quarta-feira, 3 de janeiro de 2007



Ora aqui/aqui/aqui... temos o novo ano, não é?

Dizem que sim. Na ponte havia muitos carros em segunda fila, para ver o fogo de artifício. Em França, em algum lugar, houve quem protestasse contra o novo ano. "Fiquemos em 2006", "Foi um bom ano, não queremos 2007!", parecem-me boas palavras de ordem. Sempre me pareceu que o dia 31 de Dezembro deveria ser suprimido. E alguns outros, agora que penso no assunto. Na ilha da Madeira, gastou-se mais de um milhão de euros num fogo de artifício de 8 minutos, que entrou para o guiness. Estás a dar razão ao Sócrates, Alberto João. "É MENTIRA!" Olha que não é.

Amanhã vou definitiavmente mudar-me para a casa nova. Com vista para a ponte, totalmente desprovida de móveis a não ser a cama, mas quentinha. Com muito tempo e livro para ler, e durante uns dias, sem internete. Vou deixar crescer uma barba  branca (coloro-a com pó de talco talvez), andrajar as roupas, e deixar de falar. Enviei as bagagens à frente, por correio expresso, espero que já lá estejam quando chegar. Não queria ter de ir a Hong Kong buscá-las. Ou queria?

Mataram o Saddam, e não me apraz comentar nada sobre isso. É lá com eles. É uma espécie de aleatoriedade sincronizada.

Acabei de ler o "Crónica de um Pássaro de Corda", do Haruki. Pode ser a grande obra dele, mas preferi o "Norwegian Wood", mesmo gostando bastante. Acho piada a haver fios soltos, meadas desatadas, não me incomoda. O livro a meio pareceu faltar-lhe fôlego, mas irrompeu para o final como um cavalo numa corrida, e o ambiente era tudo. Curiosamente, numa estória tão passada dentro de sonhos, havia muita escuridão, e luzes que se acendiam ou apagavam. Mas não era o personagem principal quem flipava o interruptor.



domingo, 31 de dezembro de 2006



KingCard

Há uns meses atrás, os senhores do King (Medeia) zangaram-se com os senhores do Card (Alvaláxia). Como consumidor, fiquei insatisfeito: se para o ano quiser aderir pela 3ª vez, tenho de optar, e pelo mesmo preço ter metade das salas.

Hoje, no entanto, e depois de vários meses, voltei a ir ao Alvaláxia. Não sei quais foram os motivos para levar a Medeia a romper o cordão com o Alvaláxia, mas eu se calhar teria feito o mesmo. As duas "cadeias" de cinema não jogam no mesmo campeonato. Para comprar bilhete tive de esperar que quem estava à minha frente na fila comprasse as suas pipocas. A alcatifa da sala está nojenta. Escolhi uma fila, que ainda estava vazia, que pessoas da fila da frente usavam como caixote do lixo: pacotes de pipocas e copos de plástico. Os da fila de trás, com o final do filme, sentiram necessidade de comentar uns com os outros o que estava a acontecer, mostrar que percebiam a complexidade do argumento, como se estivessem na bancada de jornalistas de um jogo de futebol.

É suposto isto agradar-me? Para isto ia às salas da Lusomundo.

Apesar de ficar a perder com a separação, provavelmente também teria optado por pela.

E isto para nem falar do anúncio ao KingCard que passava antes dos filmes, uma realização para atrasados mentais.



sábado, 30 de dezembro de 2006



Vida acordada

 

Há quatro anos atrás vi um filme chamado "Waking Life" do Richard Linklater (fiz vários posts sobre isso na altura), todo ele um sonho do início ao fim. Ontem vi um chamado "A Ciência dos Sonhos", em que o personagem principal (representado por Gael García Bernal) tem sonhos muito vivos, que se misturam com a sua vida acordado (waking life...). Totalmente onírico, e com um humor divertidíssimo, não é fácil perceber quando estamos no sonho ou na realidade, porque não estão lá as fronteiras. Não era o Jorge Palma que cantava que "na terra dos sonhos podes ser quem tu és"? Com este filme aplica-se uma analogia deste tipo, e vou fazer por rever o "Waking Life".



sexta-feira, 29 de dezembro de 2006



Hospital de Matosinhos: demitiram-se 19 directores de serviço

O que eu acho sobre o assunto? sem conhecer os detalhes da situação, e sabendo que o sistema de controlo de assiduidade assenta em biometria (não facilmente contornável), acho que a classe médica, tão auto-protectora, tem de perceber que não é mais que os outros. Se há problemas de assiduidade de médicos, e esta é uma forma de o evitar, e ainda por cima está legislada há 8 anos, sinceramente, "come e cala". Eu sou informático (e empresário), e se tivesse de o fazer, apesar a contra-gosto teria de aceitar, não me ia demitir de funções. E mais, não percebem esses senhores e senhoras, que a imagem que transmitem é de que querem ficar acima das regras (tal como, aliás, tb sucede com os juízes).

