quarta-feira, 2 de janeiro de 2008



mais "Naked"

tirado daqui.

Louise: How did you get here?
Johnny: Well, basically, there was this little dot, right? And the dot went bang and the bang expanded. Energy formed into matter, matter cooled, matter lived, the amoeba to fish, to fish to fowl, to fowl to frog, to frog to mammal, the mammal to monkey, to monkey to man, amo amas amat, quid pro quo, memento mori, ad infinitum, sprinkle on a little bit of grated cheese and leave under the grill till Doomsday.

Louise: So what happened, were you bored in Manchester?
Johnny: Was I bored? No, I wasn't fuckin' bored. I'm never bored. That's the trouble with everybody - you're all so bored. You've had nature explained to you and you're bored with it, you've had the living body explained to you and you're bored with it, you've had the universe explained to you and you're bored with it, so now you want cheap thrills and, like, plenty of them, and it doesn't matter how tawdry or vacuous they are as long as it's new as long as it's new as long as it flashes and fuckin' bleeps in forty fuckin' different colors. So whatever else you can say about me, I'm not fuckin' bored.





Mike Leigh - «Naked»

Este é um dos melhores filmes que jamais vi. Aparentemente não há versão em DVD. E esta é talvez a cena mais poderosa do filme. Acho que tb me formou, este filme.



domingo, 30 de dezembro de 2007



agora com o zune

tenho ouvido vários podcasts, de audio e vídeo. além dos dedicados a temas tecnológicos, a minha selecção vai geralmente para tópicos relacionados com ciência ou com criatividade. ideias estimulantes (que é o que interessa). além disso, estou a ler o "god delusion" do dawkings. tudo junto, agora:

- recentemente soube-se que os chimpanzés são mais rápidos que os humanos, sejam crianças ou adultos, num exercício de memorização de localização e sequências de números. não são só mais rápidos, como assombradamente mais rápidos. do género de não deixar qualquer dúvida. o carl sagan, num dos livros dele, diz que os chimpanzés são superiores aos humanos com até 2 anos de idade, em todos os aspectos. a não esquecer: apesar da semelhança entre homo sapiens sapiens e os chimpanzés, o hss não é uma "versão mais avançada" dos chimps. estes últimos não pararam de evoluir, nos últimos milhares de anos, tal como nós. não é se calhar surpreendente que esta evolução paralela os permita superarem-nos em vários aspectos.

não sou hss-cêntrico.

- o livro do dawkings é um tomo anti-religião, pro-ciência. analisa ar-gu-men-to-por-ar-gu-men-to o que se diz pela existência de deus, e destroi cada um desses argumentos. sou ateu, e li vários outros livros dele, pelo que as palavras dele fazem muito sentido para mim. não vou entrar nos argumentos, queria falar doutra coisa. a páginas tantas, o dawkings cita um cientista (reeves?) que reduziu o número de constantes da física/química a 6. os valores destas 6 constantes são o que faz com o que o nosso universo tenha a "forma" que tem hoje. lembro-me de em Física I, na universidade, se ter falado deste mesmo assunto. se calhar por estes dias já se encontrou uma relação entre algumas destas 6, e são já só 5. ou 4, ou 3, ou 2, ou uma, ou nenhuma. se calhar existem universos paralelos. se calhar, o universo só podia ser como é, por alguma questão homeostática de coração matemático.

certamente não me expliquei bem e não fui claro, mas o assunto é ainda assim absolutamente fascinante. quem precisa de um deus (ou mais), quando se tem isto?

também vi uns vídeos do TED.com com o dawkings. ele repete um dos argumentos do livro: a diferença entre um ateu e, por exemplo, um cristão... é UM deus. o cristão é ateu sobre todos os outros deuses, só acredita num, o seu próprio. o ateu,... foi apenas um deus mais longe. é hilariante. :-)

- também vi um vídeo sobre o "slow movement". o slow food é o mais conhecido, mas há o slow cities, e um movimento mais global para, em geral, viver uma vida mais lenta. é muito fácil de vender esta ideia, de facto. as nossas vidas são um zumzumzum de correria, e o tempo parece que nunca chega para nada. nem há tempo para pensar. ficar parado a pensar. tenta. agora, sim. vamos, eu espero (não tenciono ir a lado nenhum, afinal). para durante 2 minutos e fica parado(a) a olhar para a parede, só a pensar.

já está? se fores como eu, ou não conseguiste, ou tentaste ocupar o tempo de alguma forma, ou pensaste que é uma tolice, ou fizeste um "alt-tab" para ir fazer qualquer outra coisa durante 2 minutos, ou sentiste simplesmente estar a perder tempo. bom, mas pensa nisso, quando tiveres tempo. se calhar andar depressa não nos leva mais rápido a lado nenhum.

(tenho de ver se """perco""" algum tempo a pensar nisto, e ver como trago isto para a minha vida. gostava de não trabalhar um dia por semana, também, mesmo ganhando menos).

- se apenas 1 em cada bilião de planetas tiver vida, há pelo menos 1 bilião de planetas no universo com vida.

o que é vida, seja como for? a wikipedia tem uma sugestão.

Life is a condition that distinguishes organisms from inorganic objects, i.e. non-life, and dead organisms, being manifested by growth through metabolism, reproduction, and the power of adaptation to environment through changes originating internally. A physical characteristic of life is that it feeds on negative entropy.[1][2] In more detail, according to physicists such as John Bernal, Erwin Schrödinger, Wigner, and John Avery, life is a member of the class of phenomena which are open or continuous systems able to decrease their internal entropy at the expense of substances or free energy taken in from the environment and subsequently rejected in a degraded form (see: entropy and life).[3][4]

A diverse array of living organisms can be found in the biosphere on Earth. Properties common to these organisms—plants, animals, fungi, protists, archaea and bacteria—are a carbon- and water-based cellular form with complex organization and heritable genetic information. They undergo metabolism, possess a capacity to grow, respond to stimuli, reproduce and, through natural selection, adapt to their environment in successive generations.

An entity with the above properties is considered to be a living organism, that is an organism that is alive hence can be called a life form. However, not every definition of life considers all of these properties to be essential. For example, the capacity for descent with modification is often taken as the only essential property of life. This definition notably includes viruses, which do not qualify under narrower definitions as they are acellular and do not metabolise. Broader definitions of life may also include theoretical non-carbon-based life and other alternative biology. Some forms of artificial life, however, especially wet artificial life, might alternatively be classified as real life.

