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Muito depois do que esperava e queria, tenho a minha casinha!!! :-):-):-):-):-):-):-):-)
insensatamente
domingo, 6 de agosto de 2006
terça-feira, 1 de agosto de 2006
Israel e o Líbano
Israel e o Líbano Antes de esta estória toda acontecer, a minha crítica sempre foi para Israel, a potência regional apoiada pelos todos poderosos EUA, que usava e abusava do seu poder militar para fazer o que lhe aprouvia. Recentemente, e sem por isso ter mudado da esquerda para a direita (porque sempre fui uma pessoa de esquerda), apanho-me a apoiar Israel. A verdade é que o país não tem uma posição fácil, rodeados por países em que parte das forças politicas tem como primeiro objectivo o extermínio de Israel. Leio quase todos os dias os típicos editoriais europeus sobre as baixas, apelos à paz e negociação, criticas à devastação causada por Israel, mas é bom de ver os raptos e assassinatos terroristas que estiveram na origem de tudo isto. É bom de ver que já choveram 1400 rockets sobre Israel, que só não destruíram escolas e mataram dezenas de crianças porque não calhou ainda. Imaginemo-nos no Alentejo, sensivelmente do mesmo tamanho que Israel. Ali das bandas de Badajoz uns caramelos terroristas radicais desatavam a mandar mísseis para Portalegre, Évora e Beja. O governo de Espanha ficava calado. As Nações Unidas e NATO idem, impotentes. O Alentejo sozinho tem umas 50x o poderio militar (e gastronómico) de toda a Espanha. Vão ficar a ver, parados, com os ditos caramelos terroristas assassinos indiscriminados a rir-se ali ao lado? GET A GRIP, FONIX. Estou farto da nossa imprensa. É verdade: provavelmente nem tudo o que lemos é verdade, mesmo no relativo aos “factos”. Israel respondeu depressa demais, estaria tudo planeado. Mas a situação não é simples, e eles têm o direito de se defender. Desta vez, reconheço-lhes a razão. E MAIS No festival de música do mundo de Sines, tradicionalmente um evento de esquerda, houve várias alusões à situação. Rabih Abou-Khalil, libanês, limitou-se a dizer como resposta a um grande cartaz no público de apelo à paz: “Stop the Bombing”. Suponho que se referisse a AMBOS os bombardeamentos. Estou de acordo. O apresentador do costume, no entanto, foi mais longe: “A paz não é justificação para a guerra.”. Uma frase de animar hostes, claramente. Porque basta andar 50 anos para trás, e a Adolf Hitler e aos nazis, para se ver como esta afirmação se torna vácuo rapidamente. Ou voltemos a Sarajevo, para não irmos tão longe. GET REAL. Esta cena europeia do diálogo só resulta quando de ambos os lados da mesa de negociações não são loucos assassinos terroristas. (PS: também não acho piada nenhuma nem ao IRA nem à ETA. Esta cena de assassinar pessoas é ANIMAL, e não há romantismos que o escondam)
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domingo, 16 de julho de 2006
Está TUDO ligado
Está TUDO Ligado Não é que o responsável pela experiência de obediência, Stanley Migram, teve também um papel importante na experiência dos “Six Degrees of Separation” (aquela que diz que qualquer pessoa do planeta está separada de qualquer outra pessoa por apenas 6 conhecimentos). O rapaz introduziu ainda o conceito do “Estranho Familiar”, alguém que reconhecemos do dia-a-dia, mas com quem não interagimos. «Somebody who is seen daily on the train or at the gym, but with whom one does not otherwise communicate, is an example of a familiar stranger. Interestingly, if such individuals meet in an unfamiliar setting, for example while travelling, they are more likely to introduce themselves than would perfect strangers, since they have a background of shared experiences.»
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03:01
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Estes humanos são doidos
Estes Humanos São Doidos Em tempos acho que postei sobre a “Stanford Prison Experiment”, um estudo em que se analizou o comportamento dos HUMANOS em situações guarda-prisioneiro. Acabou por se abortar a experiência, mas não sem antes se perceber que – mesmo em condições controladas – a nossa espécie... não regula bem (nota: trata-se de terminologia científica). Outra experiência interessante de é a “Milgram Experiment”, em que se procurou analisar (no seguimento da 2ª guerra mundial e das acções dos porcos nazis) até que ponto somos obedientes, mesmo quando essa obediência significa realizar actos de crueldade. Mais uma vez, a conclusão (infelizmente) é de que somos pirulas de todo. Pelo menos 65% de nós, independetemente do sexo. Aprende-se muito, na wikipedia.
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02:46
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Israel e Alentejo
Israel e Alentejo Acabo de confirmar. Israel tem 22.145 km2. O Alentejo tem cerca de 26.000 km2. Vão-se lá lixar com as guerras e os mísseis.
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02:40
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Médio-Oriente, um post político
Médio-Oriente Era bom que os problemas acabassem de uma vez. Mas seria preciso muito optimismo para acreditar nisso. Ambos os lados tomaram posições e fizeram coisas que pessoalmente me chocam, tudo por um território “do tamanho do Alentejo”, e fundamentado em religiões diferentes e ódios irreparáveis. Vale a pena perder algum tempo a aprender sobre o assunto. Recomendo a wikipedia, começando com a página de Israel.