Não deixam de merecer o respeito de todos, e de a sua capacidade profissional ser digna de respeito e até admiração. Mas a lei é para se cumprir, não somos crianças. Isto aconteceria num país nórdico?



quinta-feira, 28 de dezembro de 2006



Amores Insuspeitos

Fui ver este filme. Fiquei confundido com a título, uma vez que o nome no original era "La Moustache", a bigadaça. O filme está bem feito, mas rapidamente se percebe que todos os cenários são desprovidos de sentido, excepto o da loucura do actor. Gostei dos actores, gostei do clima. Não me desagradou especialmente o fim ser aberto (aliás, acho que era tarde demais para construir fosse o que fosse), já o esperava, mas não se percebe nada de mais. Parece que ele se perdeu dentro dele. Quando as pessoas na rua o vêem de bigode, mas não a mulher nem colegas ou conhecidos, parece que vive numa realidade diferente, como que se a vida dele se estivesse a fragmentar. Das duas uma: ou se trata de uma conspiração, ou são tudo alucinações (até de quem o vê na rua). A alucinação, numa actor tão real, não parece credível. Se calhar por isso é que tem piada.

Eu cá, não tenho bigode (às vezes barba bem preta, quando me distraio), nem estou alucinado. Gostaria, no entanto, de ter eu mesmo um final em aberto, como o deste filme.

Agora, que não percebo o título, é um facto.





Muitos me perguntaram...

Porque mudei o meu blog para estar numa cor... bem... verde. Respondi-lhes que deus é grande, e que o ano de 2007 vai trazer a eles (note-se bem a forma) o maior acercamento de novidades que jamais foi visto por estas paragens e companhia.

Pareço um jovem a quem foi dado um brinquedo novo. E até foi, mas não vos direi qual. Portanto, verde ficará.

Estou a ler outro livro do Murakami, o do pássaro de corta. Bem fixe: o homem passa-se. Romances e ficção bem que a leio numa semanita, os técnicos luffa luffa, são uma locomotiva a vapor e bastas vezes adormece no caminho. Não que o conhecimento não faça falta, mas às vezes dá sono.

Ando estes dias nas mudanças finais para a minha casa nova. Tratei do gás, e de mais 2 ou 3 toneladas de caixotes, tive de recorrer aos anões do costume para tratar do transporte, servis são felizmente, sem queixume ou desagrado expresso (visivelmente que seja).

As palavras dançam, não é?

O que se faz com um processador de texto aberto? parece que as pa-la-vri-nhas querem vir cá para fora sozinhas, onde estavam? parai, dedos! AI É UM CANVAS BRANCO UMA PINTURA SOBRE A VIDA E TAL E TAL.

O tanas. Mas é giro à mesma.

Sou trintão. Dos que se lembram d'O Tal Canal, e ainda acham o Blade Runner um dos melhores filmes de sempre.

(não são boas palavras para pôr numa lápide, não insistas).





Estou de volta!

Sim, é verdade!!! Tremei, tremei, vis e distraídos mortais, pois eis-me finalmente devolvido à forma humana, e agora sem bigode. Esperem só, pois postarei aqui as mais mordazes comentárias que pelo dedo-afincado se afigurarem passar. E mais vos digo: bom 2007 e tal!



quarta-feira, 13 de setembro de 2006



Gritamontes, s.m.
Pessoa sem auto-controlo vocal, que fala sem perceber que está a incomodar pessoas nos 3 quarteirões em redor.
Provoca incremento na taxa de aquisição de auriculares e leitores de mp3.



domingo, 6 de agosto de 2006



HOME SUITE HOME
Muito depois do que esperava e queria, tenho a minha casinha!!! :-):-):-):-):-):-):-):-)



terça-feira, 1 de agosto de 2006



Israel e o Líbano

Israel e o Líbano

Antes de esta estória toda acontecer, a minha crítica sempre foi para Israel, a potência regional apoiada pelos todos poderosos EUA, que usava e abusava do seu poder militar para fazer o que lhe aprouvia. Recentemente, e sem por isso ter mudado da esquerda para a direita (porque sempre fui uma pessoa de esquerda), apanho-me a apoiar Israel.

A verdade é que o país não tem uma posição fácil, rodeados por países em que parte das forças politicas tem como primeiro objectivo o extermínio de Israel. Leio quase todos os dias os típicos editoriais europeus sobre as baixas, apelos à paz e negociação, criticas à devastação causada por Israel, mas é bom de ver os raptos e assassinatos terroristas que estiveram na origem de tudo isto. É bom de ver que já choveram 1400 rockets sobre Israel, que só não destruíram escolas e mataram dezenas de crianças porque não calhou ainda.

Imaginemo-nos no Alentejo, sensivelmente do mesmo tamanho que Israel. Ali das bandas de Badajoz uns caramelos terroristas radicais desatavam a mandar mísseis para Portalegre, Évora e Beja. O governo de Espanha ficava calado. As Nações Unidas e NATO idem, impotentes. O Alentejo sozinho tem umas 50x o poderio militar (e gastronómico) de toda a Espanha. Vão ficar a ver, parados, com os ditos caramelos terroristas assassinos indiscriminados a rir-se ali ao lado?

GET A GRIP, FONIX.

Estou farto da nossa imprensa.

É verdade: provavelmente nem tudo o que lemos é verdade, mesmo no relativo aos “factos”. Israel respondeu depressa demais, estaria tudo planeado. Mas a situação não é simples, e eles têm o direito de se defender. Desta vez, reconheço-lhes a razão.

E MAIS

No festival de música do mundo de Sines, tradicionalmente um evento de esquerda, houve várias alusões à situação. Rabih Abou-Khalil, libanês, limitou-se a dizer como resposta a um grande cartaz no público de apelo à paz: “Stop the Bombing”. Suponho que se referisse a AMBOS os bombardeamentos. Estou de acordo.