[...]

- Diz o wittgenstein a um amigo: "porque é que se julgava que o sol rodava em torno do sol?" "ora, é óbvio: porque olhando para o céu, parece que o sol roda em torno da terra!!" "mmm... então, o que teria de se ver para parecer que era a terra a rodar em volta do sol?"

(retórico)

- tb vi uma apresentação do TED com o Ze Frank, um dipo que desconhecia por completo, mas que pelos vistos é uma netpersonalidade.

- e finalmente, a apresentação que gostei mais do TED, de todas as que vi (e há muitas muito boas), foi esta:

Sir Ken Robinson: Do schools kill creativity?

Sir Ken Robinson makes an entertaining (and profoundly moving) case for creating an education system that nurtures creativity, rather than undermining it. With ample anecdotes and witty asides, Robinson points out the many ways our schools fail to recognize -- much less cultivate -- the talents of many brilliant people. "We are educating people out of their creativity," Robinson says. The universality of his message is evidenced by its rampant popularity online. A typical review: "If you have not yet seen Sir Ken Robinson's TED talk, please stop whatever you're doing and watch it now."

A sério. Vejam.



domingo, 25 de novembro de 2007



i feel these wires...

a minha estante novinha em folha chegou há poucos dias atrás. desde que chegou que tenho estado a enchê-la dos livros que até agora têm estado em caixotes. o mundo mudou, agora podem mostrar-se de novo ao mundo, lustrosos, repletos de ideias. apetece-me lê-los quase todos outra vez.

além dos livros, tenho estado também a seleccionar papelada que tinha arquivada. desenterrei centenas de impressões de coisas que tirei da internet entre 92 e 95. de gophers, de sites de ftp anónimo, das primeiras páginas do world-wide-web. percebi que me lembrava de vários destes artigos. sobre os memes do dawkings, sobre a abolição do trabalho, sobre as mailing lists future culture do andy haws e a leri "trip". recordei vários artigos sobre hacking e cifra. vida artificial, biotecnologia, o teste de turing e como enganá-lo, o internet worm que em tempos "mandou abaixo a internet", sobre lógica e formas de argumentar, sobre suicídios e as melhores formas de o realizar, sobre lilith e vampirismo, sobre o philip k. dick, sobre religião e ateísmo, sobre liberdades individuais, inúmeros textos e estórias de ficção de autores sempre desconhecidos, até o nome das máquinas de onde os imprimia: tutor, scallabis, amadeus. textos integrais de filmes, de espectáculos como o do monty python no hollywood bowl, do faq do blade runner (entre outros), como enrolar um charro (!), e muitos outros.

tenho pena de os deitar fora. são como arqueologia de mim mesmo. mas só vou guardar alguns.

percebi que, se calhar, muito do que sou hoje se deve a essa descoberta ocasional da internet, quando queria escrever rm para ver os parâmetros deste comando, em unix, e escrevi rn, acrónimo de read news. descobri os newsgroups, depois o gopher (uma espécie de antecessor do www), depois vieram os primeiros sites, os browsers Mosaic (com o fantástico mundo a rodar) e lynx (modo texto). encontrei textos que tinha esquecido, muitos que não li sequer, mas vários outros recordo quase na perfeição, e tiveram muita influência na formação do meu pensamento e ideias. deixado à solta num novo mundo.

agora com a música a tocar (o random começou no "tá fazendo um ano e meio" do jobim), fui buscar um moscatel, e vou continuar a tarefa.



sexta-feira, 28 de setembro de 2007



Feliz aniversário a mim! :-)

Pois é. Demasiados anos, ao que parece. Estalava os dedos, snappp, e 10 anos a menos. Ai que bom seria. Não me esquecia das coisas outra vez, e tal e tal, o resto. Esqueci-me o que era. O tempo não voa, zarpa a velocidades intersuperduperespaciais, por entre as dimensões do espaço.

E pior que isso, precisávamos de outro lifetime só para rever todo este. E não é um desperdício, perder o tempo que ainda temos a lembrar como foi o que já passou? Mazé olhar para a frente.

O que eu sei é que me apetece mergulhar.

Estive na Irlanda, entre Dublin e Dingle Bay, conduzindo pela esquerda e esmurrando a janela para mudar as mudanças. 8 em 10. :-) Depois Londres, a Metrópole. A rotina do costume. A exposição dos guerreiros de terracota, um dos pontos altos, no British Museum. Uma revisita à Tate Modern. Mas a Saatchi é que domina, e essa não revisitei.

Viagem toda em low-costs amarelos e laranjas, apertados e a pé pela pista. O que importa, se é barato? Há algo de surreal em comprar bilhetes a 1 cêntimo (+ taxas).



terça-feira, 28 de agosto de 2007



Palma Vintage

Jorge Palma - Olá (Cá estamos nós outra vez)



quarta-feira, 15 de agosto de 2007

domingo, 5 de agosto de 2007



Aladino: FRAUDE!

Estava a ler um livro do Orhan Pamuk (The Black Book) quando encontrei uma passagem que me chocou pelo que revelava:

Pelos vistos, a estória de Aladino, das Mil e Uma Noites, não fazia parte das Mil e Uma Noites, tendo sido adicionada pelo tradutor francês, e a partir daí incorporado o texto.

A investigação na net revelou o seguinte na Wikipedia (link):

«No medieval Arabic source has been traced for the tale, which was incorporated into The Book of One Thousand and One Nights by its French translator, Antoine Galland, who heard it from an Arab Syrian Christian storyteller from Aleppo. Galland's diary (March 25, 1709) records that he met the Maronite scholar, by name Youhenna Diab ("Hanna"), who had been brought from Aleppo to Paris, France by Paul Lucas, a celebrated French traveller. Galland's diary also tells that his translation of "Aladdin" was made in the winter of 1709–10. It was included in his volumes ix and x of the Nights, published in 1710.»

Mas o engano não acaba aqui, ohpoisnão! Acredite-se ou não, o Aladino era chinês!!

«Note that although it is considered an Arabic tale either because of its source, or because it was included in The Book of One Thousand and One Nights, the characters in the story are neither Arabs nor Persians, but rather are from "China". The country in the story is however an Islamic country, where most people are Muslims.»