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02:23
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terça-feira, 20 de junho de 2006
Back From Mex
Pouco depois de entrar no avião, todos os pensamentos relacionados com trabalho desapareceram como por magia. Fui para o México, aproveitando a semana com 2 feriados para ter uma semana de mergulhos e férias há muito necessárias. O México, na zona da Riviera Maya, é quente. Quente, e húmido. E em termos de mergulhos, não fosse pelos Cenotes, não valia a pena, pelo menos se comparado com o Mar Vermelho ou Maldivas. Os destaques vão para o magnífico e quente mar, para o mergulho nos cenotes (Dos Ojos), e para Chichen Itza, a impressionante cidade Maia habitada por Quetzalcoatl. Neste tipo de viagens “de Hotel”, nunca se fica a conhecer muito da verdadeira cultura de um país. Mas o que vimos (e comemos) já deixaram um sabor interessante. A mim, pareceu-me que o México, como país, é uma espécie de Portugal, com um passado Histórico riquíssimo, e um presente a lutar pelo desenvolvimento. Algo que me surpreendeu foi ler que cerca de metade do território (incluindo o Texas e Los Angeles) foi perdido na guerra com os Estados Unidos. Ao menos por aqui foi só Olivença. Teria sido bom ficar mais uma semana. Não tanto pelo jogo da bola que se realiza amanhã, mas pelo solstício de Verão, altura em que seria especialmente interessante estar em Chichen Itzá.
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21:18
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segunda-feira, 12 de junho de 2006
Férias
A verdade, ao que parece, é que só posto aqui quando vou de férias, ou para vos dar a conhecer de um qualquer facto diverso que me apraz criticar. Pareço o pulido, eu sei, eu sei, mas ao menos não estou na última página de um jornal. Certamente que estarei à frente de muitas outras páginas! Ontem conheci o autor do google. Tem milhares de pequenos gnomos em caves e sub-caves, e é quem diariamente escreve, uma por uma, todas as páginas de resultado do Google, a Matrix dos nossos dias. É através dele, e da sua sabedoria sobre todos os temas, que somos diariamente informados e desinformados, é o nosso amigo inimigo, a trabalhar afincadamente atrás de uma mesa de madeira clara. Teca teca teca teca teca teca teca teca teca teca Lá vai outra edição do google news. Daqui a 5 minutos sai outra, não me posso desconcentrar. Vou mergulhar para o México. Durante estes dias, só vai haver páginas de arquivo para consultar.
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02:40
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quarta-feira, 24 de maio de 2006
Ora voa, tempo!!!
De: http://www.cronicasdaterra.com/cronicas/
Alguns nomes do FMM Sines 2006:
- Boris Kovac (Sérvia)
- Toumani Diabaté & Symmetric Orchestra (Mali) (espero que desta vez o Toumani venha, não se balde como em Famalicão)
- Trilok Gurtu (Índia)
- Värttinä (Finlândia)
- Cordel do Fogo Encantado (Brasil)
Ivo Papasov (Bulgária)
YES! :-)
Obrigado Sines! (ai... os prazeres do Verão...)
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18:56
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quarta-feira, 12 de abril de 2006
Remember, remember the fifth of November
The gunpowder treason and plot.
I see no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot.
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13:14
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domingo, 19 de março de 2006
OBRIGADO BAGÃO! OBRIGADO SÓCRATES!!!
Este ano, vou pagar mais de 800€ de IRS. Obrigado. É a minha contribuição para a melhoria da economia portuguesa. Ainda bem que estamos todos a apertar o cinto:
BCP atinge lucro recorde de 753,5 milhões em 2005
Lucro da EDP em 2005 supera previsões e sobe quase 300 por cento ("lucro líquido de 1,07 bilhão de euros")
Lucro do BPI ascende a 251 milhões de euros em 2005 (+30% que em 2004)
Portugal Telecom anuncia lucro líquido de 654 milhões de euros em 2005
Lucro da Galp aumenta 80% com alta do petróleo ("lucro de 399 milhões de euros de Janeiro até Setembro")
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22:53
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Oficina da Terra: 5 anos
Em 2000, na ida rotineira à FIL Artesanato, já no Parque das Nações, vi pela primeira vez um casal de artesãos que trabalhavam sob o nome "Oficina da Terra". Não só as peças que faziam, em barro, são absolutamente mágicas, como "A Oficina", o Tiago e a Magda, eram super-simpáticos e fixes.
Reparei que até tinham um site, e quando voltei à FIA poucos dias depois ofereci-me para os ajudar com ele, o que cordialmente recusaram. :-)
Nesse ano viriam a ser premiados, com o 1º prémio de artesanato contemporâneo. Com o tempo, acabei por os visitar em Évora - onde fica a galeria da Oficina da Terra, conhecemo-nos melhor, e acabámos amigos.
Fiquei fascinado com o trabalho deles, e acabámos por nos ir falando, não só em idas a Évora como por mail, e no final desse ano, o novo site da Oficina da Terra foi o primeiro projecto que fizemos na recém criada |create|it|. Um site simples, atraente e elegante, e que viria a ser muito bem sucedido, e de onde o Tiago e a Magda vendem hoje online para todo o mundo. Não graças a nós, note-se, mas ao empreendorismo deles!
Nesta sexta-feira, dia 17 de Março, estive no aniversário dos 5 anos da Galeria-Oficina em Évora. Dia 1 de Dezembro far-se-ão 5 anos que o site actual viu a luz.
Ao Tiago e à Magda (e ao Tiago Jr.), muitos parabéns, e um enorme abraço. :-)
PS: e se há aí quem tenha presença online, ponham os olhos na Oficina: o site é bilingue e actualizado de 2/2 dias, as encomendas podem ser feitas por Msn ou Mail ou até Skype, e até tem pagamentos online com PayPal.
