quinta-feira, 25 de setembro de 2003



Quem não gosta de andar de comboio? Quando era puto tinha de fazer grandes viagens, saindo de Lisboa em manhãs com as núvens no nariz. Apanhava o comboio para Braço de Prata, depois para o Entroncamento, depois para um destino final algures na Linha do Norte. Uma epopeia que repeti durante alguns anos com os meus avós, no início das férias de Verão. Comboios interregionais com bancos verdes ou castanhos, cheios de "tropas" ou senhoras com sacos, e muitas vezes totalmente apinhados.

Agora há os Intercidades e os Alfas. As condições não tem absolutamente nada a ver. O conforto é grande, há tomadas a que se podem ligar portáteis, hospedeir@s, a velocidade - mesmo que podendo ser superior - chega a uns impressionantes 200km/h ou mais, naquele balançar que não muda, com o mundo a passar lá fora.

Já perto de Lisboa, quando se regressa, nunca cessa de me impressionar aquele bocadinho em que a linha quase beija o Tejo, mesmomesmo ali ao lado. E as cheias, bolas?!

Também me lembro de há uns anos atrás ter ficado parado no Entroncamento, na viagem para Norte, devido a um incêncio algures mais acima. Vários comboios parados, sentei-me numa porta de pernas para fora, a acabar um livro do Mário de Carvalho (acho que "A Paixão do Conde de Fróis").

Ontem vim do Porto num desses, e ao chegar a Lisboa passámos por um outro comboio, que numa outra linha mostrava em cada carruagem um cartaz: "Nao fique a vê-lo passar. Viaje de Comboio" (parafraseando).

:-)



Sem comentários:

Enviar um comentário

Arquivo do blogue