O apresentador do costume, no entanto, foi mais longe: “A paz não é justificação para a guerra.”. Uma frase de animar hostes, claramente. Porque basta andar 50 anos para trás, e a Adolf Hitler e aos nazis, para se ver como esta afirmação se torna vácuo rapidamente. Ou voltemos a Sarajevo, para não irmos tão longe.

GET REAL. Esta cena europeia do diálogo só resulta quando de ambos os lados da mesa de negociações não são loucos assassinos terroristas.

(PS: também não acho piada nenhuma nem ao IRA nem à ETA. Esta cena de assassinar pessoas é ANIMAL, e não há romantismos que o escondam)



domingo, 16 de julho de 2006



Está TUDO ligado

Está TUDO Ligado

Não é que o responsável pela experiência de obediência, Stanley Migram, teve também um papel importante na experiência dos Six Degrees of Separation” (aquela que diz que qualquer pessoa do planeta está separada de qualquer outra pessoa por apenas 6 conhecimentos).

O rapaz introduziu ainda o conceito do “Estranho Familiar”, alguém que reconhecemos do dia-a-dia, mas com quem não interagimos.

«Somebody who is seen daily on the train or at the gym, but with whom one does not otherwise communicate, is an example of a familiar stranger. Interestingly, if such individuals meet in an unfamiliar setting, for example while travelling, they are more likely to introduce themselves than would perfect strangers, since they have a background of shared experiences.»





Estes humanos são doidos

Estes Humanos São Doidos

Em tempos acho que postei sobre a “Stanford Prison Experiment”, um estudo em que se analizou o comportamento dos HUMANOS em situações guarda-prisioneiro. Acabou por se abortar a experiência, mas não sem antes se perceber que – mesmo em condições controladas – a nossa espécie... não regula bem (nota: trata-se de terminologia científica).

Outra experiência interessante de é a “Milgram Experiment”, em que se procurou analisar (no seguimento da 2ª guerra mundial e das acções dos porcos nazis) até que ponto somos obedientes, mesmo quando essa obediência significa realizar actos de crueldade. Mais uma vez, a conclusão (infelizmente) é de que somos pirulas de todo. Pelo menos 65% de nós, independetemente do sexo.

Aprende-se muito, na wikipedia.


 





Israel e Alentejo

Israel e Alentejo

Acabo de confirmar. Israel tem 22.145 km2. O Alentejo tem cerca de 26.000 km2. Vão-se lá lixar com as guerras e os mísseis.





Médio-Oriente, um post político

Médio-Oriente

Era bom que os problemas acabassem de uma vez. Mas seria preciso muito optimismo para acreditar nisso. Ambos os lados tomaram posições e fizeram coisas que pessoalmente me chocam, tudo por um território “do tamanho do Alentejo”, e fundamentado em religiões diferentes e ódios irreparáveis.

Vale a pena perder algum tempo a aprender sobre o assunto. Recomendo a wikipedia, começando com a página de Israel.



terça-feira, 20 de junho de 2006



Back From Mex

Pouco depois de entrar no avião, todos os pensamentos relacionados com trabalho desapareceram como por magia. Fui para o México, aproveitando a semana com 2 feriados para ter uma semana de mergulhos e férias há muito necessárias.

O México, na zona da Riviera Maya, é quente. Quente, e húmido. E em termos de mergulhos, não fosse pelos Cenotes, não valia a pena, pelo menos se comparado com o Mar Vermelho ou Maldivas. Os destaques vão para o magnífico e quente mar, para o mergulho nos cenotes (Dos Ojos), e para Chichen Itza, a impressionante cidade Maia habitada por Quetzalcoatl.

Neste tipo de viagens “de Hotel”, nunca se fica a conhecer muito da verdadeira cultura de um país. Mas o que vimos (e comemos) já deixaram um sabor interessante. A mim, pareceu-me que o México, como país, é uma espécie de Portugal, com um passado Histórico riquíssimo, e um presente a lutar pelo desenvolvimento. Algo que me surpreendeu foi ler que cerca de metade do território (incluindo o Texas e Los Angeles) foi perdido na guerra com os Estados Unidos. Ao menos por aqui foi só Olivença.

Teria sido bom ficar mais uma semana. Não tanto pelo jogo da bola que se realiza amanhã, mas pelo solstício de Verão, altura em que seria especialmente interessante estar em Chichen Itzá.



segunda-feira, 12 de junho de 2006



Férias

A verdade, ao que parece, é que só posto aqui quando vou de férias, ou para vos dar a conhecer de um qualquer facto diverso que me apraz criticar. Pareço o pulido, eu sei, eu sei, mas ao menos não estou na última página de um jornal. Certamente que estarei à frente de muitas outras páginas!

Ontem conheci o autor do google. Tem milhares de pequenos gnomos em caves e sub-caves, e é quem diariamente escreve, uma por uma, todas as páginas de resultado do Google, a Matrix dos nossos dias. É através dele, e da sua sabedoria sobre todos os temas, que somos diariamente informados e desinformados, é o nosso amigo inimigo, a trabalhar afincadamente atrás de uma mesa de madeira clara.

Teca teca teca teca teca teca teca teca teca teca

Lá vai outra edição do google news. Daqui a 5 minutos sai outra, não me posso desconcentrar.


Vou mergulhar para o México. Durante estes dias, só vai haver páginas de arquivo para consultar.



quarta-feira, 24 de maio de 2006



Ora voa, tempo!!!