E pior que tudo, era um malandro! Veja-se o texto: «There was [once] in a city of the cities of China a man, a tailor and poor, and he had a son by name Alaeddin, who was perverse and graceless from his earliest childhood.» (link)

Lembro-me de ser gaiato e ter um livro do "Ali Baba e os Quarenta Ladrões", no entanto. Dessa, quase me lembro das ilustrações quando o sésamo se abre. Um lugar secreto e mágico, repleto de perigos.



quinta-feira, 2 de agosto de 2007



Ai Caparica

Já a Costa da Caparica... é uma dor. As praias com pouca areia, muita gente, os bares que acham por bem brindar-nos com um sonzinho brasileiro vários decibéis acima do agradável (porta sim, porta sim), o permanente ar de obras&estacionamento a ferir os olhos (hey? dunas? onde?), aqueles mamarrachos cor-de-rosa mesmo junto à praia, os caixotes a abarrotar de lixo.

A Costa da Caparica, pelo menos no que se refere à parte junto às praias, é um local extremamente desagradável por onde andar, para mim um exemplo daquilo que uma zona balnear/turística NÃO DEVE SER.

Mas claro, quem sou eu?





Ouro no Tejo

Alguns dos minutos da viagem Lisboa-Porto de Comboio valem o seu peso em ouro. Os primeiros, quando a linha vai lado a lado com o Tejo, a poucos metros de distância. Hoje a água estava lisa como não me lembro de a ter visto antes, noutros dias a margem de lá está escondida pela névoa. São 4 ou 5 minutos, mas é uma forma bonita de começar a viagem.

A viagem tem outras três passagens mais interessantes: o rio Mondego, ao passar Coimbra, a praia em Espinho, e as encostas do Porto, ao passar a ponte no Douro.



sexta-feira, 27 de julho de 2007



100% Manhã de Abril

Um amigo de longa data pediu-me para escolher o melhor conto que jamais li. É uma pergunta difícil, mas lembrei-me de imediato de um. Fui procurar aos livros que li este ano, e rapidamente o descobri. O livro chama-se «The Elephant Vanishes», o autor é o Haruki Murakami. O conto chama-se «On seeing the 100% perfect girl one beautiful April morning». É uma pequena história, muito simples, improvável até, mas que me deixou com um grande sorriso nos lábios.

E como a net é omnisciente, encontrei o texto integral online. Aqui, em formato de imprimir e ler, e aqui, em formato ilustrado para ver/ler na net.



domingo, 15 de julho de 2007



Eleições na Capital

Depois de conhecidos os resultados das eleições em Lisboa, esta noite, foi bom - muito, muito bom - ver a reacção do povo Lisboeta, feliz nas ruas, a dançar em rodopios e entoar cânticos de esperança no futuro que está ao redor da esquina. Finalmente, a câmara está em boas mãos. Finalmente, acabaram-se as estorietas foleiras de corrupção, favores, e falta de profissionalismo. Finalmente, alguém em quem podemos confiar, alguém que saberá dar bom uso aos dinheiros públicos, que tem visão e estratégia a longo prazo, e que será capaz de transformar Lisboa numa capital não apenas Portuguesa e Europeia, mas Mundial. Vêem aí os espaços verdes, o controlo de poluição/tráfego/ruído/publicidade, a limpeza dos espaços públicos, a qualidade nos transportes públicos, o apoio às iniciativas culturais, a reaproximação entre as pessoas e a metrópole, a recuperação do património, e tantas outras coisas.

Finalmente, suspira-se de alívio, acredita-se agora, reacredita-se, que chegaram dias melhores, dias de competência e confiança e energia.

E em todas as pessoas da cidade, sem excepção, se via o mesmo sorriso, o mesmo brilho nos olhos. Foi assim.



quinta-feira, 5 de julho de 2007



Lembrei-me agora...

... que se apertar ainda mais a largura da coluna deste blog, vai parecer que escrevo muito mais do que escrevo.

Como já temos todos muito pouco tempo para isto de andar a «bráusar nos sítios da internet» (sic), talvez fosse boa ideia. Toda a estreitar o canal de comunicação. Entre tu e eu, leitor, há umas 20 letras de cada vez. Não há tempo a perder. Clica lá no link e pisga-te pr'outro lado. :-) Boa Biage.





Tenho aqui por casa...

... umas pepitas achocolatadas com interior de grão de café.

Foi a minha irmã que m'as trouxe dos Açores distantes. Não que se não vendam no c/Continente, mas só pra dizer que vêm da antiga e genuína Atlântida Lusa, verde como o sol e calma como uma brisa de verão num dia quente, fresca como o orvalho num dia de inverno, ... (bom, e outras comparações Com Como, o que lhes tira o título de metafóricas).

Seja como for, a mensagem que aqui queria deixar, à laia de post-it eléctro-cibernético, é que estas pepitas de café, que se petiscam distraidamente quais cajus, são uma Bomba de Manter Acordado. A sério. São 22:02 quando vos escrevo, e ainda estou eu aqui de olhi 'squero aberto, e olhi'd'reito aberto, sobrancelha franzida.

Depois desta importante mensagem, queria exprimir uma veemente indignitude. Acho mal ao acordo ortográfico. Acho mal. Não a este, note-se, mas ao outro. O que nos roubou os acentos nos advérbios de modo. Distraídamente inválidos. Só me apetece usar tremas com freqüencia, como vingança deles, tinoni nos semáforos de limusina preta a apitar zuuuum.

Tinha eu começado com pepitas mulatas, e acabo com um círculo de luz recordado na noite, ali em Belém. Belos concertos, os do África Festival. A começar na Mayra e passando pelo Mali.

Oh. Até parece que está aí o Verão.



quarta-feira, 20 de junho de 2007



Espaço, Espaço, Espaço.

Deve ser algo associado ao Homo Sapiens Sapiens. Tem tendências estranhas para crescer e se multiplicar.

E os meus bytes também. Devem ser Bytes Sapies Sapies.

Primeiro comprei um disco de 300gb. "Vai durar-me a vida inteira". Chamei-lhe "Fat Charlie", em homenagem a um personagem de um livro cujo título não vou referir como prova de erudição tácita. Uns 10 meses depois, teve uma irmã, "Baby Jane", do mesmo tamanho (irmãos gémeos). Durou outro tanto. Hoje veio o 3º filho, com 500gb. Destinado a durar quantos meses? Ainda não sei como lhe chamar. Tem um ar mais agressivo que os pais/irmãos, mais tipo cylon. Mas não vou dar um nome não-querido. Na-na-na. Alguém tem sugestões?

