.

Rotating Snake (tb funciona impresso a cores, o que é mais desconcertante ainda). Neste é preciso olhar para o centro e aproximar e afastar a cabeça. Este parece ter um corte no centro.

Estão aqui outras ilusões, apesar de menos impressionantes. É uma pena não saber japonês (apesar de o Babelfish poder dar uma ajuda).





Há dias assim. Começa-se por aqui ou por aqui, e vai-se clicando conforme apetece.

O primeiro teste é o do Futebol. Uma rápida leitura na vertical (a única possível na web, apesar de se escrever na horizontal). Se vejo um nome de um dos 3 clubes ou nomes de jogadores, back back back.

O segundo é o teste do Comentário da Actualidade. Política, Pedofilia, Ministros de Medicina, Papas, Bushes e Iraques, etc. Back Back. Sem paciência para comentários e críticas profundas e mordazes por muito inteligentes que sejam. A minha felicidade primeiro, e estes textos não me alimentam o espírito (quanto muito, a revolta).

Os outros testes sao menos estruturados. Há o da Idade (dramas da adolescência, templates em cor de rosa, etc.), o da Intimidade (os meus dramas interiores, e outros posts que só fazem sentido para quem os escreve -- como aliás também faço aqui), os das Letras de Músicas ou Poemas (geralmente tão pessoais como os anteriores).

Com isto já foram grande parte deles pró galheiro. Nos que restam, incluídos darwinisticamente por particularidades que não sei/consigo generalizar, encontro pérolas, frases inteligentes, fotografias ou ilustrações grande beleza, humor. Alguns ficam por metablogarem com critérios semelhantes aos meus.

A verdade é que o dia não chegaria, mesmo que estivesse disposto a passá-lo aqui - que não estou (mesmo que assim pareça) - para visitar e ler tanta coisa. E o resto da vida, hem? Todos somos pessoalogs, afinal.



domingo, 12 de outubro de 2003



«Se escreve habitualmente um diário deve saber e tornar a saber que normalmente só se escreve em dias maus. Nos dias bons está-se muito ocupado. Por isso pode encontrar coisas escritas com muita raiva e indignação, mas que sao escritas no pressuposto de que nao faz mal escrevê-las, pq ninguém as vai ler, servem de desabafo sem consequências e o seu autor, muitas vezes, nem sequer acredita completamente nelas. Mas a verdade é que se sao lidas pelo outro de quem se fala, aí magoam mesmo, e é uma dor estúpida e desnecessária. Sabe, o que os olhos não vêem o coração não sente. Por isso talvez seja melhor não ver!»

in Notícias Magazine #594.



Arquivo do blogue