Mostrar mensagens com a etiqueta A brincar com palavras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A brincar com palavras. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de agosto de 2009



o arranca corações

toda a gente conhece o santo graal, o cálice sagrado com o sangue de jesus. poucos conhecem o arranca corações, apesar de ter a mesma longevidade e ter impacto igualmente importante. como um alicate de dentista para arrancar dentes, o arranca corações, agora à venda nas melhores lojas, permite arrancar de corações os defeitos que deles queiramos remover, e purgá-los dos virus e células danificadas. também funciona com mágoas sentimentais, memórias, saudades, falhanços, traumas, dores, apertos no coração, e dizem que até seca lágrimas.

é vendido com duas pilhas AA, custa 49,99€, e se vires algum à venda, manda-me um mail, por favor.



sexta-feira, 7 de agosto de 2009



Há dias em que…

… só apetece sair de casa, esquecer o trabalho, zuma no carro e aqui vai ela. Ir tomar o pequeno-almoço a Monsaraz ou beber a imperial mais fresca do país com os pés na praia. Sozinho ou acompanhado, mulher música ou um livro, tanto faz. Só importa o céu azulinho, uma brisa simpática nos braços, um sorriso deleitado, e o prazer absoluto de NÃO FAZER NADA.

 

Exercício simples: completar a frase. :)





Victor, 20 anos depois

Vinte anos depois, Victor emancipou-se. Sempre fora gozado pelos amigo, aquilo de ter nascido num autocarro fora uma maldição, uma dádiva que bem teria dispensado. Todos os autocarros da cidade, mais de três mil, tinham a sua fotografia, que a mãe tinha o cuidado de actualizar anualmente. Mais célebre que o Cristiano Ronaldo, não havia onde não o reconhecessem.

Mas isso acabou. Agora comprou uma lambreta vermelha, a que chamava Virgínia, passou a usar barba (que rapava por altura da fotografia anual), e nunca mais pôs os pés num autocarro. Agora que era anónimo, agora sim, podia ter a sua ter a sua liberdade.

 

 

Inspirado num curto excerto do filme “Em carne trémula” do Almodovar, na cena em que a Penelope Cruz tem um filho, Victor, dentro de um autocarro. Acaba por ganhar, entre outros reconhecimentos, um passe vitalício. O exercício era imaginar a personagem 20 anos depois.



quinta-feira, 6 de agosto de 2009



Com cor

Era um aventureiro. Andou pela terra e pelo mar, dizem que foi à Índia de mochila às costas, jogar à bola com os marajás, a África vigiar os gorilas na selva verde, a Roma fintar o trânsito com a sua lambreta Virgínia, eléctrico de conhecer e viajar, ser turista louco, que não vê o mundo só pela janela da tv.

Decidiu parar aos 60 anos. Escolheu uma cidade que não a sua – porquê voltar a um sítio que já se conhece? – e passava os dias a ver as pessoas, sentado na esplanada, a servir-se do frasquinho de Licor Beirão que levava sempre com ele, rodeado de miúdos a brincar na relva, a trocar olhares com a senhora respeitável da mesa da frente, e a pensar que aqueles lábios ainda deviam saber beijar.

 

 

Numa folha de papel com duas colunas, “Palavras com cor” e “Palavras sem cor”, colocámos palavras inspiradas num fado cantado pela Mariza com letra do O’Neil. Depois fomos à rua, no Largo do Camões, e adicionámos mais palavras a cada uma das colunas. De volta à sala, cada um escolheu uma coluna, e escreveu um texto que as usasse, todas ou não. Escolhi a coluna das coloridas.





jogo de cartas

Ora bem, istos era assim, pah. Eu era tipo o yin, e ela o yang aquela cena a preto e branco dos chineses. Via-a todos os dias no bar do bairro, a beber um café ao final do dia, com pestanas à Jessica Simpson, uma cara assim redondinha e uma boca a pedir um beijo.