Será que os bytes importam mesmo? E eu, importo-me?

E note-se: são tudo bytes legais!



segunda-feira, 18 de junho de 2007



Quais Imperfeitos Qual Carapuça

Quantos rostos veremos durante o nosso tempo de vida?

Quantas pessoas conhecemos, nesse período?

Qual a probabilidade de ver pela segunda vez uma pessoa que se viu antes?

Quantas vezes recordamos o passado, pequenos e felizes memórias? Há mais tempo de memória que de dia-a-dia, a partir de determinado tempo.

Quantos pensamentos pensamos, durante um dia normal?

De que cor são os meus sapatos?

Mmmm. Compreendo o que dizes, aí tu de vermelho e dentes, mas não falamos. Passo de comboio, e tu ficas para láaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Ou estou eu parado e passas tu?

Tenho lido muito, ultimamente. Há livros que se agarram e nos agarram a nós. Não se conseguem soltar, nem nós deles. É preciso comê-los, palavra por palavra, capa a contra-capa.

Mas mesmo esses, quanto tempo duram em nós?

Feliz mesmo era quando tinha o Vasco Granja e o Sport  Billy na televisão (quarta-feira de manhã, escondido atrás do sofá). Agora é mais do mesmo, é Attention Deficit Disorder - Adquirida, hem, o que disseste? zuuuum. Esqueci-me. Ups. Deixa-me tomar nota. Notas.

Somos o que fomos, ou somos o que fomos?

A mim, o que me apetece são férias. No Mali e Bamako, no Chile e na Mongólia. E debaixo de água. Claro. Onde é o Norte? e o Sul?



quarta-feira, 6 de junho de 2007



Cordel do Fogo Encantado

Além de terem um nome fantástico, estes senhores brasileiros deram um concerto completamente alucinado de energia o ano passado em Sines. O Luis Rei tem uma entrevista interessante, em 3 partes (um dois três). Mas mais interessante é mesmo ouvir! Genial!



segunda-feira, 4 de junho de 2007



Mais Serralves

Parece que se começa a tornar hábito, estar nas 40 horas de Serralves. Há muitos espectáculos que não são nada de especial, mas outros que valem muito a pena, e o melhor de tudo é o ambiente, o espaço, o parque agradável, dia e noite.

Pronto, admito. O que gosto mesmo é isto de se poder passar lá a noite, com as lanterninhas do BPI, muitas centenas de pessoas a cirandar pelos jardins.

Este ano o meu favorito foi o espectáculo "Contigo" no «mastro chinês» de João P. Pereira Santos coreografado por Rui Horta. Um espanto. Encontrei aqui uma foto.

Só por isto, valeu a pena. :-)



terça-feira, 22 de maio de 2007



Rachid Taha

Este tipo vem ao festival de Sines, no Verão.

Apaixonei-me por ele depois de ver este espantoso video-clip. Memorável.

:-)



terça-feira, 15 de maio de 2007



Da Avis São Tótós

Na semana passsada, havia uma publicidade à Avis na rádio que começava dizendo que tal como o Einstein tinha o E=MC^2, a Avis tinha o A=MT^3. "Milhas a triplicar", diziam, "A matemática agora é fácil", diziam.

Alguém confundiu o "ao cubo" com "vezes três".

Passou o fim-de-semana, e corrigiram a publicidade. Deixaram o Einstein e a facilidade da matemática.

Tótós.



quinta-feira, 1 de março de 2007



Anunciando: O Primeiro Blog Eterno

Fica a promessa, aqui hoje dia 1 de Março de 2007:

ESTE BLOG VAI DURAR PARA SEMPRE

(enquanto conseguir ler e escrever, pelo menos).

 

Escreva-se.



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007



Eu, Como Ser Humano

Acho mal a Internet ter acabado. Não vejo porque tinham de desligar os servidores e parar com tudo. Metade do planeta já dependia dos bits que circulavam à velocidade da luz pelos fios transcontinentais e internacionais. Deixar de ter mail, web, msn, blogues, ftp, udp, tcp, rtp, é má cena. Acabou a wired, o diário da república online, os homebankings, os sites porno, o google, a á-má-zón, o aifive, os vídeos do yutub, os dáunloads, os vírus por email e o sssspam.

Não sei quem é o responsável, nem quais foram os critérios para a decisão, mas a Internet vai deixar saudades. Já a partir de hoje à meia-noite.

Adeus, Internet. Até ao teu regresso.

[estão de volta os pombos e os sinais de fumo]



domingo, 28 de janeiro de 2007



A realidade num telegrama

O caso do sargento do exército condenado a seis anos de prisão por rapto da criança que pretende adoptar, e que permanece "a monte" com a mãe adoptiva, parece lembrar-nos de que ainda é possível sentir e agir por causas (neste caso, amor paternal), mesmo que a defesa disso implique consequências trágicas e altamente penalizadoras. Na nossa sociedade light actual, superficial e de amores de revista, de frases cínicas e políticas e mentiras, de "tendo em consideração que...", de revistas de fim-de-semana, amores televisivos, isto parece uma irrealidade. Muito pouco hedonista, diga-se (caso o ponto não estivesse claro).

Já a Ana Gomes não sei o que quererá. É óbvio que o(s) Governo(s) sabiam dos voos ilegais da cia, ou sou só eu a ver isto? Se não sabiam, só por auto-inépcia ou incompetência. Espera ela vê-l'Os admitir isso, quando o Nosso Durão até apertou a mão Aos Outros nos Açores (pode arquipélago, que não merecia isso)? [este tema não merecia estar misturado com o anterior]

E finalmente, na régia Câmara Municipal de Lisboa, reina o caos urbanístico, com vários casos de suspeitas de corrupção. Parece que houve até um Vereador que veio a público denunciar uma tentativa de corrupção de que foi alvo (e o respectivo Corruptor). Inacreditável! Como é possível que se tenha tentado corromper um Vereador!?!?! Como é possível?! Num estado de direito democrático desde uma manhã de 1974?! [ironia][haviam de ser todos deportados][ou deixados em tanques com sanguessugas, suspensos ali ao Rossio para todos verem].