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14:54
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sexta-feira, 10 de março de 2006
Deus Morreu
African star Ali Farka Toure dies
One of Africa's best known musicians, Ali Farka Toure, has died after a long illness in his home country of Mali, the culture ministry has announced.
Quem teve a sorte de o conseguir ver, em 2005, no Monsanto, como eu, teve um momento que não se vai infelizmente repetir. :-(
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00:55
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terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Contexto
Antigamente, seguia a vida política. Quando era jovem e revolucionário. Depois fui perdendo interesse, perdi-me em estudos e livros. Mais recentemente, de há uns 2 anos para cá, voltei a prestar atenção, e como resultado só há desilusão e descrédito. Não acredito que quem lá está, ou quem lá pode estar, seja capaz, e tenha vontade de fazer alguma coisa boa por nós e pelo país. A minha moça até comenta que para mim só há pessoas corruptas na política (e na justiça, esqueceu-se).
Portanto, é este o contexto para o que vou escrever a seguir.
O que vou escrever a seguir
É que nunca falei com ninguém que se assumisse como votando em Manuel Alegre, candidado em nome de um "movimento cívico". Ouço-os a falar na TV de uma mobilização de mais de 1 milhão de pessoas, e penso: "mas porque votaram no Alegre? por ser um acto de cidadania?" A verdade é que não sei. Mas foi um acto de cidadania, quando aquele se candidatou porque ficou com ego ferido (cortesia do PS)? Um acto de cidadania, independente de movimentos políticos, quando o líder é vice-presidente da AR e deputado pelo PS? Tão independente quanto o Aníbal Silva, suponho.
Sabem o que vos digo? Estão a gozar comigo, só podem.
Vou-vos confessar
Eu queria ter votado na Manuela Magno. Infelizmente, não pude. Compara-se essa cidadania com o votar no candidato que não é do PS?
Como outros, acho que os nossos partidos estão falidos. Não financeiramente (o que é pena), mas em termos de respeito pelos cidadãos, por nós. Estão fechados dentro deles mesmos. Pouco vejo em quem acreditar. Não percebo como se fecham atrás de rostos impátidos e se recusam a responder a perguntas. Não aos adversários, mas a nós. Ao povo, às pessoas, a MIM. Porque eu gostava de ter respostas, gostava mesmo de um governo transparente. Mesmo mesmo.
Assim sendo
Votei sem convicção. Na realidade, votei para tentar que houvesse uma segunda volta, porque sou daqueles que não se esquece das cargas policiais do Aníbal Silva, e que acha este e o José Sócrates demasiado parecidos. Já tínhamos um Governo Opaco, agora temos também um Presidente Opaco.
Como curiosidade...
Também não me esqueço dos aumentos de tarifas telefónicas quando a PT ainda tinha o monopólio total de tudo.
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21:22
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Com Preconceito, Eu.
Li há uns meses o "Herman", do Lars Saabye Christensen, um escritor norueguês. Apesar de ouvir maioritariamente música do mundo, admito ter construido mentalmente uma espécie de imagem do que poderia esperar de um escritor nórdico, que se revelou totalmente errada. Um livro muito giro, que li num fôlego. Há pouco saiu outro dele em português, também na Cavalo de Ferro, chamado "Beatles". Mais uma vez o li num instante, e ofereci-o à esquerda e à direita no Natal. Há uns anos atrás, li um livro (não me recordo qual) de um escritor japonês chamado Kenzaburo Oë, nobelizado da literatura em 1994. Achei entediante, e acho que não voltei a ler nada do Japão, até que comprei o Norwegian Wood de um Haruki Murakami.
Sei que não se deve julgar um livro pela sua capa, mas neste caso comprei-o pela sensualidade e bom aspecto da mesma, e estou não apenas surpreendido como muito agradado, estou a gostar bastante do livro. Divertido e triste ao mesmo tempo, está a agarrar-me como o Beatles do Lars.
Mais uma vez, e apesar de a cultura ser tão diferente da nossa, "ocidental", há demasiadas coisas em comum cá dentro, e faz tudo sentido o que leio.
Erro e preconceito meu, claro, eu sei.
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14:49
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domingo, 22 de janeiro de 2006
A posta anterior foi a 365 deste blog. Feliz aniversário, Blog. Que contes muitos mais.
O Mozart faz também um aniversário na próxima sexta-feira. Gostava de (ou)ver o Requiem, mas não vou ter essa sorte para breve, a julgar pelos cartazes culturais. Tenho pena.
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16:05
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
É caso para dizer... que fico com os azeites. que agora, nunca oh jamais, não poderão ser misturados com óleo.
também fico com os azeites com as histórias da vinda do MIT. estamos a falar do MIT!!! Não há nenhum informático, ou até pessoa de ciência, que não conheça o MIT, uma instituição tão prestigiada. E estão com tretas e com mesquinhices??? A ponto de o Sócrates dar uma resposta tão idiota como deu à interpelação que o outro lhe fez? Temos de admitir. Portugal é um país de terceiro mundo. E o MIT faria melhor em instalar-se em Marrocos. Era merecido.
Quero ir ao Chile fora do pacote, desejo/sonho de longa data. Alguém me recomenda alguma coisa?
E não me quero despedir sem falar, aqui, eu, hoje e tal, das eleições que se aproximam.
Como é possível que eu, um tipo de esquerda, esteja de tal forma desiludido com isto tudo que não saiba em quem votar, apesar da diversidade? queria a Manuela Magno, mas não deixaram, o que seria isso sim uma verdadeira cidadania, realmente diferente. Nem vale a pena estar a dar motivos para criticar os homens que vão estar ao lado das cruzes no domingo.
