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terça-feira, 1 de março de 2011



Quero dizer a TODOS o teu nome

mudei, é verdade. porque

quero que todos saibam, quero dizer o teu nome a todos com quem me cruze, quero espalhar a notícia pelos sete cantos do mundo, contar a quem me oiça o que sinto por ti, contar os pequenos detalhes, do sorriso mais encantador e alegre a sorrir de volta para mim, dos olhos quase negros a desenhar incansáveis cruzamentos nos meus, esses olhos que dizes sem saber serem “só castanhos” mas que brilham cá dentro. sem que nem eu nem tu nem eu nem tu percebessemos que magia nos envolveu que magia desde o primeiro momento daquela desta magia...

quero que todos saibam, porque contigo perco-me nas horas que passam sem as conseguir ou querer deter, porque beijo os teus lábios e a tua boca e a toda quem és como se fosse adolescente, sem me cansar nunca, porque te abraço para te sentir minha e junto a mim, porque me falham as palavras quando estamos a conversar e brincar, porque me fazes ficar de olhos húmidos, porque me arrepias e derretes com um oceano pelo meio…

quero que todos saibam o teu nome, porque pouco te conheço e te conheço há anos em sete dias, porque tenho a saudade a bater cá dentro quando não te tenho, porque te quero apresentar a todos os amigos, levar a todos os lugares, porque me fazes não querer pensar temer ou recear, porque gosto de sentir o que sinto por ti, porque gosto de saber que sentes o mesmo.

porquê? porque estou completa, completamente apaixonado por ti, Sofia.

e têm todos de saber isso.



quinta-feira, 13 de agosto de 2009



Heartburn

Na língua inglesa, esta palavra significa:

Heartburn or pyrosis is a painful and burning sensation in the esophagus, just below the breastbone usually associated with regurgitation of gastric acid. (daqui)

grito_munchEm português, para mim, é aquilo que se sente quando se nos aperta o coração, mesmo no centro do peito, e parece que estamos a arder por dentro, que temos de tirar a roupa e mergulhar na água para apagar a sensação.

Inútil, no entanto, porque o fogo é por dentro, não é físico mas químico, e não se apaga assim.

Ontem tive um final de dia terrível, adormeci no sofá enrolado como num casulo, querendo distância de tudo, e hoje vou ter um mau dia também, porque o fogo ainda está cá dentro.

E o pior foi que fui eu mesmo quem o ateou.

 

Amanhã posso começar a reconstrução. Faltam demasiadas horas. Hoje resta-me arrastar-me minuto a minuto.

Ri-te à vontade, t+35, gasta os smileys todos por aí. Isto já deixou de ser sobre ti há algum tempo. Já és só um quadro deturpado e uma memória-delírio a esquecer o mais depressa possível.

Conseguiste o teu objectivo. Eu já não sou eu.



sábado, 8 de agosto de 2009



o arranca corações

toda a gente conhece o santo graal, o cálice sagrado com o sangue de jesus. poucos conhecem o arranca corações, apesar de ter a mesma longevidade e ter impacto igualmente importante. como um alicate de dentista para arrancar dentes, o arranca corações, agora à venda nas melhores lojas, permite arrancar de corações os defeitos que deles queiramos remover, e purgá-los dos virus e células danificadas. também funciona com mágoas sentimentais, memórias, saudades, falhanços, traumas, dores, apertos no coração, e dizem que até seca lágrimas.

é vendido com duas pilhas AA, custa 49,99€, e se vires algum à venda, manda-me um mail, por favor.



sábado, 1 de agosto de 2009



it gets awfully quiet in that place

quase todos os posts que aqui deixo são inspirados nos títulos. aparecem-me na cabeça sem precisar de os trabalhar e pensar, e neste caso foi também isso que aconteceu. acordei tarde, muito tarde, depois de uma noite de vício, e veio-me isto à cabeça. acho que é de uma música, mas não estou a conseguir lembrar-me.

seja como for, depois de um sono irregular e conturbado, a frase faz todo o sentido para mim. fica de facto muito quieto por lá.

pode ser um sítio qualquer. mas eu sei onde é.

conheces A Terra dos Sonhos de que fala o palma? ele escolheu cantar-nos do lado positivo, mas também há por lá os pesadelos. e parece-me mais provável que fique quieto nesse outro lado do que no que foi cantado.

isto tudo para dizer o quê? que posso confirmar. no outro lado fica de facto muito quieto. e como o sei?

ora, tens cabecinha, não tens? usa-a.



sexta-feira, 31 de julho de 2009



Message in a Blister

jillbioskop_mulherarmadilha 

Jill Bioskop, em A Mulher Armadilha de Enki Bilal.

Quanto ao que está a fazer, só o sabe Gogol D’Algol, o Gato de Riscas Verdes.





Sumos Criativos

A energia que gasto aqui não sei como a vou recuperar.

Tu que estás aí, o que me dizes? Ando aqui há 3 semanas em delírio sofrido, a postar diariamente porque as palavras se ficam dentro de mim causam uma explosão de chicha, e não sei o que é estar desse lado. Ou antes, o que seria, porque sei que me dirijo a uma pessoa imaginária: tu. :-)

Olá, figmento da minha imaginação. Já pensaste que podes ser quem eu quiser?