De: http://www.cronicasdaterra.com/cronicas/
Alguns nomes do FMM Sines 2006:

- Boris Kovac (Sérvia)
- Toumani Diabaté & Symmetric Orchestra (Mali) (espero que desta vez o Toumani venha, não se balde como em Famalicão)
- Trilok Gurtu (Índia)
- Värttinä (Finlândia)
- Cordel do Fogo Encantado (Brasil)
Ivo Papasov (Bulgária)


YES! :-)

Obrigado Sines! (ai... os prazeres do Verão...)



quarta-feira, 12 de abril de 2006



Remember, remember the fifth of November
The gunpowder treason and plot.
I see no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot.



domingo, 19 de março de 2006



OBRIGADO BAGÃO! OBRIGADO SÓCRATES!!!

Este ano, vou pagar mais de 800€ de IRS. Obrigado. É a minha contribuição para a melhoria da economia portuguesa. Ainda bem que estamos todos a apertar o cinto:

BCP atinge lucro recorde de 753,5 milhões em 2005

Lucro da EDP em 2005 supera previsões e sobe quase 300 por cento ("lucro líquido de 1,07 bilhão de euros")

Lucro do BPI ascende a 251 milhões de euros em 2005 (+30% que em 2004)

Portugal Telecom anuncia lucro líquido de 654 milhões de euros em 2005

Lucro da Galp aumenta 80% com alta do petróleo ("lucro de 399 milhões de euros de Janeiro até Setembro")





Oficina da Terra: 5 anos

Em 2000, na ida rotineira à FIL Artesanato, já no Parque das Nações, vi pela primeira vez um casal de artesãos que trabalhavam sob o nome "Oficina da Terra". Não só as peças que faziam, em barro, são absolutamente mágicas, como "A Oficina", o Tiago e a Magda, eram super-simpáticos e fixes.
Reparei que até tinham um site, e quando voltei à FIA poucos dias depois ofereci-me para os ajudar com ele, o que cordialmente recusaram. :-)
Nesse ano viriam a ser premiados, com o 1º prémio de artesanato contemporâneo. Com o tempo, acabei por os visitar em Évora - onde fica a galeria da Oficina da Terra, conhecemo-nos melhor, e acabámos amigos.

Fiquei fascinado com o trabalho deles, e acabámos por nos ir falando, não só em idas a Évora como por mail, e no final desse ano, o novo site da Oficina da Terra foi o primeiro projecto que fizemos na recém criada |create|it|. Um site simples, atraente e elegante, e que viria a ser muito bem sucedido, e de onde o Tiago e a Magda vendem hoje online para todo o mundo. Não graças a nós, note-se, mas ao empreendorismo deles!

Nesta sexta-feira, dia 17 de Março, estive no aniversário dos 5 anos da Galeria-Oficina em Évora. Dia 1 de Dezembro far-se-ão 5 anos que o site actual viu a luz.

Ao Tiago e à Magda (e ao Tiago Jr.), muitos parabéns, e um enorme abraço. :-)

PS: e se há aí quem tenha presença online, ponham os olhos na Oficina: o site é bilingue e actualizado de 2/2 dias, as encomendas podem ser feitas por Msn ou Mail ou até Skype, e até tem pagamentos online com PayPal.



sexta-feira, 10 de março de 2006



Deus Morreu

African star Ali Farka Toure dies
One of Africa's best known musicians, Ali Farka Toure, has died after a long illness in his home country of Mali, the culture ministry has announced.

Quem teve a sorte de o conseguir ver, em 2005, no Monsanto, como eu, teve um momento que não se vai infelizmente repetir. :-(



terça-feira, 24 de janeiro de 2006



Contexto
Antigamente, seguia a vida política. Quando era jovem e revolucionário. Depois fui perdendo interesse, perdi-me em estudos e livros. Mais recentemente, de há uns 2 anos para cá, voltei a prestar atenção, e como resultado só há desilusão e descrédito. Não acredito que quem lá está, ou quem lá pode estar, seja capaz, e tenha vontade de fazer alguma coisa boa por nós e pelo país. A minha moça até comenta que para mim só há pessoas corruptas na política (e na justiça, esqueceu-se).
Portanto, é este o contexto para o que vou escrever a seguir.

O que vou escrever a seguir
É que nunca falei com ninguém que se assumisse como votando em Manuel Alegre, candidado em nome de um "movimento cívico". Ouço-os a falar na TV de uma mobilização de mais de 1 milhão de pessoas, e penso: "mas porque votaram no Alegre? por ser um acto de cidadania?" A verdade é que não sei. Mas foi um acto de cidadania, quando aquele se candidatou porque ficou com ego ferido (cortesia do PS)? Um acto de cidadania, independente de movimentos políticos, quando o líder é vice-presidente da AR e deputado pelo PS? Tão independente quanto o Aníbal Silva, suponho.
Sabem o que vos digo? Estão a gozar comigo, só podem.

Vou-vos confessar
Eu queria ter votado na Manuela Magno. Infelizmente, não pude. Compara-se essa cidadania com o votar no candidato que não é do PS?
Como outros, acho que os nossos partidos estão falidos. Não financeiramente (o que é pena), mas em termos de respeito pelos cidadãos, por nós. Estão fechados dentro deles mesmos. Pouco vejo em quem acreditar. Não percebo como se fecham atrás de rostos impátidos e se recusam a responder a perguntas. Não aos adversários, mas a nós. Ao povo, às pessoas, a MIM. Porque eu gostava de ter respostas, gostava mesmo de um governo transparente. Mesmo mesmo.