Gostava de não ter de escolher nenhum.
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22:32
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Galheteiros
Estou certo que o blogocubo estará hoje repleto de jocosas alusões à mais recente proibição em nome da protecção do consumidor, esse grande peste dos tempos modernos, o Azeite do Galheteiro, e apraz-me fazer alguns comentários em nome da minha consciência.
ATÃO OS SRS NÃO TÊ MAIS NADA QUE FAZER????
É QUE FRANCAMENTE!!!
Não dá para acreditar. Podiam demitir a ministra da cultura (nunca lhe vou perdoar ser a Pilatus do Ballet Gulbenkian), iniciar a construcção do tão almejado túnel sub-atlântico Lisboa-Faial, ou proibir totalmente o tabaco em espaços fechados, mas nãaaaaaaaaaaaaaaaao. "Hoje... que tal proibir o galheteiro, rapazes?"
Isto será coisa da Deco?
Além do mais, certamente não foram levados em consideração aspectos como:
- toneladas de lixo produzido por embalagens descartáveis (seja sacos seja frascos não-reenchíveis): porque é que a Geota e afins não se atiram à Deco e ao governo neste caso?
- os saquinhos de azeite, coisa de cadeias de FAST FOOD, são geralmente produzidos em Espanha. Espera, já percebi. Será que o Pina Mouralez trabalha para o lobi dos azeites espanhóis?
- o azeite dos saquinhos nunca é suficiente, e com frequência se sujam as mãos.
A seguir, proibam-se os talheres de metal, e os copos de vidro. Afinal, quantas vezes não vêm para a mesa mal lavados? tudo de plástico, JÁ!
É que francamente...
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11:22
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terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Quantas vezes acontecerá, pensar-se numa pessoa ao mesmo tempo que ela pensa em ti, ambos a olharem a estrelas?
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11:15
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sábado, 17 de dezembro de 2005
Sugiro que experimentem ler o Inimigo Público antes d'O Público, e não o inverso. Todas as notícias parecem brincadeira. Algumas, fizeram-me soltar umas boas gargalhadas.
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13:32
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terça-feira, 29 de novembro de 2005
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
Um destes dias, acordei de manhã e estava sol.
(posta que parece profunda, mas não é, sendo antes de uma genuína e honesta singeleza, como que escrita por uma criança de 3 anos que acabou de criar o seu primeiro weblog).
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20:43
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terça-feira, 25 de outubro de 2005
Mali
Como sabem, tenho em alta consideração a música produzida no Mali, uma gigantesca meca musical. Como disse semanas atrás, Ali Farka Touré é Deus, aliás (não se esqueceram, pois não?)
Junto com um álbum do Toumani Diabaté, que deu com o Deus Ali o concerto no Monsanto e que volta a Portugal em Novembro daqui a muito pouco, vinham umas fotos do Mali de deixar qualquer um de queixo na mão.
O site é do fotógrafo Dan Heller. O link vai para o índice do Mali, mas as outras secções também têm fotografias espantosas.
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01:26
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domingo, 23 de outubro de 2005
Jacques Cousteau
Como muitos, a minha imagem do Jacques Cousteau é romântica. Um explorador dos tempos modernos, um aventureiro dos mares, o inventor do Aqualung essencial a quem mergulha.
Quando fui ao Mar Vermelho em Abril, fiz 2 mergulhos no Thistlegorm, provavelmente o naufrágio mais famoso daquele mar. Mais tarde, viria a saber que o Cousteau não só já lá tinha estado, como um dos seus documentários, "The Silent World" - premiado em Cannes e Hollywood - reportava essa descoberta.
Pouco depois vi o filme "The Life Aquatic with Steve Zissou" com o Bill Murray, claramente inspirado nos filmes de Cousteau, e fiquei supreendido com os seus tons de zombeteria. "Mas ele está a gozar com o quê ao certo?" Achei o filme fraco, apesar do violão de Seu Jorge.
A seguir, um amigo encontra a série de 6 DVD's à venda no e-Bay, e consegue comprá-los. E na semana passada, emprestou-mos.
Os méritos de Cousteau são muitos, não duvido disso, e várias dimensões. Mas os filmes são de uma grande crueldade para o mar e a vida no mar, há cenas que me chocaram absolutamente face à postura que tenho como mergulhador recreativo. Cenas indescritíveis de chocante, das que fazem virar a cara perante a brutalidade, e quando as vi percebi a falta de entusiasmo do tal amigo que comprou os DVD.
Pode ser só uma daquelas coisas, em que ficamos chocados com o atraso de uma cultura anterior, mas sem a qual talvez não estivessemos como estamos. Mas não deixa de me chocar. Quando mergulho, hoje, uma regra de ouro é: não tocar em nada. Cousteau&Cia tocavam em tudo, mexiam em tudo, traziam tudo para cima, vivo ou (depois) morto. Atroz. Fiquei muito desiludido, e o mito caiu do seu pedestal.
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16:18
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sábado, 22 de outubro de 2005
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Sms-Web-Fax Gateway - uma posta tecnológica
Para todos aqueles que não têm acesso à Internet ou predisposição para as tecnologias, foi agora inventado por um dos grandes operadores um serviço de Sms-Web-Fax: basta enviar um SMS com um número de telefone (fax) e um URL para uma página na Web, e recebemos imediatamente um fax com a página indicada.
Fantástico, o que se pode fazer por estes dias.