Stop.



domingo, 21 de janeiro de 2007



Ser Silenciosamente Tristonho Sombrio e Calado

«[...] The big boys left. We remained sitting. Peder was taciturn. Peder is the only person I describe in such a way. When Peder elected to be silent, he truly became taciturn. Now he was taciturn as never before. I've learned to live with it. If there's anything in this world I'm able to do it's to be in the company of taciturn people. All you have to do is shut up yourself and see who says something first. Peder lost. [...]» - The Half Brother, de Lars Saabye Christensen.

Do you feel lucky?



quarta-feira, 17 de janeiro de 2007



Isto Somos Nós

Este tipo faz-se, mais às suas letras. Eu sou um desses, hedonistas e ateus.



segunda-feira, 15 de janeiro de 2007



Os Procrastinadores

Li algures que há duas pessoas no mundo. As que fazem a cama todos os dias de manhã quando se levantam, e as que não o fazem.

Desde muito cedo que optei, neste assunto, por [espaço em branco], o que obviamente me coloca na categoria dos [outro espaço em branco]. Fiquei classificado perante o mundo e por vós que me observais criticamente bordeado de verde.

À classe dos que não a fazem, podemos chamar de Os Procrastinadores. É um nome feio, mas a desajeitada palavra até vem do latim (o que desde já nos diz muito sobre esse povo, não?).

Este nome lembra-me o de um filme francês que estreou há um ou dois anos, mas não me consigo lembrar do nome, até porque não tive oportunidade de o ver.

De resto, são pessoas normais, que não se reconheceriam nem no metro nem no BMW ao teu lado no semáforo. Cada um sabe de si.

És um procrastinador?

(só a palavra parece um pecado)



quarta-feira, 3 de janeiro de 2007



Ora aqui/aqui/aqui... temos o novo ano, não é?

Dizem que sim. Na ponte havia muitos carros em segunda fila, para ver o fogo de artifício. Em França, em algum lugar, houve quem protestasse contra o novo ano. "Fiquemos em 2006", "Foi um bom ano, não queremos 2007!", parecem-me boas palavras de ordem. Sempre me pareceu que o dia 31 de Dezembro deveria ser suprimido. E alguns outros, agora que penso no assunto. Na ilha da Madeira, gastou-se mais de um milhão de euros num fogo de artifício de 8 minutos, que entrou para o guiness. Estás a dar razão ao Sócrates, Alberto João. "É MENTIRA!" Olha que não é.

Amanhã vou definitiavmente mudar-me para a casa nova. Com vista para a ponte, totalmente desprovida de móveis a não ser a cama, mas quentinha. Com muito tempo e livro para ler, e durante uns dias, sem internete. Vou deixar crescer uma barba  branca (coloro-a com pó de talco talvez), andrajar as roupas, e deixar de falar. Enviei as bagagens à frente, por correio expresso, espero que já lá estejam quando chegar. Não queria ter de ir a Hong Kong buscá-las. Ou queria?

Mataram o Saddam, e não me apraz comentar nada sobre isso. É lá com eles. É uma espécie de aleatoriedade sincronizada.

Acabei de ler o "Crónica de um Pássaro de Corda", do Haruki. Pode ser a grande obra dele, mas preferi o "Norwegian Wood", mesmo gostando bastante. Acho piada a haver fios soltos, meadas desatadas, não me incomoda. O livro a meio pareceu faltar-lhe fôlego, mas irrompeu para o final como um cavalo numa corrida, e o ambiente era tudo. Curiosamente, numa estória tão passada dentro de sonhos, havia muita escuridão, e luzes que se acendiam ou apagavam. Mas não era o personagem principal quem flipava o interruptor.



domingo, 31 de dezembro de 2006



KingCard

Há uns meses atrás, os senhores do King (Medeia) zangaram-se com os senhores do Card (Alvaláxia). Como consumidor, fiquei insatisfeito: se para o ano quiser aderir pela 3ª vez, tenho de optar, e pelo mesmo preço ter metade das salas.

Hoje, no entanto, e depois de vários meses, voltei a ir ao Alvaláxia. Não sei quais foram os motivos para levar a Medeia a romper o cordão com o Alvaláxia, mas eu se calhar teria feito o mesmo. As duas "cadeias" de cinema não jogam no mesmo campeonato. Para comprar bilhete tive de esperar que quem estava à minha frente na fila comprasse as suas pipocas. A alcatifa da sala está nojenta. Escolhi uma fila, que ainda estava vazia, que pessoas da fila da frente usavam como caixote do lixo: pacotes de pipocas e copos de plástico. Os da fila de trás, com o final do filme, sentiram necessidade de comentar uns com os outros o que estava a acontecer, mostrar que percebiam a complexidade do argumento, como se estivessem na bancada de jornalistas de um jogo de futebol.

É suposto isto agradar-me? Para isto ia às salas da Lusomundo.

Apesar de ficar a perder com a separação, provavelmente também teria optado por pela.

E isto para nem falar do anúncio ao KingCard que passava antes dos filmes, uma realização para atrasados mentais.



sábado, 30 de dezembro de 2006



Vida acordada

 

Há quatro anos atrás vi um filme chamado "Waking Life" do Richard Linklater (fiz vários posts sobre isso na altura), todo ele um sonho do início ao fim. Ontem vi um chamado "A Ciência dos Sonhos", em que o personagem principal (representado por Gael García Bernal) tem sonhos muito vivos, que se misturam com a sua vida acordado (waking life...). Totalmente onírico, e com um humor divertidíssimo, não é fácil perceber quando estamos no sonho ou na realidade, porque não estão lá as fronteiras. Não era o Jorge Palma que cantava que "na terra dos sonhos podes ser quem tu és"? Com este filme aplica-se uma analogia deste tipo, e vou fazer por rever o "Waking Life".



sexta-feira, 29 de dezembro de 2006



Hospital de Matosinhos: demitiram-se 19 directores de serviço

O que eu acho sobre o assunto? sem conhecer os detalhes da situação, e sabendo que o sistema de controlo de assiduidade assenta em biometria (não facilmente contornável), acho que a classe médica, tão auto-protectora, tem de perceber que não é mais que os outros. Se há problemas de assiduidade de médicos, e esta é uma forma de o evitar, e ainda por cima está legislada há 8 anos, sinceramente, "come e cala". Eu sou informático (e empresário), e se tivesse de o fazer, apesar a contra-gosto teria de aceitar, não me ia demitir de funções. E mais, não percebem esses senhores e senhoras, que a imagem que transmitem é de que querem ficar acima das regras (tal como, aliás, tb sucede com os juízes).