Assim sendo
Votei sem convicção. Na realidade, votei para tentar que houvesse uma segunda volta, porque sou daqueles que não se esquece das cargas policiais do Aníbal Silva, e que acha este e o José Sócrates demasiado parecidos. Já tínhamos um Governo Opaco, agora temos também um Presidente Opaco.

Como curiosidade...
Também não me esqueço dos aumentos de tarifas telefónicas quando a PT ainda tinha o monopólio total de tudo.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2006



Com Preconceito, Eu.
Li há uns meses o "Herman", do Lars Saabye Christensen, um escritor norueguês. Apesar de ouvir maioritariamente música do mundo, admito ter construido mentalmente uma espécie de imagem do que poderia esperar de um escritor nórdico, que se revelou totalmente errada. Um livro muito giro, que li num fôlego. Há pouco saiu outro dele em português, também na Cavalo de Ferro, chamado "Beatles". Mais uma vez o li num instante, e ofereci-o à esquerda e à direita no Natal.

Há uns anos atrás, li um livro (não me recordo qual) de um escritor japonês chamado Kenzaburo Oë, nobelizado da literatura em 1994. Achei entediante, e acho que não voltei a ler nada do Japão, até que comprei o Norwegian Wood de um Haruki Murakami.
Sei que não se deve julgar um livro pela sua capa, mas neste caso comprei-o pela sensualidade e bom aspecto da mesma, e estou não apenas surpreendido como muito agradado, estou a gostar bastante do livro. Divertido e triste ao mesmo tempo, está a agarrar-me como o Beatles do Lars.
Mais uma vez, e apesar de a cultura ser tão diferente da nossa, "ocidental", há demasiadas coisas em comum cá dentro, e faz tudo sentido o que leio.

Erro e preconceito meu, claro, eu sei.



domingo, 22 de janeiro de 2006



A posta anterior foi a 365 deste blog. Feliz aniversário, Blog. Que contes muitos mais.

O Mozart faz também um aniversário na próxima sexta-feira. Gostava de (ou)ver o Requiem, mas não vou ter essa sorte para breve, a julgar pelos cartazes culturais. Tenho pena.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2006



É caso para dizer... que fico com os azeites. que agora, nunca oh jamais, não poderão ser misturados com óleo.

também fico com os azeites com as histórias da vinda do MIT. estamos a falar do MIT!!! Não há nenhum informático, ou até pessoa de ciência, que não conheça o MIT, uma instituição tão prestigiada. E estão com tretas e com mesquinhices??? A ponto de o Sócrates dar uma resposta tão idiota como deu à interpelação que o outro lhe fez? Temos de admitir. Portugal é um país de terceiro mundo. E o MIT faria melhor em instalar-se em Marrocos. Era merecido.

Quero ir ao Chile fora do pacote, desejo/sonho de longa data. Alguém me recomenda alguma coisa?

E não me quero despedir sem falar, aqui, eu, hoje e tal, das eleições que se aproximam.
Como é possível que eu, um tipo de esquerda, esteja de tal forma desiludido com isto tudo que não saiba em quem votar, apesar da diversidade? queria a Manuela Magno, mas não deixaram, o que seria isso sim uma verdadeira cidadania, realmente diferente. Nem vale a pena estar a dar motivos para criticar os homens que vão estar ao lado das cruzes no domingo.

Gostava de não ter de escolher nenhum.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2006



Galheteiros

Estou certo que o blogocubo estará hoje repleto de jocosas alusões à mais recente proibição em nome da protecção do consumidor, esse grande peste dos tempos modernos, o Azeite do Galheteiro, e apraz-me fazer alguns comentários em nome da minha consciência.

ATÃO OS SRS NÃO TÊ MAIS NADA QUE FAZER????

É QUE FRANCAMENTE!!!

Não dá para acreditar. Podiam demitir a ministra da cultura (nunca lhe vou perdoar ser a Pilatus do Ballet Gulbenkian), iniciar a construcção do tão almejado túnel sub-atlântico Lisboa-Faial, ou proibir totalmente o tabaco em espaços fechados, mas nãaaaaaaaaaaaaaaaao. "Hoje... que tal proibir o galheteiro, rapazes?"

Isto será coisa da Deco?

Além do mais, certamente não foram levados em consideração aspectos como:

- toneladas de lixo produzido por embalagens descartáveis (seja sacos seja frascos não-reenchíveis): porque é que a Geota e afins não se atiram à Deco e ao governo neste caso?

- os saquinhos de azeite, coisa de cadeias de FAST FOOD, são geralmente produzidos em Espanha. Espera, já percebi. Será que o Pina Mouralez trabalha para o lobi dos azeites espanhóis?

- o azeite dos saquinhos nunca é suficiente, e com frequência se sujam as mãos.

A seguir, proibam-se os talheres de metal, e os copos de vidro. Afinal, quantas vezes não vêm para a mesa mal lavados? tudo de plástico, JÁ!

É que francamente...



terça-feira, 20 de dezembro de 2005



Quantas vezes acontecerá, pensar-se numa pessoa ao mesmo tempo que ela pensa em ti, ambos a olharem a estrelas?



sábado, 17 de dezembro de 2005



Sugiro que experimentem ler o Inimigo Público antes d'O Público, e não o inverso. Todas as notícias parecem brincadeira. Algumas, fizeram-me soltar umas boas gargalhadas.



terça-feira, 29 de novembro de 2005




Adeus. :'-(



quarta-feira, 26 de outubro de 2005



Um destes dias, acordei de manhã e estava sol.