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20:00
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segunda-feira, 17 de outubro de 2005
De volta.
Estou outra vez de volta. Já vim do país das duas letras (US); já voltei ao Egipto, onde estive vários dias perdido no mar e sob um céu cravado de brilhantes, embalado num ritmo mergulhar-comer-dormir (4x/dia); Já voltei do Egipto, onde finalmente fui conhecer Luxor e na sala das colunas do Templo de Karnac senti instintos lúdicos a tomar conta de mim. E estou de volta à velha e cansada Lisboa, agora molhada e cada vez mais escura.
E mudar de vida, não?
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12:21
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sexta-feira, 9 de setembro de 2005
Tal como prometido, vou hoje para Amsterdão e amanhã para a Cidade dos Anjos. O nome deve ser dos mais irónicos do planeta. Se vir o Schwarz, vou-lhe dizer que quando era puto gostei do Commando.
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12:17
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segunda-feira, 5 de setembro de 2005
A 26 de Junho de 1963, em Berlin, John Kennedy disse num discurso palavras que se tornaram famosas: "Ich bin ein Berliner", aludindo ao deboche de cabedal da conhecida noite daquela cidade.
A 1 de Setembro de 2005, a revista Nature anuncia a descodificação do DNA do chimpanzé, o amigo Pan Troglodytes, partilhado esse DNA em mais de 98% com o do Homo Sapiens.
5 dias depois, a 6 de Setembro de 2005, todos os chimpanzés do planeta desaparecem misteriosamente. No seu lugar, fica uma única mensagem: "Adeus, e obrigado pelas bananas".
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22:52
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sexta-feira, 2 de setembro de 2005
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Este dia faz-me sempre pensar em alguma coisa. Há as associações óbvias, como sejam o início das aulas, aniversários que se aproximam.
Mas... não, este ano não. De repente, não me ocorre nada.
Bom, a verdade é que ontem recebi uma carta vinda das Seychelles. Abri-a com curiosidade, aos selos com desenhos de animais, peixes e flores coloridas. Há uns 3 anos atrás, recebi do Brasil um pacote com um livro que me enviaram. Gostei tanto da embalagem que a fotografei, e adiei a sua abertura.
Com esta carta foi o mesmo. Adiei enquanto a curiosidade permitiu. E não acreditam na minha surpresa quando a abri: o envelope estava completa e absolutamente vazio.
O segredo só pode estar no selo.
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22:26
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quarta-feira, 31 de agosto de 2005
31 de Agosto . É o fim do Verão.
Está a acabar-se o Período Geralmente Designado por Férias (PGDF). Tal como aí, por aqui começa a sentir-se um arrepio à flor da pele com a brisa do fim do dia, e os dias vão ficando mais curtos de luz.
Quando era catraio, na 4ª classe, escrevi uma composição sobre o Outuno que a professora muito gabou. Não sei dela (delas), mas aposto que falava de folhas castanhas a cair das árvores.
E a cena é que isto se repete todos os anos (até ver).
E sabem que mais? detesto os romances "científicos" do Calvino, com histórias sobre electrões apaixonados. Tinha de dizer isto.
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01:38
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terça-feira, 30 de agosto de 2005
SCUB'ÁQUI
Fui há poucos dias pela primeira vez conhecer as o fundo do mar nas redondezas. A água está nos 14-16º, como frequentemente no mar em Portugal. Os dois sites têm nomes que em inglês são: "Grotto Donkey Tail" (uma gruta com ~100 metros sob um rochedo), e "Cemetary of the Ships" (um amontado de restos metálicos de 3 navios no fundo do mar, onde um conjunto de 4 caldeiras perto umas das outras, e 2 veios de hélice, são os destaques). Mergulhos razoáveis, num conjunto de ilhotas conhecido localmente por "'scarped islands". Depois posso deixar aqui uma ou outra foto que ficaram de me enviar.
A tripulação simpática e eficiente, com cuidados, material de segurança e briefings; os outros 15 mergulhadores do barco, claramente experientes e disponíveis, sempre prontos para ajudar, bem como alegres. Um claro contraste, este tipo de pessoas com a boçalidade ansiosa a que estava habituado.
Depois dos mergulhos parte do grupo foi jantar, uma espetada de peixe de que nem vale a pena falar! Inacreditável, meus amigos.
às
19:13
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segunda-feira, 29 de agosto de 2005
O JOTA VAI À AMÉRICA
Na segunda semana de Setembro, o Jota vai pela segunda vez à América. Da outra vez, conheci brevemente NY e DC, desta vez é LA. Prometo contar-vos detalhadamente tudo o que acontecer, falar-vos das pessoas que conhecer, tirar fotos dos habitantes locais, observar os seus hábitos, tentar até comunicar. E finalmente vou dar uso às notas verdes que práli tenho há tantos anos, a desvalorizar dia após dia, de forma inversamente proporcional com o preço da gasolina.
Para já, deixo-vos a primeira lição: todas as cidades na América têm nomes de duas letras apenas.
(Podia explicar porquê, mas acho que tem a ver com questões financeiras)
às
04:32
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domingo, 28 de agosto de 2005
Festival de Música do Mundo de SINES, 2005
Este ano tirei férias para ficar por lá os 3 dias, pelo que não precisei de andar cima-baixo-baixo-cima.
Vi todos os concertos excepto um, e gostei especialmente do Amadou & Mariam do Mali), da Lula Pena (de Portugal, o país, não sei se conhecem, é uma província de Marrocos - mais informações aqui), e dos espantosos Ba Cissoko (da Guiné Conakri), com aqueles duas Koras de arrasar, aquilo foi dançar e rodopular pela noite dentro, na melhor das companhias.