Já me estava a imaginar a passar os Verões lá na terra com a miúda, aquela podia ser assim tipo a paixão da minha vida, até a apresentava à malta!

Estava perdido nestas ideias a olhar a moça, quando me berram à orelha: “Joga pah! É a tua vez!”

Dei-lhe uma tampa 15 dias depois, fechei a porta do sonho, e joguei o às de trunfo.

 

 

O exercício começou com passarmos 9 objectos em redor da mesa. Para cada objecto, escolhíamos uma palavra. Depois, com as 9 palavras, e mais uma vez, tínhamos de escrever um texto. O costume :-). As minhas palavras foram: paixão, porta, verão, terra, beijo, orelhas, pestanas, tampa, yin-yang.





Binómio Fantástico

Alice adormeceu cedo, como de costume. Aninhada nos lençóis frescos de Verão. Entorpecida, os sonhos bateram-lhe à porta, e deixou-os entrar. Prmeiro os amigos e o recreio da Escola, a festa de aniversário, os dois peixes doirados com quem tinha longos diálogos. O último a entrar foi o maior do todos, com pompa alegre, Rufas O Cão. De pelo castanho, boca grande e olhos meigos, a língua pendurada e o rabo a abanar. Imaginou-se a brincar no jardim, na praia, era tudo o que podia querer.

À medida que foi ficando cansada de tanto sonhar, pensou em fazer um desenho do Rufas. Assim, ao acordar, teria consigo a imagem para levar no sonho seguinte.

Despertou com o sol a espreitar pelos estores, um olho de cada vez, a espreguiçar-se nos lençóis para onde estava a voltar, estremunhada. Lembrava-se vagamente de ter sonhado, e sentia-se mais cansada do que na véspera. Estranho.

Foi aí que viu, com surpresa, o seu Rufas pintado de fresco na porta do armário, e se lembrou de tudo.

 

 

A ideia aqui foi partir de duas palavras (no caso, cão e armário), e pensar em várias frases em brainstorm que as usassem. Depois, cada um escolheu uma frase e escreveu um texto à sua volta. A minha escolhida foi: “O cão pintado na porta do armário”). Bastam duas palavras para construir uma estória.





Inspirado pelo som dos foles dos Danças Ocultas

Há uns anos atrás, estava no Porto, quando soube de um concerto que ia acontecer em Águeda. Fui de comboio para Aveiro, e daí num regional com muitas, muitas paragens, pelo interior do Portugal real.

Esperava-me um som a quatro foles, dispostos em arco, que com um sopro do fundo da terra, sopraram genuína, muito genuína alegria a quem fez aquela viagem. Valeu a pena.

 

O exercício foi inspirado por um excerto de um CD dos Danças Ocultas, uma parte em que eles tocam apenas com foles. Penso que do primeiro CD, mas não estou certo. A ideia era escrever algo inspirado pelo som.





É urgente…

… ir de férias!

… fazer a proposta!

… tratar da inspecção do carro!

… aprender…

… voltar a mergulhar

… acabar de ler o livro do Bernardo Carvalho

… aproveitar o Verão e o Sol e a Relva e o Mar

… ter calma e ir devagar, respirar fundo e relaxar

… recuperar o controlo

… olhar para o futuro e esquecer o passado

 

O exercício, para aquecer as palavras, é óbvio….



quarta-feira, 5 de agosto de 2009



Guarda-Chuva de Chocolate, claro

Quando olhei pela janela, chovia, e chovia, e chovia. Hoje era sumo de ananás. Sempre era melhor que o sumo de pêssego da véspera, que me dava comichão no nariz, sujava a roupa e fazia a minha mãe obrigar-me a tomar um duche, depois de algumas festas reconfortantes no cabelo.