(posta que parece profunda, mas não é, sendo antes de uma genuína e honesta singeleza, como que escrita por uma criança de 3 anos que acabou de criar o seu primeiro weblog).



terça-feira, 25 de outubro de 2005



Mali
Como sabem, tenho em alta consideração a música produzida no Mali, uma gigantesca meca musical. Como disse semanas atrás, Ali Farka Touré é Deus, aliás (não se esqueceram, pois não?)
Junto com um álbum do Toumani Diabaté, que deu com o Deus Ali o concerto no Monsanto e que volta a Portugal em Novembro daqui a muito pouco, vinham umas fotos do Mali de deixar qualquer um de queixo na mão.

O site é do fotógrafo Dan Heller. O link vai para o índice do Mali, mas as outras secções também têm fotografias espantosas.



domingo, 23 de outubro de 2005



Jacques Cousteau

Como muitos, a minha imagem do Jacques Cousteau é romântica. Um explorador dos tempos modernos, um aventureiro dos mares, o inventor do Aqualung essencial a quem mergulha.

Quando fui ao Mar Vermelho em Abril, fiz 2 mergulhos no Thistlegorm, provavelmente o naufrágio mais famoso daquele mar. Mais tarde, viria a saber que o Cousteau não só já lá tinha estado, como um dos seus documentários, "The Silent World" - premiado em Cannes e Hollywood - reportava essa descoberta.

Pouco depois vi o filme "The Life Aquatic with Steve Zissou" com o Bill Murray, claramente inspirado nos filmes de Cousteau, e fiquei supreendido com os seus tons de zombeteria. "Mas ele está a gozar com o quê ao certo?" Achei o filme fraco, apesar do violão de Seu Jorge.

A seguir, um amigo encontra a série de 6 DVD's à venda no e-Bay, e consegue comprá-los. E na semana passada, emprestou-mos.

Os méritos de Cousteau são muitos, não duvido disso, e várias dimensões. Mas os filmes são de uma grande crueldade para o mar e a vida no mar, há cenas que me chocaram absolutamente face à postura que tenho como mergulhador recreativo. Cenas indescritíveis de chocante, das que fazem virar a cara perante a brutalidade, e quando as vi percebi a falta de entusiasmo do tal amigo que comprou os DVD.

Pode ser só uma daquelas coisas, em que ficamos chocados com o atraso de uma cultura anterior, mas sem a qual talvez não estivessemos como estamos. Mas não deixa de me chocar. Quando mergulho, hoje, uma regra de ouro é: não tocar em nada. Cousteau&Cia tocavam em tudo, mexiam em tudo, traziam tudo para cima, vivo ou (depois) morto. Atroz. Fiquei muito desiludido, e o mito caiu do seu pedestal.



sábado, 22 de outubro de 2005



Aviso Importante

Este web log é o jota em formato press-release.



sexta-feira, 21 de outubro de 2005



Sms-Web-Fax Gateway - uma posta tecnológica
Para todos aqueles que não têm acesso à Internet ou predisposição para as tecnologias, foi agora inventado por um dos grandes operadores um serviço de Sms-Web-Fax: basta enviar um SMS com um número de telefone (fax) e um URL para uma página na Web, e recebemos imediatamente um fax com a página indicada.

Fantástico, o que se pode fazer por estes dias.



segunda-feira, 17 de outubro de 2005



De volta.

Estou outra vez de volta. Já vim do país das duas letras (US); já voltei ao Egipto, onde estive vários dias perdido no mar e sob um céu cravado de brilhantes, embalado num ritmo mergulhar-comer-dormir (4x/dia); Já voltei do Egipto, onde finalmente fui conhecer Luxor e na sala das colunas do Templo de Karnac senti instintos lúdicos a tomar conta de mim. E estou de volta à velha e cansada Lisboa, agora molhada e cada vez mais escura.

E mudar de vida, não?



sexta-feira, 9 de setembro de 2005



Tal como prometido, vou hoje para Amsterdão e amanhã para a Cidade dos Anjos. O nome deve ser dos mais irónicos do planeta. Se vir o Schwarz, vou-lhe dizer que quando era puto gostei do Commando.



segunda-feira, 5 de setembro de 2005



A 26 de Junho de 1963, em Berlin, John Kennedy disse num discurso palavras que se tornaram famosas: "Ich bin ein Berliner", aludindo ao deboche de cabedal da conhecida noite daquela cidade.

A 1 de Setembro de 2005, a revista Nature anuncia a descodificação do DNA do chimpanzé, o amigo Pan Troglodytes, partilhado esse DNA em mais de 98% com o do Homo Sapiens.

5 dias depois, a 6 de Setembro de 2005, todos os chimpanzés do planeta desaparecem misteriosamente. No seu lugar, fica uma única mensagem: "Adeus, e obrigado pelas bananas".



sexta-feira, 2 de setembro de 2005



Bicho 'Sperto Ich

Bin

Ein

Schimpanse



quinta-feira, 1 de setembro de 2005



selo seychelles Este dia faz-me sempre pensar em alguma coisa. Há as associações óbvias, como sejam o início das aulas, aniversários que se aproximam.