As noites foram passadas num hotel na lagoa de Santo André. Barato, asseado, com vista para o mar e para a lagoa.
Excelentes dias. Para o ano há mais!
(Agora tenho de ver o que é que há de oferta cultural pelos meios em que agora me encontro, mas o panorama parece promissor...)
Ps- Acabou de me segredar uma flor que num site de um fotógrafo Japonês (!) com fotografias do Festival, há uma foto, a última na 2ª página (Público@Castelo) onde há nada mais que 5 pessoas conhecidas, incluindo eu mesmo - apesar de sempre discreto, já que - como todos sabem - nunca fui fotografado e assim espero continuar.
às
22:28
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sábado, 27 de agosto de 2005
A VERDADE É QUE
Aviso: esta posta tem estragadores relacionados com o filme/livro the Hitchhiker's Guide to the Galaxy, de Douglas Adams.
Vi na noite passada o Hitchhiker's Guide to the Galaxy, depois de o livro ter feito soltar altas gargalhadas de prazer, soluçando os ombros com alegria. Deu-me vontade de o re-re-ler, admito. O filme não é brilhante, mas - vá, admite-se - tem alguma piada.
Na história/filme, o planeta Terra é destruído nos primeiros 5 minutos, por decisão burocrática. Mais tarde, afinal descobre-se haver uma oficina de planetas, de cujo forno o nosso lar terreno tinha saído, e de onde estava a sair uma segunda versão (Earth Mk. II).
Esta noite sonhei que o planeta Terra era destruído. Estoirava com um bang, ficava um sol, e depois mutava numa anã (vermelha, vá-se lá perceber). Na minha nave espacial, assisti a tudo.
Talvez por saber que havia uma fábrica de onde poderiam sair outras versões, não fiquei nem angústiado.
às
11:20
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sexta-feira, 26 de agosto de 2005
A Minha Ausência
Tenho recebido muitos mails e faxes a perguntar por mim. A verdade é que me encontro em sabática auto-imposta (melhor palavra talvez fosse in-posta, ou ex-posta - lido ecs-posta). Depois do Festival da AutoEstima Nacional, de que até se fez um Euro e estádios para as pessoas terem onde reunir, voltou tudo ao que era antes.
Agora as bandeirinhas nas janelas, dependuradas e descoloradas, deveriam ser pretas, ou cinzentas depois do Sol, mostram-nos a triste realidade em que vivemos.
Agora temos outra vez um governo de incompetentes, que aprova leis para daqui a 12 anos, deixa que ardam instituições como o Ballet Gulbenkian e as florestas do país, ataca a função pública às cegas, tem um líder que não sabe comunicar e um governo que não comunica e se decide sem ter fundamentos, e que - pior porventura que tudo o resto, tem uma
Portanto, dado este estado de coisas, decidi entrar num período de auto-reflexão. Vim aqui para longe do outro lado do Mar, e vou ficar por aqui uns anos até o país implodir num deserto.
Depois, oh vantagem das vantagens, pode ir-se ao Deserto sem sair da Europa. É uma grande oportunidade para o TURISMO!
Em tempos participei em acaloradas e vivas discussões, oh, ali nas tertúlias junto ao Tejo, noites inteiras em redor de um copinho de bagaço quando a tal esticava a mesada, e nessas noites de longa reflexão filosófica discutia-se se a programação da SIC era uma estupidificação dos espectadores, ou se apenas um reflexo deles.
Isto agora é o mesmo, no respeitante à classe política.
O poder corrompe, não é o que dizem? E eu não acredito em nenhum deles. Lamento. Estou profundamente desiludido.
Daí ter vindo para aqui. E quando quiserem fazer um programa de televisão comigo, a falar dos portugueses de sucesso lá fora, sabem o que lhes vou dizer?
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12:09
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Marcação de locais de encontro por satélite, aqui está outra utilidade do Google Earth. (para quem não percebe o que é, no topo esquerdo está o estádio Alvalade XXI, ao centro o metro do Campo Grande, e mesmo abaixo da linha, no topo direito, uma bola amarela that marks the spot.
:-)
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12:04
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segunda-feira, 8 de agosto de 2005
Na passada quarta-feira casou-se uma prima, com menos 5 anos que eu, por quem sentia um carinho muito especial em longas férias de Verão de há vários anos atrás. No Sábado, casou-se outra prima, menos próxima. Fui a ambos os eventos, e revi muitas caras que não via há muitos anos. Toda a gente com mais linhas no rosto, o tempo passou no passado que recordava.
Os dois dias do fim-de-semana foram animados, foi p/ mim uma espécie de regresso à infância, deixou-me saudades, muitas saudades, do tempo que passou, e das pessoas com quem de forma mais próxima passei aqueles dias. Podia ser só uma crise, mas não fui só eu a sentir falta desses dias. Fiquei mesmo triste, ao voltar, e ir cada um para seu lado.
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15:42
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sábado, 23 de julho de 2005
Ali Farka Touré é Deus
Há alguns espectáculos que recordo de forma especial, pelo que senti e representaram para mim. Nestes incluem-se uma distante Maria João e Mário Laginha no São Luiz, os Kroke no Seixal, a Lhasa em vários sítios, e agora o Ali Farka Touré no Monsanto.