Não deixam de merecer o respeito de todos, e de a sua capacidade profissional ser digna de respeito e até admiração. Mas a lei é para se cumprir, não somos crianças. Isto aconteceria num país nórdico?



quinta-feira, 28 de dezembro de 2006



Amores Insuspeitos

Fui ver este filme. Fiquei confundido com a título, uma vez que o nome no original era "La Moustache", a bigadaça. O filme está bem feito, mas rapidamente se percebe que todos os cenários são desprovidos de sentido, excepto o da loucura do actor. Gostei dos actores, gostei do clima. Não me desagradou especialmente o fim ser aberto (aliás, acho que era tarde demais para construir fosse o que fosse), já o esperava, mas não se percebe nada de mais. Parece que ele se perdeu dentro dele. Quando as pessoas na rua o vêem de bigode, mas não a mulher nem colegas ou conhecidos, parece que vive numa realidade diferente, como que se a vida dele se estivesse a fragmentar. Das duas uma: ou se trata de uma conspiração, ou são tudo alucinações (até de quem o vê na rua). A alucinação, numa actor tão real, não parece credível. Se calhar por isso é que tem piada.

Eu cá, não tenho bigode (às vezes barba bem preta, quando me distraio), nem estou alucinado. Gostaria, no entanto, de ter eu mesmo um final em aberto, como o deste filme.

Agora, que não percebo o título, é um facto.





Muitos me perguntaram...

Porque mudei o meu blog para estar numa cor... bem... verde. Respondi-lhes que deus é grande, e que o ano de 2007 vai trazer a eles (note-se bem a forma) o maior acercamento de novidades que jamais foi visto por estas paragens e companhia.

Pareço um jovem a quem foi dado um brinquedo novo. E até foi, mas não vos direi qual. Portanto, verde ficará.

Estou a ler outro livro do Murakami, o do pássaro de corta. Bem fixe: o homem passa-se. Romances e ficção bem que a leio numa semanita, os técnicos luffa luffa, são uma locomotiva a vapor e bastas vezes adormece no caminho. Não que o conhecimento não faça falta, mas às vezes dá sono.

Ando estes dias nas mudanças finais para a minha casa nova. Tratei do gás, e de mais 2 ou 3 toneladas de caixotes, tive de recorrer aos anões do costume para tratar do transporte, servis são felizmente, sem queixume ou desagrado expresso (visivelmente que seja).

As palavras dançam, não é?

O que se faz com um processador de texto aberto? parece que as pa-la-vri-nhas querem vir cá para fora sozinhas, onde estavam? parai, dedos! AI É UM CANVAS BRANCO UMA PINTURA SOBRE A VIDA E TAL E TAL.

O tanas. Mas é giro à mesma.

Sou trintão. Dos que se lembram d'O Tal Canal, e ainda acham o Blade Runner um dos melhores filmes de sempre.

(não são boas palavras para pôr numa lápide, não insistas).





Estou de volta!

Sim, é verdade!!! Tremei, tremei, vis e distraídos mortais, pois eis-me finalmente devolvido à forma humana, e agora sem bigode. Esperem só, pois postarei aqui as mais mordazes comentárias que pelo dedo-afincado se afigurarem passar. E mais vos digo: bom 2007 e tal!



quarta-feira, 13 de setembro de 2006



Gritamontes, s.m.
Pessoa sem auto-controlo vocal, que fala sem perceber que está a incomodar pessoas nos 3 quarteirões em redor.
Provoca incremento na taxa de aquisição de auriculares e leitores de mp3.



domingo, 6 de agosto de 2006



HOME SUITE HOME
Muito depois do que esperava e queria, tenho a minha casinha!!! :-):-):-):-):-):-):-):-)



terça-feira, 1 de agosto de 2006



Israel e o Líbano

Israel e o Líbano

Antes de esta estória toda acontecer, a minha crítica sempre foi para Israel, a potência regional apoiada pelos todos poderosos EUA, que usava e abusava do seu poder militar para fazer o que lhe aprouvia. Recentemente, e sem por isso ter mudado da esquerda para a direita (porque sempre fui uma pessoa de esquerda), apanho-me a apoiar Israel.

A verdade é que o país não tem uma posição fácil, rodeados por países em que parte das forças politicas tem como primeiro objectivo o extermínio de Israel. Leio quase todos os dias os típicos editoriais europeus sobre as baixas, apelos à paz e negociação, criticas à devastação causada por Israel, mas é bom de ver os raptos e assassinatos terroristas que estiveram na origem de tudo isto. É bom de ver que já choveram 1400 rockets sobre Israel, que só não destruíram escolas e mataram dezenas de crianças porque não calhou ainda.

Imaginemo-nos no Alentejo, sensivelmente do mesmo tamanho que Israel. Ali das bandas de Badajoz uns caramelos terroristas radicais desatavam a mandar mísseis para Portalegre, Évora e Beja. O governo de Espanha ficava calado. As Nações Unidas e NATO idem, impotentes. O Alentejo sozinho tem umas 50x o poderio militar (e gastronómico) de toda a Espanha. Vão ficar a ver, parados, com os ditos caramelos terroristas assassinos indiscriminados a rir-se ali ao lado?

GET A GRIP, FONIX.

Estou farto da nossa imprensa.

É verdade: provavelmente nem tudo o que lemos é verdade, mesmo no relativo aos “factos”. Israel respondeu depressa demais, estaria tudo planeado. Mas a situação não é simples, e eles têm o direito de se defender. Desta vez, reconheço-lhes a razão.

E MAIS

No festival de música do mundo de Sines, tradicionalmente um evento de esquerda, houve várias alusões à situação. Rabih Abou-Khalil, libanês, limitou-se a dizer como resposta a um grande cartaz no público de apelo à paz: “Stop the Bombing”. Suponho que se referisse a AMBOS os bombardeamentos. Estou de acordo.

O apresentador do costume, no entanto, foi mais longe: “A paz não é justificação para a guerra.”. Uma frase de animar hostes, claramente. Porque basta andar 50 anos para trás, e a Adolf Hitler e aos nazis, para se ver como esta afirmação se torna vácuo rapidamente. Ou voltemos a Sarajevo, para não irmos tão longe.