Mas... não, este ano não. De repente, não me ocorre nada.

Bom, a verdade é que ontem recebi uma carta vinda das Seychelles. Abri-a com curiosidade, aos selos com desenhos de animais, peixes e flores coloridas. Há uns 3 anos atrás, recebi do Brasil um pacote com um livro que me enviaram. Gostei tanto da embalagem que a fotografei, e adiei a sua abertura.

Com esta carta foi o mesmo. Adiei enquanto a curiosidade permitiu. E não acreditam na minha surpresa quando a abri: o envelope estava completa e absolutamente vazio.

O segredo só pode estar no selo.



quarta-feira, 31 de agosto de 2005



31 de Agosto . É o fim do Verão.

Está a acabar-se o Período Geralmente Designado por Férias (PGDF). Tal como aí, por aqui começa a sentir-se um arrepio à flor da pele com a brisa do fim do dia, e os dias vão ficando mais curtos de luz.

Quando era catraio, na 4ª classe, escrevi uma composição sobre o Outuno que a professora muito gabou. Não sei dela (delas), mas aposto que falava de folhas castanhas a cair das árvores.

E a cena é que isto se repete todos os anos (até ver).

E sabem que mais? detesto os romances "científicos" do Calvino, com histórias sobre electrões apaixonados. Tinha de dizer isto.



terça-feira, 30 de agosto de 2005



SCUB'ÁQUI

Fui há poucos dias pela primeira vez conhecer as o fundo do mar nas redondezas. A água está nos 14-16º, como frequentemente no mar em Portugal. Os dois sites têm nomes que em inglês são: "Grotto Donkey Tail" (uma gruta com ~100 metros sob um rochedo), e "Cemetary of the Ships" (um amontado de restos metálicos de 3 navios no fundo do mar, onde um conjunto de 4 caldeiras perto umas das outras, e 2 veios de hélice, são os destaques). Mergulhos razoáveis, num conjunto de ilhotas conhecido localmente por "'scarped islands". Depois posso deixar aqui uma ou outra foto que ficaram de me enviar.

A tripulação simpática e eficiente, com cuidados, material de segurança e briefings; os outros 15 mergulhadores do barco, claramente experientes e disponíveis, sempre prontos para ajudar, bem como alegres. Um claro contraste, este tipo de pessoas com a boçalidade ansiosa a que estava habituado.

Depois dos mergulhos parte do grupo foi jantar, uma espetada de peixe de que nem vale a pena falar! Inacreditável, meus amigos.



segunda-feira, 29 de agosto de 2005



O JOTA VAI À AMÉRICA

Na segunda semana de Setembro, o Jota vai pela segunda vez à América. Da outra vez, conheci brevemente NY e DC, desta vez é LA. Prometo contar-vos detalhadamente tudo o que acontecer, falar-vos das pessoas que conhecer, tirar fotos dos habitantes locais, observar os seus hábitos, tentar até comunicar. E finalmente vou dar uso às notas verdes que práli tenho há tantos anos, a desvalorizar dia após dia, de forma inversamente proporcional com o preço da gasolina.

Para já, deixo-vos a primeira lição: todas as cidades na América têm nomes de duas letras apenas.

(Podia explicar porquê, mas acho que tem a ver com questões financeiras)



domingo, 28 de agosto de 2005



Ba CissokoFestival de Música do Mundo de SINES, 2005

Este ano tirei férias para ficar por os 3 dias, pelo que não precisei de andar cima-baixo-baixo-cima.
Vi todos os concertos excepto um, e gostei especialmente do Amadou & Mariam do Mali), da Lula Pena (de Portugal, o país, não sei se conhecem, é uma província de Marrocos - mais informações aqui), e dos espantosos Ba Cissoko (da Guiné Conakri), com aqueles duas Koras de arrasar, aquilo foi dançar e rodopular pela noite dentro, na melhor das companhias.
As noites foram passadas num hotel na lagoa de Santo André. Barato, asseado, com vista para o mar e para a lagoa.

Excelentes dias. Para o ano há mais!

(Agora tenho de ver o que é que há de oferta cultural pelos meios em que agora me encontro, mas o panorama parece promissor...)

Ps- Acabou de me segredar uma flor que num site de um fotógrafo Japonês (!) com fotografias do Festival, há uma foto, a última na 2ª página (Público@Castelo) onde há nada mais que 5 pessoas conhecidas, incluindo eu mesmo - apesar de sempre discreto, já que - como todos sabem - nunca fui fotografado e assim espero continuar.



sábado, 27 de agosto de 2005



A VERDADE É QUE
Aviso: esta posta tem estragadores relacionados com o filme/livro the Hitchhiker's Guide to the Galaxy, de Douglas Adams.

Capa do meu Hithhiker's Guide Vi na noite passada o Hitchhiker's Guide to the Galaxy, depois de o livro ter feito soltar altas gargalhadas de prazer, soluçando os ombros com alegria. Deu-me vontade de o re-re-ler, admito. O filme não é brilhante, mas - vá, admite-se - tem alguma piada.

Na história/filme, o planeta Terra é destruído nos primeiros 5 minutos, por decisão burocrática. Mais tarde, afinal descobre-se haver uma oficina de planetas, de cujo forno o nosso lar terreno tinha saído, e de onde estava a sair uma segunda versão (Earth Mk. II).