Para quem não o conhece, AFT é do Mali, e é um Deus da Música. O Mali é uma meca músical em África, se calhar à semelhança de Cabo Verde. De lá vêem muitos nomes, como Salif Keita e Rokia Traoré (que já estiveram em Portugal), e outros como Oumou Sangare, Boubacar Traoré, Tinariwen, Afel Bocoum, e muitos outros. Para quem tiver curiosidade, há mais Mali em Sines no próximo fim-de-semana: Amadou & Mariam.
Se alguém quiser começar a explorar, esta é uma boa porta de entrada: Talking Timbuktu, de Ali Farka Touré e Ry Cooder. De 1994, e com o mesmo Ry Cooder que trouxe os Buena Vista Social Club para as luzes da ribalta.
Em relação ao concerto de ontem à noite, só posso comentar mesmo a sensação de ter vivido e sentido um momento único, perante a genialidade daquela música, que se sente nos ossos e no corpo todo. Bastaram uns acordes, e aquelas cordinhas e ritmos blues semearam o caos e deixaram-me absolutamente rendido. Inesquecível, tal como previa.
Quem quer ir ao próximo Festival du Désert, Janeiro 2006 em Timbuktu? (este foi o de 2004)
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15:57
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segunda-feira, 18 de julho de 2005
De há uns anos para cá que ia a todas as novas produções do Ballet Gulbenkian. A última vez que fui, em Março, vi uma coreografia extraordinária: La Sacre du Printemps, de Marie Chouinard, das melhores que jamais vi. Um espanto.
Isto que está a acontecer/aconteceu, é uma perda que considero inqualificável.
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17:19
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domingo, 19 de junho de 2005
Mentecaptos
Ontem fiquei durante o dia no escritório, e à hora de almoço cruzei-me no restaurante com 5 neo-na.. ups, "nacionalistas". Dois deles com cabeças rapadas e uma t-shirt italiana com uma figura de "braço alçado", uma miúda loira que ria alto demais, um de ar tímido com botas de 10 centímetros e protectores negros nos braços com pequenos quadrados de metal a fazer cruzes. No quinto, porventura o líder do grupo, não havia sinais exteriores de nazismo, só de falta de instrucção.
Sou visceralmente avesso a quaisquer tipo de manifestações fascistas, e muito especialmente destes tipo de ideais nazis, fascistas e racistas. Pode dizer-se que, em democracia, têm direito a manifestar-se, etc. Seja, falem. Mas FN's, PNR's, ou seja o que for, com mais ou menos pelo de ovelha (branca), são grupos com s ideais que descrevi, e pela constituição portuguesa, não têm direito à existir. "Preto no Branco", poder-se-ia dizer. :-)
Deixo uma frase de um outro bloggy (http://ocanhoto.blogspot.com/):
«[...]Exemplo: se o “arrastão” de Carcavelos foi um “crime hediondo”, então os homicídios na casa de alterne de Amarante, de há uns anos, estarão no mesmo plano de um genocídio; como foram cometidos por portugueses, brancos, pode deduzir-se que há uma relação clara entre nacionalidade portuguesa e criminalidade; em conclusão, os portugueses deviam ser expulsos para Marte![...]»
(Recordo que em Carcavelos, apesar de sem desculpas, terão sido roubados - especulo - uns telemóveis, toalhas, e uns 1000€ se tanto tudo somado)
E termino com uma citação de um site de um dos grupelhos que ontem esteve em foco, sobre o mesmo partido (e único) que não comentou o sucedido ontem:
«Gostaríamos de felicitar Nuno Melo deputado do Partido Popular pela frontalidade e verticalidade que teve em explanar o Arrastão na Assembleia da República. Como sempre os apoiantes das minorias, que em tempo de eleições são pelo trabalhador português, tiveram que criticar e apelidar Nuno Melo de racista, mas racista porquê?»
...
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21:51
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segunda-feira, 13 de junho de 2005
domingo, 5 de junho de 2005
Ontem, quando cheguei para a segunda visita à feira do livro, tive a muito estranha e viva sensação de estar à espera de alguém. uma espécie de deja vu, mas focado nisto mesmo: estou à espera de alguém. na fila do multibanco, parecia um pombo dos monty python, ali parado, vestido em tons de cinza claro, e descabeçado. à espera de alguém.
A primeira visita foi durante a semana anterior, com um amigo. sentia-me uma bola metálica num jogo de flippers humano entre as bancas. uma visita a acelerar, antes que a feira fechasse. com o magnetismo inverso de livros de paixões, coelhos, tamaros e outros de capas amarela e linguagem simples a repelir de determinados stands.
Foi um zás! e por quem esperava, não apareceu. :-(
às
20:04
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segunda-feira, 16 de maio de 2005
Pombos Supersticiosos
Estou a ler o livro “Decompondo o Arco-Iris”, de Richard Dawkins (autor do conhecido “O Gene Egoísta”). Neste descreve-se um mecanismo chamado “Caixa de Skinner” e um conjunto de esperiências que esse moço Skinner fez nela, com pombos e ratos.
As caixas de Skinner têm duas características: um botão em que se pode carregar, e uma bandeja de alimento, e foram utilizadas numa diversidade de experiências de causalidade. A mais simples, para ilustrar, foi verificar se os pombos ou ratos seriam capazes de aprender que, quando carregassem no botão, surgiria alimento na bandeja. Tarefa simples e superada com sucesso.
Mas de entre as outras experiências inrteressantes que com a mesma foram efectuadas, há uma que vou destacar, esta apenas com os pombos, e que consiste no seguinte: o que sucede quando se elimina qualquer relação entre o comportamento da ave e o fornecimento de alimento? O comportamento correcto para os pombos seria simplesmente esperar pelo alimento, certo?.