Voltei à minha caixa de cartão colorido, onde estavam arrumados, bem comprimidos, todos os meus brinquedos. Bem no fundo, bem escondido, estava o guarda-chuva de chocolate, que a mãe me deu na véspera, até já com as meias de vidro encharcadas, para me proteger da chuva.

 

 

O exercício era semelhante aos outros, era preciso construir um texto. Desta vez, não a partir de palavras soltas, mas palavras e expressões: meias de vidro, comprimidos, guarda-chuva de chocolate, festas no cabelo, caixa de cartão, tomar duche, comichão no nariz. Se és perspicaz podes lembrar-te do primeiro (e fabuloso) livro de crónicas do António Lobo Antunes, chamado “Pessoas Crescidas”, de onde foram tiradas todas estas frases. Quase que o adivinhei, lembrava-me perfeitamente do texto :-).





Vai um copo?

As manhãs são de prazer, as mãos num shiuuu…. não fales, não estragues, deixa-te sentir a acordar.

Com a tarde, o tempo muda. A frustração, o vento e chuva da trovoada, o campo alagado de lágrimas, a vela molhada, e o nosso barco que deixou de badolinar.

De noite, recomeça tudo. E é isso que nos faz continuar.

 

 

O exercício era o seguinte: foram passados copos de plástico em volta da mesa, com títulos. Por exemplo, um copo dizia Suave, outro dizia Vermelho. Em cada copo cada um de nós colocava um pequeno papel com uma palavra da nossa escolha, relacionada com o título do copo. Depois de todos os copos cheios, cada um tinha de tirar um conjunto de papéis, um de cada copo, e com isso construir um texto. Um pormenor: um dos copos tinha uma palavra inventada, que tínhamos de meter no texto. A que me saiu foi “badolinar”, que me lembrou “bolinar”. As outras foram: mão, nó, tarde, frustração, prazer, shiuu…, vela, campo, trovoada, manhãs.





Desvertebrado

Não sabia o que fazer. Sem desafogar a visa, rodeado por estranhos todo o dia, preso num desgrito, a despernear numa cadeira confortável com o computador à frente.

Desviajando-se pelos mares do Sul num ritual de mergulhos no mar, o sol, a mente longe. Aqui, na realidade, desnadando a cada minuto. A perder tempo.

 

O exercício era o seguinte: fizemos um brainstorm de verbos, e dos que foram ditos escolhemos 5. Tínhamos de adicionar o prefixo “des” e fazer com isso um texto. Os meus verbos foram: afogar, viajar, gritar, nada, espernear.





Postais

Deixei-te no campo de batalha em Marte, no calor do Alentejo como os teus longos cabelos, sem um abraço sequer. Foi a nossa sorte, foi o nosso destino, foi a nossa cama de espinhos.

Gostava agora de poder voltar a dizer-te Olá, enquanto vou ficando louco longe de ti e de mim mesmo, mas falar-me ao espelho não é o mesmo.

Tarde demais.

 

O Exercício era o seguinte: foram passados em volta da mesa 14 postais, a maior parte deles com reproduções de quadros. Para cada um destes, tínhamos de escrever uma frase. Das 14 frases resultantes, tínhamos de escolher as palavras que gostávamos mais, e com essas, fazer um texto. As palavras que escolhi foram: espinhos, abraço, Marte, espelhos, Alentejo, louco, campo, longe, mim, longos, Olá, sorte. Acima está o resultado.



quarta-feira, 29 de julho de 2009



Fita para o Cabelo

Ficaram coisas esquecidas, como ficam sempre nas relações. Umas meias roxas, uma fita para o cabelo. Encontrei-me contigo para tas devolver, para poder encerrar a porta do que foi o nosso breve mas intenso cruzamento na vida.

Voltei a ver-te sem saber como te ver. Já não te tinha, já não eras a minha princesa, e a mulher por quem fiz tudo e a quem me entreguei --- assim. Não tínhamos muito para nos dizer. Controlámo-nos para parecer frios e distantes, para fazer parecer que estávamos bem e felizes, que já nos deixámos um ao outro para trás. Sorrisos ao responder a mensagens de texto, a deixar perceber que a vida nos corre bem, e que o outro já não está nela - porque, afinal, não precisamos dele.