Esta noite sonhei que o planeta Terra era destruído. Estoirava com um bang, ficava um sol, e depois mutava numa anã (vermelha, vá-se lá perceber). Na minha nave espacial, assisti a tudo.

Talvez por saber que havia uma fábrica de onde poderiam sair outras versões, não fiquei nem angústiado.



sexta-feira, 26 de agosto de 2005



A Minha Ausência

Tenho recebido muitos mails e faxes a perguntar por mim. A verdade é que me encontro em sabática auto-imposta (melhor palavra talvez fosse in-posta, ou ex-posta - lido ecs-posta). Depois do Festival da AutoEstima Nacional, de que até se fez um Euro e estádios para as pessoas terem onde reunir, voltou tudo ao que era antes.

Agora as bandeirinhas nas janelas, dependuradas e descoloradas, deveriam ser pretas, ou cinzentas depois do Sol, mostram-nos a triste realidade em que vivemos.

Agora temos outra vez um governo de incompetentes, que aprova leis para daqui a 12 anos, deixa que ardam instituições como o Ballet Gulbenkian e as florestas do país, ataca a função pública às cegas, tem um líder que não sabe comunicar e um governo que não comunica e se decide sem ter fundamentos, e que - pior porventura que tudo o resto, tem uma


TOTAL
E
ASSOMBROSA
FALTA
DE
IMAGINAÇÃO

Portanto, dado este estado de coisas, decidi entrar num período de auto-reflexão. Vim aqui para longe do outro lado do Mar, e vou ficar por aqui uns anos até o país implodir num deserto.

Depois, oh vantagem das vantagens, pode ir-se ao Deserto sem sair da Europa. É uma grande oportunidade para o TURISMO!

Em tempos participei em acaloradas e vivas discussões, oh, ali nas tertúlias junto ao Tejo, noites inteiras em redor de um copinho de bagaço quando a tal esticava a mesada, e nessas noites de longa reflexão filosófica discutia-se se a programação da SIC era uma estupidificação dos espectadores, ou se apenas um reflexo deles.
Isto agora é o mesmo, no respeitante à classe política.

O poder corrompe, não é o que dizem? E eu não acredito em nenhum deles. Lamento. Estou profundamente desiludido.

Daí ter vindo para aqui. E quando quiserem fazer um programa de televisão comigo, a falar dos portugueses de sucesso lá fora, sabem o que lhes vou dizer?





Marcação de locais de encontro por satélite, aqui está outra utilidade do Google Earth. (para quem não percebe o que é, no topo esquerdo está o estádio Alvalade XXI, ao centro o metro do Campo Grande, e mesmo abaixo da linha, no topo direito, uma bola amarela that marks the spot.

:-)



segunda-feira, 8 de agosto de 2005



Na passada quarta-feira casou-se uma prima, com menos 5 anos que eu, por quem sentia um carinho muito especial em longas férias de Verão de há vários anos atrás. No Sábado, casou-se outra prima, menos próxima. Fui a ambos os eventos, e revi muitas caras que não via há muitos anos. Toda a gente com mais linhas no rosto, o tempo passou no passado que recordava.
Os dois dias do fim-de-semana foram animados, foi p/ mim uma espécie de regresso à infância, deixou-me saudades, muitas saudades, do tempo que passou, e das pessoas com quem de forma mais próxima passei aqueles dias. Podia ser só uma crise, mas não fui só eu a sentir falta desses dias. Fiquei mesmo triste, ao voltar, e ir cada um para seu lado.



sábado, 23 de julho de 2005



Ali Farka Touré é Deus

Há alguns espectáculos que recordo de forma especial, pelo que senti e representaram para mim. Nestes incluem-se uma distante Maria João e Mário Laginha no São Luiz, os Kroke no Seixal, a Lhasa em vários sítios, e agora o Ali Farka Touré no Monsanto.

Para quem não o conhece, AFT é do Mali, e é um Deus da Música. O Mali é uma meca músical em África, se calhar à semelhança de Cabo Verde. De lá vêem muitos nomes, como Salif Keita e Rokia Traoré (que já estiveram em Portugal), e outros como Oumou Sangare, Boubacar Traoré, Tinariwen, Afel Bocoum, e muitos outros. Para quem tiver curiosidade, há mais Mali em Sines no próximo fim-de-semana: Amadou & Mariam.

Se alguém quiser começar a explorar, esta é uma boa porta de entrada: Talking Timbuktu, de Ali Farka Touré e Ry Cooder. De 1994, e com o mesmo Ry Cooder que trouxe os Buena Vista Social Club para as luzes da ribalta.

Em relação ao concerto de ontem à noite, só posso comentar mesmo a sensação de ter vivido e sentido um momento único, perante a genialidade daquela música, que se sente nos ossos e no corpo todo. Bastaram uns acordes, e aquelas cordinhas e ritmos blues semearam o caos e deixaram-me absolutamente rendido. Inesquecível, tal como previa.

Quem quer ir ao próximo Festival du Désert, Janeiro 2006 em Timbuktu? (este foi o de 2004)





HEY SÓCRATES!
Perdi a esperança em ti, e lamento-o profundamente.



segunda-feira, 18 de julho de 2005



De há uns anos para cá que ia a todas as novas produções do Ballet Gulbenkian. A última vez que fui, em Março, vi uma coreografia extraordinária: La Sacre du Printemps, de Marie Chouinard, das melhores que jamais vi. Um espanto.

Isto que está a acontecer/aconteceu, é uma perda que considero inqualificável.



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