Tinha mais piada se fosses um pigmento da minha imaginação. Assim serias uma cor que só eu conhecia. Claro que mais ninguém a poder ver seria uma frustração, e seria internado passado pouco tempo se não aprendesse a calar o que vejo (se bem que julgar que tu existes também já é motivo quantum bastis para um colete de forças e doses industriais de químicos).

Se calhar até estou a delirar.

Vamos supor, academicamente, que estou a delirar, daqui em diante, e ver onde isso nos leva.



sexta-feira, 24 de julho de 2009



Direito de Resposta

Já comecei esta carta várias vezes. Tenho os restos das outras amarfanhadas no chão. Só escorrem de mim palavras que não as que te quero dizer, e não gosto das formas que têm. E não penses no que se segue como uma montra. Não o uses como um pedestal daquilo que podes fazer os homens sentir. Porque como te disse tantas vezes, eu não sou um Homem qualquer. E não sou um troféu.

 

Olá,

Já passaram 15 segundos desde que nos despedimos, conscientes de que o que tínhamos contra nós era mais do que o que nos juntava. Zangados. Triste. Sei que desta vez não vou atrás de ti, e que vais aproveitar isso para fugir de vez, a coberto do que chamas de incompatibilidade e eu chamo de outra coisa. Sinto que não me vou voltar a despedir de ti, nem te vou voltar a ver.

Estes 15 dias custaram a passar. Senti angústia e mágoa, senti altos e baixos, vontade de estar sozinho com o vento num penhasco junto ao mar, junto com amigos a beber copos despreocupados, a pôr música muito alto para não me deixar ouvir os meus próprios pensamentos, a gritar sozinho no carro para te expulsar de mim, a recorrer ao ódio e à raiva como muletas. A pensar que já passaste até um aperto me mostrar que ainda não.
Não te vou procurar, e queria que tu o fizesses, e aperta-se-me o estômago de saber que não te vou ver mais e que nada disso vai acontecer.

Passados 15 meses, recordo a insensatez que foi o nosso encontro. A tua irracionalidade, a ausência de travão nas palavras, a imaturidade, a juventude. Penso que foi tudo um erro. Uma relação diferente de todas as outras por que passei, diferente da que tenho hoje com Respeito e Confiança, mas que se destacou pelos motivos errados. Recordo ainda a paixão que senti, os sonhos que construí, com uma vaga mágoa, e pergunto-me como estarás hoje.

Há 15 anos atrás, quando nos separámos, sabia que não teria nunca funcionado. Hoje, quando penso no passado, sinto Saudades tuas, sinto a falta da nossa intensidade, sinto a falta do teu sorriso que já só recordo vagamente, e dos teus longos cabelos. Nunca mais soube de ti, e imagino-te a errar entre grupos de amigos, incapaz de te prenderes. Levo a caixa que tem o teu nome para fora de casa, e dou-te um último Adeus. Foi melhor assim.

Esta é a minha carta de despedida às despedidas, espero.

João



quinta-feira, 23 de julho de 2009



esta noite é só minha

Esta noite é só minha





as putas das palavras são lâminas

E POR VEZES QUEREMOS QUE CORTEM.

 

Há uma expressão em inglês que reza assim:

«Sticks and stones may break my bones (but words will never hurt me).»

Pois digo-te: por muita boa vontade que tenhamos, as palavras podem ser muito mais violentas que os paus e que as pedras. O corpo cura as nódoas negras que lhes infligimos. Mas não há pomada para palavras.





Meia Pessoa

Há um livro do Saramago que diz nas primeiras páginas:

Cuidado. Tem uma pessoa dentro.

O nosso personagem apoderou-se desta frase para livro muito seu. De capa preta, páginas muito brancas, escrevinhava em letra muito pequena e irregular os mais secretos pensamentos, no escape do quotidiano, no grito surdo para uma página de papel, numa organização de ideias e amores e raivas e paixões e alegrias.

O livro crescia todos os dias, como o livro do Destino, engrossavam-se as histórias que continha, os segredos secretos nunca destinados a ser lidos, apenas escritos, como aquele segredo gritado para um buraco numa árvore para lá ficar. Continha todas as histórias da humanidade.

Diz-se que na maioria dos casos de violação o violador é conhecido da vítima.

Um dia, um violador roubou esse depósito de experiências e sentimentos. Apoderou-se da vida alheia, dessa pessoa que habitava dentro das páginas  muito brancas do livro de capa preta. O nosso personagem sentiu um rombo no corpo e na vida, como quem perde um membro num acidente, sentiu-se sem aquilo que de mais íntimo tinha na sua vida, da sua própria vida.

Sem a parte da pessoa dentro do livro, tornou-se uma pessoa diferente, a pessoa que restava.

E odiou, com todas as suas forças.



quinta-feira, 16 de julho de 2009



Luminous Times (Hold On To Love)

Estava a ouvir parte da discografia mais antiga dos U2, daquilo que eu respirava até à desilusão que foi o concerto do Zooropa em Alvalade, quando me cruzei com uma faixa que sempre adorei, e que ainda hoje - agora mesmo, agora mesmo - é capaz de me causar arrepios.

Vem do CD Single do “With or Without You”, e poderia ter feito parte do clássico “Joshua’s Tree”.

Toma o vídeo, do Youtube. E deixo-te a lírica aqui.

E a frase que sempre ressoou comigo, desde há mais de 20 anos atrás (!), é:

I love you 'cause I need to /
Not because I need you

Foi sempre aqui que senti os arrepios e a pele de galinha assustada.

 

Tal como aqui e agora, de surpresa.



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