Trocamos o que temos de trocar, e os olhos prendem-se por mais tempo do que deviam. Sente-se o fogo a queimar por dentro, um peso no peito e a transpiração nas mãos, e a certeza racional que temos já não sabemos em que prato da balança pesa mais [1].

E depois, o que aconteceu, perguntam-me? Depois… o que querias tu que acontecesse? Eu também não sei. Isto é tudo ficção, afinal de contas. Certo?

 

 

[1] Já não há balanças com dois pratos. Talvez isso seja uma parábola, só por si.



segunda-feira, 27 de julho de 2009



nunca é tarde demais

Finalmente, inscrevi-me. :-)

 

(ou: “nunca, é tarde demais” ?)



sábado, 25 de julho de 2009



Solos de Guitarra 'slide' [Um Post Orgânico]

[Vou usar este post como base, e crescê-lo por dentro. Em tempos planeei fazer isto com um amigo, mas nunca avançámos para a ideia. Faço-o sozinho eu. Vale tudo, desde que seja a acrescentar palavras e frases, em qualquer lado do texto. Um pedaço todos os dias. É um post orgânico e reciclável.]

Quando me encontro com ele pela primeira vez, parece um monstro sonoro que entra em nós p'los ouvidos e pela boca e se deixa ficar cá dentro, como um vírus sem início e sem fim que não se sabe onde começa ou como terminar/cortar/queimar de uma vez por todas. Quando acaba o concerto, e a música já parou lá fora, e o recinto está meio vazio, o som fica dentro dos ouvidos a zunir. No chão restam latas de bebida, copos de cerveja de plástico, inúmeros pedaços de papel, beatas. Os despojos do circo moderno. Muitas histórias para contar, não duvido disso. Mas o que me preocupa é a minha própria história, e o som que está a zunir dentro de mim.

 

Estou dentro do Castelo à espera dos concertos e está o Victor Démé a tocar no som recinto, aquele blues interior que me faz sentir como se tivesse uma faca espetada no coração (o meu), uma música familiar que me faz arrepiar e que em tempos troquei contigo, no dia em que gostaste da minha música. Há sincronicidades q jogam contra nós, e esta só me vem magoar e fazer mal. Não preciso disto, já não quero estar aqui.

 

Vi-te a semana passada, sentada na relva com o teu rapaz. Um vestido verde, sandálias. Não és alta, tens um nariz altivo, uma expressão que primeiro pensei arrogante mas se tornou simpática. Percebi-te social pelos amigos que iam ter com vocês e te cumprimentavam animados, e o que me fez olhar-te foi o longo cabelo castanho e revolto numa trança selvagem, que por vezes levantavas, e bem que podias ser tu a miúda 100% perfeita para mim, mas como nessa outra estória, não te vou conhecer, e o destino não vai fazer não fez por nos juntar. Melhor sorte na próxima oportunidade. Procurei-te em fotos como ao Wally, e pouco mais encontrei que sombras. Para quê pensar nisso? Todos os dias nos cruzamos com estranhos que nunca mais vamos voltar a ver. Todos os dias. E em alguns dias, cruzamo-nos com pessoas que conhecemos e vamos deixar de conhecer, e se o soubermos, esses custam mais a passar.

 

Há muitos anos atrás, cruzei-me com uma pessoa que acreditei ter encontrado pelo Destino. Sou ateu, não acredito em nada que esteja para lá do sensorial, sou céptico. Mas todas as minhas células gritavam que Era O Destino. (Eu e esse Destino temos de ter uma conversa um destes dias). E de facto foi o Destino, mas não foi bom. Há coisas que são o Destino, que são destinadas a acontecer, e que estão destinadas a acabar mal (ou até, muito mal).
Seja como for, não acredito nisso do cem por cento perfeito, ou antes, não acredito que só haja UMA possibilidade, UMA pessoa 100% perfeita para cada um de nós. Acho (acredito) que existem inúmeras possibilidades de cem por cento, em cada momento.
E eu – neste momento - não estou a procurar cem, nem setenta e cinco sequer. Já me chega de paixões.