“Mas, de facto, não foi isto que fizeram. Em vez disso, em 6 de cada 8 casos, desenvolveram aquilo que Skinner designou como comportamento «supersticioso». Excactamente em que consistia este comportamento variava de pombo para pombo. Uma das aves girava sobre si própria como um pião, duas ou três voltas no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, entre recompensas. Outra empurrava a cabeça em direcção a um dado canto superior da caixa. [...] Skinner utilizou o termo superstição porque as aves se comportavam como se pensassem que o seu movimento habitual tinha uma influência causal no mecanismo de recompensa, quando de facto não tinha. Era o equivalente à dança da chuva do pombo.”
Os humanos, felizmente, não são pombos, e passam por baixo de escadas sem medo de gatos pretos. Pelo menos 2 em cada 8. :-)
Mas vem isto a propósito de quê? Recentemente tive de pessoas próximas exemplos de crenças que considero muito erradas, ainda que compreensíveis, e este livro em particular aborda este tipo de questões. Os dois assuntos em causa são os signos (ou antes, os estereotipos de que as pessoas do signo x se comportam tipicamente da forma y) e a descoberta de água por artes adivinhatórias (os vedores).
Vou voltar a estes temas, já a seguir ao intervalo.
às
14:04
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domingo, 8 de maio de 2005
Mar Vermelho, 3ª visita, 2 semanas
Shaab Sheer, Salem Express (2x link link), Panorama Reef, Dolphin House (Gota Shoab Elerg), Gubal Island, Small Gubal Island, Bluff Point, Syoul Kabir, Ghiannis D (@Abu Nouhas link link), Umm Gammar (incluindo um nocturno espectacular), El Mina, El Aruk, Small Giftun Island, Gota Abu Ramada, Shaab Seiman, Ras Abu Soma, Abu Kafan, Thistlegorm (interior e exterior link link link), Erg Abu Ramada.
Ao todo 29 mergulhos e umas boas horas debaixo de água. E agora... bom, mãos à obra, é viajar para Sul: Brothers, Daedalus Reef, Elphinstone Reef, etc. :-) Já em Outubro?
E aos 2 grupos de pessoas que também por lá andaram a fazer try-dives com baixo consumo :-), ver as mesmas vistas, a trocar reguladores garrafas e sinais de OK, a fumar shiishas no Joli Pub em Hurghada, ao Steve e especialmente ao Marcus, um grande abraço!
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13:38
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quarta-feira, 20 de abril de 2005
Férias.
Egipto.
2 semanas.
Mar Vermelho.
28 mergulhos (estimativa).
ai que stress.
às
18:12
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quinta-feira, 14 de abril de 2005
"Ravellstein" de Saul Bellow (recém finado), e "Austerlitz" de Sebald (menos recém-finado, mas igualmente finado, ainda sem Nobel).
Editados pela mesma casa, a Teorema, capas em tom castanho escuro, forte. Em ambos os títulos, uma única palavra, apelido do personagem principal.
Num, o personagem é americano, e fala-se de Judeus e dos Nazis. Noutro, o personagem é europeu, e fala-se e passeia-se por Judeus e Nazis. No primeiro, existe um Dr. Watson, personagem semi-secundária, que conta a história do grande professor de filosofia. Pelo meio, conta a sua própria história. No segundo, o tema é a arquitectura, mas Dr. Watson está por lá. Um de 2000, outro de 2001.
Ambos os livros são extremamente eruditos, e lêem-se muito bem.
Li-os com um intervalo de 2 meses, e as semelhanças são demais para ignorar. Ou se copiaram um ao outro, ou eram a mesma pessoa (mais provável).
às
19:30
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quinta-feira, 10 de março de 2005
Férias - Regresso a Cabo Verde
Voltei a Cabo Verde para mais umas férias de mergulho. Alguns dias no Sal, com 5 quedas no mar, e o restante tempo no distante Tarrafal, na ponta mais afastada da cidade de Praia, na ilha de Santiago, para outros 7 scuba-'gulhos. Já conhecia a primeira ilha, onde fui há um ano. Muito explorada turisticamente, muito cara. "Isso aí não é Cabo Verde", disse-me há um ano um moço que trabalha para o Centro de Mergulho no Sal. Por coincidência, irmão do Carlitos, com quem fizemos os mergulhos no Tarrafal.
O Tarrafal fica a cerca de 2h da cidade da Praia, capital de CV, atravessando-se uma paisagem admirável, que alterna de oásis de verde com montanha e grandes canyons. O tom que domina é o castanho claro. É uma vila de pouco mais de 20k habitantes, marcada em termos turísticos pela Praia do Tarrafal e tristemente pela prisão. Férias no Tarrafal não são férias de resort, são férias de passear pelo mercado, andar pela praia, de relax, de conversar com pescadores, comer bifes de atum grelhados :-), passear pelo monte, esquecer os dias que passam. Não é uma vila bonita, tal como não é Praia ou Santa Maria no Sal, pelo contrário, mas tem muito, muito encanto. Apetecia ficar mais 2 ou 3 meses, ajudar na faina :-), trabalhar metade do dia e passar o resto na praia. Apetece ser generoso, ajudar. Percebe-se bem a paixão que muita gente ganha ao país.
Os mergulhos não foram de sonho como noutros locais (não vimos tubarões), mas foram interessantes e valeram a pena, pela cor debaixo e acima da superfície, nos mergulhos do barquito de pesca, com o Carlitos como guia e o Zezinho ao leme.
às
14:50
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