GET REAL. Esta cena europeia do diálogo só resulta quando de ambos os lados da mesa de negociações não são loucos assassinos terroristas.

(PS: também não acho piada nenhuma nem ao IRA nem à ETA. Esta cena de assassinar pessoas é ANIMAL, e não há romantismos que o escondam)



domingo, 16 de julho de 2006



Está TUDO ligado

Está TUDO Ligado

Não é que o responsável pela experiência de obediência, Stanley Migram, teve também um papel importante na experiência dos Six Degrees of Separation” (aquela que diz que qualquer pessoa do planeta está separada de qualquer outra pessoa por apenas 6 conhecimentos).

O rapaz introduziu ainda o conceito do “Estranho Familiar”, alguém que reconhecemos do dia-a-dia, mas com quem não interagimos.

«Somebody who is seen daily on the train or at the gym, but with whom one does not otherwise communicate, is an example of a familiar stranger. Interestingly, if such individuals meet in an unfamiliar setting, for example while travelling, they are more likely to introduce themselves than would perfect strangers, since they have a background of shared experiences.»





Estes humanos são doidos

Estes Humanos São Doidos

Em tempos acho que postei sobre a “Stanford Prison Experiment”, um estudo em que se analizou o comportamento dos HUMANOS em situações guarda-prisioneiro. Acabou por se abortar a experiência, mas não sem antes se perceber que – mesmo em condições controladas – a nossa espécie... não regula bem (nota: trata-se de terminologia científica).

Outra experiência interessante de é a “Milgram Experiment”, em que se procurou analisar (no seguimento da 2ª guerra mundial e das acções dos porcos nazis) até que ponto somos obedientes, mesmo quando essa obediência significa realizar actos de crueldade. Mais uma vez, a conclusão (infelizmente) é de que somos pirulas de todo. Pelo menos 65% de nós, independetemente do sexo.

Aprende-se muito, na wikipedia.


 





Israel e Alentejo

Israel e Alentejo

Acabo de confirmar. Israel tem 22.145 km2. O Alentejo tem cerca de 26.000 km2. Vão-se lá lixar com as guerras e os mísseis.





Médio-Oriente, um post político

Médio-Oriente

Era bom que os problemas acabassem de uma vez. Mas seria preciso muito optimismo para acreditar nisso. Ambos os lados tomaram posições e fizeram coisas que pessoalmente me chocam, tudo por um território “do tamanho do Alentejo”, e fundamentado em religiões diferentes e ódios irreparáveis.

Vale a pena perder algum tempo a aprender sobre o assunto. Recomendo a wikipedia, começando com a página de Israel.



terça-feira, 20 de junho de 2006



Back From Mex

Pouco depois de entrar no avião, todos os pensamentos relacionados com trabalho desapareceram como por magia. Fui para o México, aproveitando a semana com 2 feriados para ter uma semana de mergulhos e férias há muito necessárias.

O México, na zona da Riviera Maya, é quente. Quente, e húmido. E em termos de mergulhos, não fosse pelos Cenotes, não valia a pena, pelo menos se comparado com o Mar Vermelho ou Maldivas. Os destaques vão para o magnífico e quente mar, para o mergulho nos cenotes (Dos Ojos), e para Chichen Itza, a impressionante cidade Maia habitada por Quetzalcoatl.

Neste tipo de viagens “de Hotel”, nunca se fica a conhecer muito da verdadeira cultura de um país. Mas o que vimos (e comemos) já deixaram um sabor interessante. A mim, pareceu-me que o México, como país, é uma espécie de Portugal, com um passado Histórico riquíssimo, e um presente a lutar pelo desenvolvimento. Algo que me surpreendeu foi ler que cerca de metade do território (incluindo o Texas e Los Angeles) foi perdido na guerra com os Estados Unidos. Ao menos por aqui foi só Olivença.

Teria sido bom ficar mais uma semana. Não tanto pelo jogo da bola que se realiza amanhã, mas pelo solstício de Verão, altura em que seria especialmente interessante estar em Chichen Itzá.



segunda-feira, 12 de junho de 2006



Férias

A verdade, ao que parece, é que só posto aqui quando vou de férias, ou para vos dar a conhecer de um qualquer facto diverso que me apraz criticar. Pareço o pulido, eu sei, eu sei, mas ao menos não estou na última página de um jornal. Certamente que estarei à frente de muitas outras páginas!

Ontem conheci o autor do google. Tem milhares de pequenos gnomos em caves e sub-caves, e é quem diariamente escreve, uma por uma, todas as páginas de resultado do Google, a Matrix dos nossos dias. É através dele, e da sua sabedoria sobre todos os temas, que somos diariamente informados e desinformados, é o nosso amigo inimigo, a trabalhar afincadamente atrás de uma mesa de madeira clara.

Teca teca teca teca teca teca teca teca teca teca

Lá vai outra edição do google news. Daqui a 5 minutos sai outra, não me posso desconcentrar.


Vou mergulhar para o México. Durante estes dias, só vai haver páginas de arquivo para consultar.



quarta-feira, 24 de maio de 2006



Ora voa, tempo!!!

De: http://www.cronicasdaterra.com/cronicas/
Alguns nomes do FMM Sines 2006:

- Boris Kovac (Sérvia)
- Toumani Diabaté & Symmetric Orchestra (Mali) (espero que desta vez o Toumani venha, não se balde como em Famalicão)
- Trilok Gurtu (Índia)
- Värttinä (Finlândia)
- Cordel do Fogo Encantado (Brasil)
Ivo Papasov (Bulgária)


YES! :-)

Obrigado Sines! (ai... os prazeres do Verão...)



quarta-feira, 12 de abril de 2006



Remember, remember the fifth of November
The gunpowder treason and plot.
I see no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot.



domingo, 19 de março de 2006



OBRIGADO BAGÃO! OBRIGADO SÓCRATES!!!