 

Tem um aspecto simpático e divertido, um feitio brincalhão, e quem a conheceu em tangente disse-me que parecia doce, até saberem qual o sabor. Um pouco como as amêndoas que nunca se sabe se vão ou não ser amargas. Isto fez-me pensar em café, que muitos  - como tu – enchem de açúcar até parecer um bolo, e que prefiro tomar com o sabor amargo que na realidade tem. Se calhar foi por isto que lutei tanto por ti, por estar habituado a amargos de boca, e dores no coração. Uma forma de masoquismo apaixonado. Daqui a muitos anos, quando já estiver nada em jogo, havemos de ter uma conversa, quando as rugas formarem pés de corvo nos olhos e já não tivermos o mesmo brilho no olhar, e aí vou-te explicar o que nunca foste capaz de compreender. Sempre me pareceste doce, mesmo quando já sabia que não eras, mesmo quando já te tinha provado.

 

O pior já passou, desta vez. Podes respirar de novo, moço.



quinta-feira, 23 de julho de 2009



I, Disposable

The primary use of this interface is to release unmanaged resources. The garbage collector automatically releases the memory allocated to a managed object when that object is no longer used. However, it is not possible to predict when garbage collection will occur. Furthermore, the garbage collector has no knowledge of unmanaged resources such as window handles, or open files and streams.

Use the Dispose method of this interface to explicitly release unmanaged resources in conjunction with the garbage collector. The consumer of an object can call this method when the object is no longer needed.

(parece estranho, mas este post pertence mesmo aqui)





Podia continuar a noite toda

tenho demasiadas palavras cá dentro. e não quero dizer todas. ou não sei como as dizer. ou não quero que saibas quais são as que estão a mais, ou quais são as que estão a menos.

podia continuar a noite toda.

são tantas as palavras, tantos os significados, as subidas e as descidas, as esquerdas e as direitas, as paisagens e as fotografias e os filmes e tantas tantas tantas as palavras.

que podia continuar a noite toda.

ninguém as iria ler. há muitas palavras não têm lugar e que não devem ser ditas ou pensadas. mas elas estão aqui todas dentro, e não sei bem o que lhes fazer. se fosse escritor, tinha um romance na ponta dos dedos, era começar agora e acabar com o nascer do sol. mas não sou escritor. sou só leitor.

mas podia continuar a noite toda.

apetecem-me palavras graves e esdrúxulas, adjectivos assertivos e coloridos, substantivos vigorosos, pronomes acusativos e os meus tão queridos advérbios de modo, mormente. os verbos a orquestrar a acção, e a fome a juntá-los todos uns aos outros numa sopa de palavras.

porque eu podia continuar a noite toda.

e ia estar a escrever para ti. como nunca fizeram antes, e como nunca vão voltar a fazer, foda-se.





Mensagem das Estrelas (A Carta Mais Importante)

Imagina uma carta. Um envelope amarelo de papel reciclado. Por fora só com o teu nome e morada, um selo da minha própria cidade, o carimbo redondo com a data de dois dias antes.

Já não se escrevem cartas. O que poderia ser isto? Abri, e tinha duas páginas manuscritas, em papel muito fino (quase transparente). Começava com Olá, e o resto é só meu. Mas era a Carta Mais Importante.

Se fosses tu a receber esta carta, o que querias que dissesse? De quem querias que fosse?

 

Sei que já não temos o hábito de parar para pensar. E não quero saber a resposta. Quero só que pares. E que penses.



Arquivo do blogue