Este ano, vou pagar mais de 800€ de IRS. Obrigado. É a minha contribuição para a melhoria da economia portuguesa. Ainda bem que estamos todos a apertar o cinto:

BCP atinge lucro recorde de 753,5 milhões em 2005

Lucro da EDP em 2005 supera previsões e sobe quase 300 por cento ("lucro líquido de 1,07 bilhão de euros")

Lucro do BPI ascende a 251 milhões de euros em 2005 (+30% que em 2004)

Portugal Telecom anuncia lucro líquido de 654 milhões de euros em 2005

Lucro da Galp aumenta 80% com alta do petróleo ("lucro de 399 milhões de euros de Janeiro até Setembro")





Oficina da Terra: 5 anos

Em 2000, na ida rotineira à FIL Artesanato, já no Parque das Nações, vi pela primeira vez um casal de artesãos que trabalhavam sob o nome "Oficina da Terra". Não só as peças que faziam, em barro, são absolutamente mágicas, como "A Oficina", o Tiago e a Magda, eram super-simpáticos e fixes.
Reparei que até tinham um site, e quando voltei à FIA poucos dias depois ofereci-me para os ajudar com ele, o que cordialmente recusaram. :-)
Nesse ano viriam a ser premiados, com o 1º prémio de artesanato contemporâneo. Com o tempo, acabei por os visitar em Évora - onde fica a galeria da Oficina da Terra, conhecemo-nos melhor, e acabámos amigos.

Fiquei fascinado com o trabalho deles, e acabámos por nos ir falando, não só em idas a Évora como por mail, e no final desse ano, o novo site da Oficina da Terra foi o primeiro projecto que fizemos na recém criada |create|it|. Um site simples, atraente e elegante, e que viria a ser muito bem sucedido, e de onde o Tiago e a Magda vendem hoje online para todo o mundo. Não graças a nós, note-se, mas ao empreendorismo deles!

Nesta sexta-feira, dia 17 de Março, estive no aniversário dos 5 anos da Galeria-Oficina em Évora. Dia 1 de Dezembro far-se-ão 5 anos que o site actual viu a luz.

Ao Tiago e à Magda (e ao Tiago Jr.), muitos parabéns, e um enorme abraço. :-)

PS: e se há aí quem tenha presença online, ponham os olhos na Oficina: o site é bilingue e actualizado de 2/2 dias, as encomendas podem ser feitas por Msn ou Mail ou até Skype, e até tem pagamentos online com PayPal.



sexta-feira, 10 de março de 2006



Deus Morreu

African star Ali Farka Toure dies
One of Africa's best known musicians, Ali Farka Toure, has died after a long illness in his home country of Mali, the culture ministry has announced.

Quem teve a sorte de o conseguir ver, em 2005, no Monsanto, como eu, teve um momento que não se vai infelizmente repetir. :-(



terça-feira, 24 de janeiro de 2006



Contexto
Antigamente, seguia a vida política. Quando era jovem e revolucionário. Depois fui perdendo interesse, perdi-me em estudos e livros. Mais recentemente, de há uns 2 anos para cá, voltei a prestar atenção, e como resultado só há desilusão e descrédito. Não acredito que quem lá está, ou quem lá pode estar, seja capaz, e tenha vontade de fazer alguma coisa boa por nós e pelo país. A minha moça até comenta que para mim só há pessoas corruptas na política (e na justiça, esqueceu-se).
Portanto, é este o contexto para o que vou escrever a seguir.

O que vou escrever a seguir
É que nunca falei com ninguém que se assumisse como votando em Manuel Alegre, candidado em nome de um "movimento cívico". Ouço-os a falar na TV de uma mobilização de mais de 1 milhão de pessoas, e penso: "mas porque votaram no Alegre? por ser um acto de cidadania?" A verdade é que não sei. Mas foi um acto de cidadania, quando aquele se candidatou porque ficou com ego ferido (cortesia do PS)? Um acto de cidadania, independente de movimentos políticos, quando o líder é vice-presidente da AR e deputado pelo PS? Tão independente quanto o Aníbal Silva, suponho.
Sabem o que vos digo? Estão a gozar comigo, só podem.

Vou-vos confessar
Eu queria ter votado na Manuela Magno. Infelizmente, não pude. Compara-se essa cidadania com o votar no candidato que não é do PS?
Como outros, acho que os nossos partidos estão falidos. Não financeiramente (o que é pena), mas em termos de respeito pelos cidadãos, por nós. Estão fechados dentro deles mesmos. Pouco vejo em quem acreditar. Não percebo como se fecham atrás de rostos impátidos e se recusam a responder a perguntas. Não aos adversários, mas a nós. Ao povo, às pessoas, a MIM. Porque eu gostava de ter respostas, gostava mesmo de um governo transparente. Mesmo mesmo.

Assim sendo
Votei sem convicção. Na realidade, votei para tentar que houvesse uma segunda volta, porque sou daqueles que não se esquece das cargas policiais do Aníbal Silva, e que acha este e o José Sócrates demasiado parecidos. Já tínhamos um Governo Opaco, agora temos também um Presidente Opaco.

Como curiosidade...
Também não me esqueço dos aumentos de tarifas telefónicas quando a PT ainda tinha o monopólio total de tudo.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2006



Com Preconceito, Eu.
Li há uns meses o "Herman", do Lars Saabye Christensen, um escritor norueguês. Apesar de ouvir maioritariamente música do mundo, admito ter construido mentalmente uma espécie de imagem do que poderia esperar de um escritor nórdico, que se revelou totalmente errada. Um livro muito giro, que li num fôlego. Há pouco saiu outro dele em português, também na Cavalo de Ferro, chamado "Beatles". Mais uma vez o li num instante, e ofereci-o à esquerda e à direita no Natal.

Há uns anos atrás, li um livro (não me recordo qual) de um escritor japonês chamado Kenzaburo Oë, nobelizado da literatura em 1994. Achei entediante, e acho que não voltei a ler nada do Japão, até que comprei o Norwegian Wood de um Haruki Murakami.
Sei que não se deve julgar um livro pela sua capa, mas neste caso comprei-o pela sensualidade e bom aspecto da mesma, e estou não apenas surpreendido como muito agradado, estou a gostar bastante do livro. Divertido e triste ao mesmo tempo, está a agarrar-me como o Beatles do Lars.
Mais uma vez, e apesar de a cultura ser tão diferente da nossa, "ocidental", há demasiadas coisas em comum cá dentro, e faz tudo sentido o que leio.

Erro e preconceito meu, claro, eu sei.



domingo, 22 de janeiro de 2006



A posta anterior foi a 365 deste blog. Feliz aniversário, Blog. Que contes muitos mais.

O Mozart faz também um aniversário na próxima sexta-feira. Gostava de (ou)ver o Requiem, mas não vou ter essa sorte para breve, a julgar pelos cartazes culturais. Tenho pena.



Arquivo do blogue